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Artigo 5 min de leitura

O prompt de auditoria de presença local, pronto para copiar

por Daniel Sócrates publicado em

Auditar a presença local de um negócio é um trabalho repetitivo. Conferir grafia de nome, telefone, endereço e categoria em uma dúzia de lugares, e anotar cada divergência.

É chato de fazer à mão e simples de descrever. Esse é o formato exato de tarefa que se transforma em prompt.

O prompt está abaixo, inteiro. Copie e use.

Antes de copiar, três coisas que precisam ficar claras

O modelo não acessa o seu Maps. Ele não vê a sua ficha, não sabe a sua posição e não lê as suas avaliações. Tudo que ele processa é o que você colar na conversa. Se ele afirmar qualquer coisa sobre a sua posição atual, ele está inventando.

Ele audita consistência, e não posição. O que sai dali é divergência de dado. O Google declara literalmente que “there’s no way to request or pay for a better local ranking on Google”, e nenhum prompt muda isso. 1

A saída é uma hipótese a conferir. Cada item apontado precisa ser verificado na fonte antes de virar tarefa.

Pense num conferente de estoque comparando a nota fiscal com a prateleira. Ele não decide o que vender. Ele mostra onde o papel e a realidade discordam. Isso se chama auditoria de consistência.

O prompt

bloco para copiar
Você é auditor de presença local. Sua função é comparar dados de um mesmo
negócio em fontes diferentes e apontar divergências. Você não tem acesso à
internet nesta tarefa: trabalhe SOMENTE com o que estiver colado abaixo.

DADOS DO NEGÓCIO (fonte oficial, a régua de comparação):
Nome exato:
Endereço completo, com número e complemento:
Telefone:
Site:
Categoria principal:
Categorias secundárias:
Horário:

OCORRÊNCIAS ENCONTRADAS (cole abaixo cada lugar onde o negócio aparece,
uma por bloco, com a origem):
[origem 1]:
[origem 2]:
[origem 3]:

AVALIAÇÕES RECENTES (cole o texto de 10 a 30 avaliações, sem editar):

TAREFA:

1. TABELA DE DIVERGÊNCIA
   Monte uma tabela com uma linha por ocorrência e as colunas: origem, nome
   grafado, endereço, telefone, e o campo que diverge da régua. Marque
   IGUAL quando bater.

2. GRAFIA DO NOME
   Liste todas as grafias distintas encontradas. Diga qual é a da régua.
   Sinalize se alguma grafia inclui slogan, cidade, serviço ou palavra
   inteiramente em maiúscula, porque a diretriz do Google pede que o nome
   reflita apenas o nome real do negócio.

3. CATEGORIA
   Compare a categoria declarada com o que as avaliações descrevem que o
   negócio faz. Aponte descompasso. Complete a frase "este negócio É um",
   e não "este negócio TEM".

4. PERGUNTAS DOS CLIENTES
   A partir SOMENTE das avaliações coladas, liste as perguntas e as dúvidas
   que aparecem, da mais frequente para a menos. Cite o trecho que sustenta
   cada uma.

5. LACUNAS DE MENÇÃO
   A partir das origens coladas, diga que TIPO de lugar já menciona o
   negócio e que tipo NÃO aparece na lista.

REGRAS DE SAÍDA:
- Não invente ocorrência que não foi colada.
- Não afirme posição, ranqueamento ou visibilidade. Você não tem esse dado.
- Quando faltar informação para responder um item, escreva SEM DADO.
- Marque com [INFERÊNCIA] toda linha que for dedução sua, e não leitura
  direta do que foi colado.

Como preencher a parte que dá trabalho

O bloco de ocorrências é onde a auditoria vive, e é o único trabalho manual.

Busque o nome do negócio e o telefone, separadamente. Cada resultado que trouxer os dados de contato vira um bloco colado. Diretório de empresas, associação de classe, site de fornecedor, página de bairro, catálogo antigo que ninguém lembra que existe.

Colar dez ocorrências já produz uma auditoria útil. Colar trinta produz o mapa.

O que fazer com a saída

A tabela de divergência vira a lista de correções, e ela tem ordem. Comece pela grafia do nome, porque nome divergente quebra o reconhecimento em todos os lugares ao mesmo tempo. Depois telefone, depois endereço.

A lista de perguntas dos clientes vira pauta de conteúdo. São dúvidas reais, ditas por gente que já comprou.

A lista de lacunas de menção vira o plano de presença. Cada tipo de lugar ausente é uma conversa a ter.

Uma nota sobre a categoria

A diretriz oficial do Google pede o mínimo de categorias: “Use as few categories as possible to describe your overall core business from the provided list”. 2

O item 3 do prompt existe por causa disso. O erro comum é o contrário, e é acumular categoria achando que amplia alcance.

Perguntas frequentes

Funciona em qual modelo?

Em qualquer um com janela de contexto suficiente para os blocos colados. O prompt não usa nenhum recurso específico de ferramenta.

Ele consegue buscar as ocorrências sozinho?

Não como está escrito, e é de propósito. O prompt declara que trabalha só com o que foi colado, porque é isso que impede a saída de ficar cheia de menção inventada.

Posso pedir para ele estimar minha posição no Maps?

Pode pedir, e a resposta será invenção. O modelo não tem esse dado. O Google também declara que não existe forma de solicitar ou pagar por melhor posição local. 1

O que é a marcação [INFERÊNCIA] na saída?

É a separação entre o que o modelo leu no material colado e o que ele deduziu. As duas coisas são úteis. Misturar as duas é o que gera relatório bonito e errado.

Notas e fontes

  1. Google, Ajuda do Google Business Profile, “Improve your local ranking on Google”, support.google.com/business/answer/7091, consultada em 1º de setembro de 2026. Declaração literal reproduzida no corpo.
  2. Google, Ajuda do Google Business Profile, “Guidelines for representing your business on Google”, support.google.com/business/answer/3038177, consultada em 1º de setembro de 2026. Orientação sobre categorias, citação literal reproduzida no corpo. A mesma página determina que o nome reflita o nome real do negócio, o que sustenta o item 2 do prompt.

Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

danielsocrates.com.br

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