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Artigo 10 min de leitura

Como um assistente decide quem citar, e onde a sua página é eliminada

por Daniel Sócrates publicado em revisado em

Você pergunta ao ChatGPT qual empresa contratar para uma coisa que a sua empresa faz. A resposta vem com três nomes, e nenhum é o seu.

O primeiro impulso é achar que o modelo não conhece você. Às vezes é isso mesmo. Na maioria das vezes, o que aconteceu foi outra coisa, e ela começa antes de qualquer busca.

A pergunta que você faz não é a pergunta que ele responde

Antes de procurar qualquer coisa, o sistema reescreve o que você pediu.

Um pedido de patente do Google descreve o mecanismo. O trecho é este: “Additional/alternative queries may be, for instance, alternative query suggestions, supplemental queries, rewritten versions…”. Consultas adicionais, alternativas, complementares, reescritas. 1 2

Sua pergunta vira várias. Cada uma delas vai buscar do seu jeito, e cada uma volta com candidatos diferentes.

Uma observação sobre o documento, e ela importa. O pedido não usa a expressão “query fan-out”. O nome apareceu depois, na comunicação de produto. 3

O Google confirmou o termo em 20 de maio de 2025, no anúncio do I/O: “Under the hood, AI Mode uses our query fan-out technique”. 4 E confirmou em português, em 8 de setembro de 2025, quando o Modo IA chegou ao Brasil. 5

Isso se chama abertura de leque, ou query fan-out.

Três memórias na mesma cabeça

Um modelo tem três formas de saber alguma coisa, e elas funcionam diferente.

A primeira é o que ele estudou. Conhecimento que entrou no treino e ficou. A segunda é o que ele consulta na hora, indo buscar documento enquanto responde. A terceira é o que ele anotou sobre você durante a conversa.

A divisão em três é minha, e é didática. Os três mecanismos são reais e distintos, e juntar os três nessa figura é organização minha para facilitar a leitura. 6

A segunda memória tem nome e paper. Patrick Lewis e outros publicaram “Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks” na NeurIPS de 2020, revisado por pares. 7

Daqui sai a consequência mais prática do artigo. O que você publica hoje não entra no que o modelo já estudou. Entra, na melhor das hipóteses, no que ele consulta na hora.

Três robôs, três crachás

Os robôs de quem

A OpenAI documenta seus rastreadores em página oficial. O GPTBot coleta conteúdo público que pode ser usado para melhorar e treinar os modelos. O OAI-SearchBot tem função distinta. 8

A Perplexity faz o mesmo. Na documentação dela, o PerplexityBot é descrito como “designed to surface and link websites in search results”, e a citação foi conferida em 1º de agosto de 2026. 9

O Google mantém a lista dos próprios rastreadores em Search Central, conferida na mesma data. 10

O que isso significa para o seu robots.txt

Três empresas, três documentações, três conjuntos de robôs com funções separadas.

A leitura de que cada sistema tem corpus e política de acesso próprios é minha, e ela se apoia nesses três documentos independentes. Nenhum deles diz isso sobre os outros. 11

Na prática, bloquear um robô de treino e bloquear um robô de busca são duas decisões diferentes. Quem trata as duas como uma só costuma sumir de um lugar onde queria estar.

Quatro portarias em fila

Chamo de portões as quatro etapas entre a sua página e a citação. A organização em quatro é minha. As etapas em si são engenharia conhecida: indexação, recuperação de candidatos, reordenação e geração com atribuição. 12

Portão 1: estar no corpus daquele sistema

O primeiro filtro não tem nada a ver com qualidade. Tem a ver com presença.

Se o rastreador daquele sistema nunca passou pelo seu site, ou passou e foi bloqueado, você não é candidato. Sintoma: a IA descreve o seu mercado com competência e nunca menciona a sua empresa, nem errado.

Portão 2: ter um trecho que responde sozinho

O sistema não recupera o seu site. Recupera um pedaço de texto.

Esse pedaço precisa fazer sentido fora do contexto. Se o parágrafo começa com “isso acontece porque”, ele depende do anterior, e sozinho não responde nada. Sintoma: o site tem autoridade no assunto e as citações vão para páginas mais fracas com respostas mais diretas.

Portão 3: sobreviver à reordenação

Os candidatos recuperados passam por uma segunda fila, que os coloca em ordem de novo.

Sintoma: você aparece em algumas respostas e some em outras, sobre o mesmo assunto, sem padrão aparente.

Portão 4: ser nomeado na atribuição

O último portão é o mais cruel, porque nele você já foi lido.

O sistema usou o seu conteúdo para compor a resposta e creditou outra fonte. Acontece quando o trecho não carrega dentro dele o nome de quem está falando. Sintoma: a resposta contém uma informação que só existe no seu site, e cita outro endereço.

A cronologia, para quem quer saber desde quando

O pedido de patente que descreve a abertura de leque foi depositado em 27 de fevereiro de 2024. A publicação saiu em 29 de agosto do mesmo ano. 1

Uma nota de régua: aquilo é um pedido, não uma patente concedida. Pedido mostra intenção de proteger uma ideia. Concessão mostra que o escritório examinou e aceitou. São degraus diferentes de evidência, e tratar um como o outro é o erro mais comum quando se cita patente do Google.

O Modo IA ficou disponível de forma geral nos Estados Unidos em 20 de maio de 2025. Chegou ao português do Brasil em 8 de setembro de 2025, três meses e meio depois. 13

A documentação técnica sobre recursos de IA e sites foi atualizada em 10 de dezembro de 2025. 14

O seu exercício de segunda-feira

Dez minutos, três abas.

Abra ChatGPT, Gemini e Perplexity. Em cada um, peça uma recomendação do que a sua empresa vende, sem citar o nome dela. Escreva como um cliente escreveria.

Anote quem foi citado no seu lugar. Não é para se comparar com eles em qualidade. É para descobrir em qual portão você parou, e os sintomas de cada portão estão na seção acima.

Guarde os três prints com a data. Sem eles, daqui a três meses você não vai conseguir dizer se alguma coisa mudou.

O prompt decodificador, e o que a OpenAI mudou em agosto

Os portões 3 e 4 podem ser olhados por dentro, num arquivo, na sua tela.

O ChatGPT guarda dentro da própria conversa duas listas: o que ele recuperou e o que ele creditou na resposta. As duas não são a mesma lista. A diferença entre elas é o portão 3 acontecendo, com nome de domínio e tudo.

Uma correção, antes do resto. Em maio de 2026 eu publiquei um vídeo ensinando a ler esse arquivo. Ele mostrava um campo chamado search_model_queries, onde apareciam as consultas que o sistema gera a partir da sua pergunta. Em agosto de 2026 esse campo saiu do ar.

Conferi na minha conta em 20 de setembro de 2026. search_model_queries, search_queries e system1_search_query aparecem zero vezes, e as mensagens da ferramenta de busca chegam com o conteúdo apagado. Não foi renomeado, foi removido. 15

Fica o registro, que vale mais que o campo perdido: a superfície muda embaixo de quem depende dela, e sem aviso. Quem montou processo em cima daquele campo descobriu quebrado. É o mesmo motivo pelo qual eu insisto em guardar print com data.

O que ainda dá para ver, e é a parte que importa

Dois campos sobreviveram, e são justamente os dois que separam recuperado de citado. 16

search_result_groups é o conjunto recuperado, agrupado por domínio. Cada resultado traz url, title, snippet, pub_date, attribution e um ref_id. O snippet é o pedaço que o recuperador escolheu da página, e é o portão 2 em forma de dado.

content_references é a camada de atribuição, o que foi amarrado ao texto final.

O ref_id de cada resultado é um objeto com turn_index, ref_type e ref_index, e os itens de refs dentro de content_references têm os mesmos três campos. É por aí que se cruzam as duas listas. Quem está na primeira e não está na segunda foi lido e descartado.

Como capturar o arquivo

  1. Abra o ChatGPT e faça uma pergunta do seu nicho que force busca na web.
  2. Copie o código que aparece na URL, depois de /c/. É o ID da conversa.
  3. Botão direito, Inspecionar, aba Network.
  4. Cole o ID no filtro e recarregue a página.
  5. Procure a requisição cujo caminho é /backend-api/conversation/ seguido do ID. Se aparecer mais de uma, pegue a maior em kB. Não conte posição na lista, a ordem muda.
  6. Abra a aba Response e copie o corpo.

Antes de colar, três coisas

Nunca use “Copy as cURL” nem “Copy as fetch”. As duas copiam junto o cabeçalho de autorização e os cookies da sua sessão. Isso é credencial de acesso à sua conta, vale mais que o dado que você quer analisar, e você estaria colando numa IA de terceiro. Só a aba Response.

O arquivo tem a sua localização dentro dele. Existe um campo precise_location_info, que chega a declarar se a localização é precisa. 17 Apague antes de colar, junto com o title, que é gerado pelo modelo e entrega o assunto da conversa sozinho, e com as suas instruções personalizadas, que viajam num bloco chamado user_editable_context.

Se a conversa tratou de cliente, o arquivo carrega contexto de terceiro. Aí deixa de ser higiene e vira contrato.

Você não precisa do arquivo inteiro. Precisa das URLs de search_result_groups com domain, url, title e snippet, e das URLs de content_references. Recortar isso antes derruba o tamanho em mais de noventa por cento.

O prompt

bloco para copiar
# Análise de Network do ChatGPT para SEO semântico e GEO

## O QUE VOCÊ VAI RECEBER
Um JSON extraído do painel Network do ChatGPT. Ele vem em uma de duas formas:
forma A, com a chave "messages" e um bloco "page_info"; forma B, com a chave
"mapping". Identifique qual é e declare.

Campos que interessam:
- search_result_groups: o conjunto RECUPERADO. Grupos com "domain" e "entries".
  Cada entrada tem url, title, snippet, ref_id, pub_date e attribution.
- content_references: o conjunto CITADO, com matched_text, refs e type.
- ref_id é um objeto com turn_index, ref_type e ref_index. Os itens de refs
  têm os mesmos três campos. A junção exige os TRÊS iguais.
- safe_urls, na raiz: lista de URLs liberadas.

Recuperado não é citado. Recuperado é a lista de candidatos, citado é quem foi
nomeado. A diferença entre os dois é o objeto desta análise.

## ENTRADAS
DOMÍNIO DO USUÁRIO: [seudominio.com.br, ou "nenhum"]
PERGUNTA ORIGINAL: [cole a pergunta exata que você fez]
DATA DA CAPTURA: [dd/mm/aaaa]
PAÍS E IDIOMA DA CONTA: [ex.: Brasil, pt-BR]

## REGRAS
1. Só existe o que está no JSON. Seu conhecimento sobre o assunto está
   desligado para esta tarefa.
2. Proibido nomear domínio, marca, autor, órgão, norma, estudo ou instituição
   que não apareça como texto literal no JSON. Se não dá para copiar caractere
   a caractere do arquivo, não escreva.
3. Todo trecho entre aspas é cópia exata do JSON.
4. Toda afirmação que cite domínio, URL, título, número ou data termina com a
   linha do inventário entre colchetes, assim: [L07]. Sem colchete, a
   afirmação é inválida e deve ser apagada.
5. Proibido afirmar volume de busca, posição no Google, tráfego ou autoridade
   de domínio. Nada disso está no arquivo.
6. A ordem das entradas é ordem de aparecimento no arquivo, não ranking.
   Escreva sempre "ordem no arquivo".
7. Campo que não existir: escreva "campo ausente" e siga. Não deduza.
8. Português do Brasil, sem preâmbulo e sem resumo final.

## ETAPA 0: CONFERÊNCIA
Antes de analisar, devolva:

Forma: A (messages) ou B (mapping)
Paginado: valor de has_next_page
Modelo: valor de model_slug
Consultas do leque: N, ou "campo ausente neste arquivo"
Grupos de resultado: N
Entradas recuperadas: N | URLs únicas: N
Itens citados: N | URLs únicas: N
Método de junção: ref_id completo, ou URL normalizada
Arquivo íntegro: sim, ou truncado a partir de onde

Se has_next_page for verdadeiro, escreva no topo: "este arquivo é uma página
da conversa, não a conversa inteira".

Se não existir nem search_result_groups nem content_references nem nenhum
array com url e snippet, PARE e escreva apenas:
"Este arquivo não é a resposta da conversa. Volte ao Network, procure a
requisição cujo caminho é /backend-api/conversation/ seguido do ID da
conversa, e copie a aba Response dela."

## ETAPA 1: INVENTÁRIO DAS FONTES
Uma linha por URL única. Todo o resto do documento cita estas linhas.

| # | Domínio | Título | Situação | Ordem no arquivo | pub_date | attribution | Snippet (até 25 palavras) |

Situação, escolha uma: RECUPERADO E CITADO, RECUPERADO E DESCARTADO, ou
CITADO SEM CONSTAR NO RECUPERADO.

Feche com:
Recuperados: N | Citados: N | Descartados: N (taxa: N%)
Domínios com mais de uma URL citada: lista

## ETAPA 2: ENTIDADE E ATRIBUTOS
Entidade-foco: a coisa sobre a qual se pergunta, nomeada como aparece.
Tipo de entidade: a classe a que o sistema reduziu essa coisa, deduzida pelos
atributos cobrados nos snippets, nunca pelo seu conhecimento.
Grafias concorrentes: toda variante que apareceu, com qual foi mais usada.
Entidades vizinhas: concorrente, categoria-pai, órgão regulador, norma,
autoridade científica ou veículo editorial.

Depois, uma tabela de atributos, um por linha:

| Atributo | Citados que entregam (x/N) | Descartados que entregam (y/M) | Tipo de valor | Situação |

Atributo em forma canônica, substantivo, sem verbo: "preço por dose", não
"quanto custa por dose". Mesma coisa dita de dois jeitos é UM atributo.

Tipo de valor, escolha um: número com unidade, faixa, data, nome próprio,
sim ou não, lista fechada, texto livre. É isto que diz o que escrever.

Situação: ENTREGUE PELOS CITADOS se x for maior que zero; CONVENÇÃO DA
CATEGORIA se quase todos entregam; LACUNA se ninguém entrega.
Os cortes são leitura sua, não regra do sistema. Diga isso ao apresentar.

## TAREFA 1: INSIGHTS SEO/GEO
Resumo de até 150 palavras, seguido das quatro subseções. Tabelas não contam
no limite.

### 1. Queries semânticas da IA
Se as consultas estiverem ausentes do arquivo, escreva exatamente:
"Indisponível neste arquivo. Os campos de consulta foram removidos pela
OpenAI em agosto de 2026. Reconstruir a partir dos resultados seria dedução,
não dado." Pule para a subseção 2. Não estime e não liste consultas prováveis.
Se existirem, liste todas, literais, com quantos resultados cada uma trouxe e
quantos foram citados.

### 2. Padrões entre quem foi citado
Esta subseção fala só do conjunto CITADO. Toda linha sobre o recuperado
precisa dizer "recuperado" na frase.

| Característica | Nos CITADOS | Nos DESCARTADOS | Leitura |
Tipo de página predominante
Padrão de título que se repete
Ano no título
Número ou faixa no snippet
Snippet abre com o nome da entidade
Snippet responde sozinho, sem depender do parágrafo anterior
Tem pub_date preenchida
attribution traz nome de marca ou domínio cru
ref_type predominante

Depois: os três snippets citados mais curtos e mais autossuficientes, copiados
literais, com a linha. Esse é o gabarito. E dois exemplos de descartado, com o
que ele tinha e não bastou.

### 3. Lacunas
Uma lacuna só vale se sair da tabela de atributos da Etapa 2, situação LACUNA,
ou se for um atributo que os citados entregam e o seu domínio não. Nada
trazido de fora do arquivo. Se não houver, escreva "sem lacuna detectável
neste arquivo" e siga.

| Lacuna | Melhor cobertura atual entre os citados | O que falta | Linha | Dificuldade |

### 4. O seu domínio nos quatro portões
Se o domínio for "nenhum", escreva "domínio não informado" e pule.

Portão 1, estar no corpus: o domínio aparece em alguma entrada recuperada? Se
não, escreva exatamente: "não recuperado nesta execução. Este arquivo não
prova ausência do corpus, prova ausência desta recuperação." Liste quem ocupou
o lugar.

Portão 2, ter trecho que responde sozinho: leia o snippet da entrada dele.
Abre com o nome da entidade, ou com pronome e conectivo? Responde sozinho?
Traz número, condição ou critério? Se ele não foi recuperado, compare o texto
dele com dois snippets citados.

Portão 3, sobreviver à reordenação: está no recuperado e fora do citado?
Morreu aqui. Diga quem foi citado no lugar dele e com que snippet.

Portão 4, ser nomeado na atribuição: está no citado? Então veja se a
attribution traz nome de marca ou só o domínio cru, e procure no texto final
alguma afirmação que exista no snippet dele e esteja creditada a outro. Se
achar, copie a frase e as duas linhas.

## TAREFA 2: ESTRUTURA DE CONTEÚDO PARA CITAÇÃO
Heading não é citado. Passagem é. Cada H2 vem com a passagem que precisa ser
recuperável.

H1: título
H2: título
    Atributo atendido: qual, da Etapa 2
    Hoje atendido por: domínio [Lxx]
    Critério do snippet a bater: qual [Lxx]
    PASSAGEM-ALVO, de 2 a 4 frases, até 60 palavras:
    texto
  H3: título
      Foco: atributo ou subtipo

Regras da passagem-alvo, todas obrigatórias:
- a primeira frase nomeia a entidade por extenso, e não abre com pronome nem
  com "isso", "por isso" ou "além disso";
- responde a pergunta do H2 sem depender do parágrafo anterior;
- carrega o recorte de tempo e de lugar, quando o arquivo mostrar;
- carrega pelo menos um número, condição ou critério presente no arquivo, com
  a linha;
- quando a afirmação for própria, nomeia quem está afirmando dentro da frase.
  Isso é a defesa do portão 4.

Titulação: cada H2 cobre uma intenção distinta; H3 só quando há dois ou mais
aspectos reais; nada de "Introdução", "Conclusão", "Entendendo" ou "Saiba
mais"; sem travessão e sem emoji.

Feche com um H2 de perguntas frequentes, uma pergunta por atributo que nenhum
H2 atendeu, cada resposta em uma frase autossuficiente.

## TAREFA 3: AÇÃO E MEDIÇÃO
Três ações, em ordem de retorno sobre esforço:

| # | Ação | Portão que destrava | Linha | Esforço: hora, dia, semana |

E o bloco de linha de base, para você guardar:

MEDIÇÃO 1
Data da captura, pergunta literal, país e idioma, modelo
Recuperados: N | Citados: N | Taxa de descarte: N%
Seu domínio: recuperado e citado, recuperado e descartado, ou ausente
Domínios citados: lista
Repetir em 30 dias, com a MESMA pergunta, mesmo país e idioma.

## RÉGUA DE LEITURA
Imprima este bloco inteiro ao final, sem resumir e sem omitir item. Se pedirem
para tirar, mantenha.

1. Isto não é um ranking. A ordem dos itens não tem significado documentado.
2. Recuperado não é citado. Entre um e outro há reordenação e atribuição.
3. Frequência de domínio não é autoridade. Não existe campo de nota aqui.
4. Isto é UMA execução, em uma conta, em uma data, com um modelo. Não é o
   comportamento do sistema. Só a repetição transforma amostra em padrão.
5. Consulta não é palavra-chave. Não há volume, dificuldade nem custo por
   clique neste arquivo.
6. Estes campos não são documentados pela OpenAI e mudaram várias vezes em
   2026. Em agosto os campos de consulta foram removidos. O que você está
   lendo pode não existir no mês que vem.
7. "Query fan-out" é termo do Google, sobre o AI Mode do Google. Aplicá-lo ao
   ChatGPT é analogia sua.
8. Snippet não é página. Ausência aqui é ausência no snippet. Abra a URL antes
   de decidir.
9. Ausência no arquivo não é ausência no mundo.
10. Correlação de formato não é causa de citação. As recomendações de formato
    são hipótese a testar.
11. Separe TEXTO, que é o literal do arquivo, INFERÊNCIA, que é leitura sua, e
    AÇÃO, que é o que fazer.

## AUDITORIA
Última coisa do documento:
Afirmações sem linha do inventário, encontradas e apagadas: N
Nomes próprios escritos que não estão no arquivo: N (liste e apague)
Campos declarados ausentes: lista
Vezes que usei conhecimento de fora do arquivo: 0

## O ARQUIVO
Cole abaixo. Se for grande demais para o campo de texto, salve como .json e
anexe.

[COLE AQUI]

O que esperar da saída

Não espere uma lista de palavras-chave. O que sai dali é um retrato de uma execução: quem foi lido, quem foi creditado, e em que ponto da fila você parou.

Uma conversa é uma amostra. Conta, país, idioma, horário e versão do modelo mudam o resultado. Rode de novo em trinta dias, com a mesma pergunta, e compare. Sem a segunda medição você tem uma foto, não um movimento.

Perguntas frequentes

O prompt deste artigo é o mesmo do vídeo de maio?

Não. O do vídeo dependia de um campo que a OpenAI removeu em agosto de 2026. Este foi reescrito em cima do que existe hoje, conferido em 20 de setembro de 2026, e a parte que dependia das consultas está marcada como indisponível em vez de estimada. 15

Dá para saber quem o ChatGPT citou sem abrir o Network?

A resposta na tela mostra os links, mas não mostra quem foi lido e descartado. É essa segunda lista que revela o portão 3, e ela só existe no arquivo.

Dá para fazer engenharia reversa do ChatGPT?

Não do jeito que costuma ser vendido. Dá para conhecer as etapas públicas, os robôs documentados e o que as empresas declaram oficialmente. A divisão em três memórias deste artigo é organização didática minha, não descrição interna do sistema. 6

Bloquear o GPTBot tira minha empresa do ChatGPT?

São coisas separadas. O GPTBot coleta conteúdo que pode ser usado para treinar, e o OAI-SearchBot tem outra função. Bloquear um não é a mesma decisão que bloquear o outro. 8 11

“Query fan-out” é termo oficial do Google?

É termo oficial de comunicação de produto, usado no anúncio de 20 de maio de 2025. O pedido de patente que descreve o mecanismo não usa essa expressão. 3 4

Publicar hoje me coloca na resposta amanhã?

No que o modelo já estudou, não. O treino tem corte. O caminho possível é a memória de consulta em tempo de resposta, e ela depende dos quatro portões deste artigo. 6 7

Notas e fontes

  1. Pedido de patente US 2024/0289407 A1, “Search with stateful chat”, Google LLC. Depósito em 27 de fevereiro de 2024, publicação em 29 de agosto de 2024, prioridade de 28 de fevereiro de 2023. Pedido, não patente concedida.
  2. Trecho literal do pedido da nota 1, reproduzido no corpo.
  3. O texto do pedido da nota 1 não usa a expressão “query fan-out”. O nome vem da comunicação oficial de produto.
  4. Google, “AI Mode in Google Search: Updates from Google I/O 2025”, blog.google, 20 de maio de 2025. Citação literal reproduzida no corpo.
  5. Google Brasil, “Busca do Google: agora o Brasil já pode usar o Modo IA em português”, blog.google/intl/pt-br, 8 de setembro de 2025.
  6. As três memórias: divisão didática do autor. Os três mecanismos são reais e distintos, e a costura entre eles é organização do autor.
  7. Patrick Lewis et al., “Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks”, NeurIPS 2020. Paper revisado por pares.
  8. OpenAI, documentação oficial de bots e user agents, platform.openai.com/docs/bots. GPTBot coleta conteúdo público que pode ser usado para melhorar e treinar os modelos; OAI-SearchBot tem função distinta.
  9. Perplexity, “Bots”, docs.perplexity.ai/guides/bots. Citação literal verificada em 1º de agosto de 2026.
  10. Google Search Central, “Google crawlers”. Citações literais verificadas em 1º de agosto de 2026.
  11. Corpus e política de acesso por sistema: inferência do autor, apoiada nas notas 8, 9 e 10. Três documentações oficiais de três empresas independentes, nenhuma afirmando sobre as outras.
  12. Os quatro portões: organização do autor. As etapas descritas, indexação, recuperação de candidatos, reordenação e geração com atribuição, são engenharia conhecida.
  13. Cronologia: Modo IA disponível de forma geral nos Estados Unidos em 20 de maio de 2025; em português do Brasil a partir de 8 de setembro de 2025.
  14. Google Search Central, “AI features and your website”, atualizada em 10 de dezembro de 2025.
  15. Campos de consulta removidos: verificação própria no payload de /backend-api/conversation/, conta do autor, modelo gpt-5-6-thinking, em 20 de setembro de 2026. search_model_queries, search_queries e system1_search_query com zero ocorrências, e mensagens da ferramenta de busca com o conteúdo vazio. Uma execução, uma conta, uma data. Não é declaração da OpenAI, que não documenta nenhum desses campos.
  16. Estrutura de search_result_groups e content_references, e a junção pelos três campos de ref_id: mesma verificação da nota 15. Formato observado, não contrato publicado. Pode mudar sem aviso.
  17. Campo precise_location_info, com as chaves requested, location_used, location_is_precise, bypass_rate_limit e footer_location: mesma verificação da nota 15.

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Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

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