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Marketing de busca: o que é, agora que a busca acontece em quatro lugares
por Daniel Sócrates publicado em
Pense no último cliente novo que chegou até você. Antes de ligar, ele procurou. A pergunta que interessa é onde.
Ele pode ter perguntado ao ChatGPT quem resolve o problema dele. Pode ter aberto o Maps para ver quem atende perto de casa. Pode ter assistido a um vídeo no YouTube para entender como o serviço funciona. E pode ter digitado o seu nome no Google, só para conferir se você existe mesmo.
Quatro buscas, em quatro lugares, antes de uma única ligação.
Agora pense na última proposta de marketing de busca que chegou para você. Se ela seguia a definição mais comum do mercado, falava de um lugar só: a página de resultados do Google. E de duas coisas dentro dela, o anúncio pago e o resultado orgânico.
A definição ficou parada numa tela. O cliente seguiu andando.
Este texto atualiza a definição, com a fonte de cada dono em cada linha. Onde a busca acontece hoje, como cada lugar escolhe quem aparece, o que o dinheiro compra e o que ele não compra. No fim, um teste de vinte minutos com uma pergunta do seu cliente, feita em quatro lugares.
A definição que você vai encontrar
O termo tem certidão de nascimento. Em novembro de 2001, Danny Sullivan publicou uma coluna no ClickZ com uma proposta. O nome que ele preferia para o ofício era search engine marketing, marketing em buscadores. 1
A justificativa cabia numa lista. Otimizar para os robôs, gerenciar os anúncios pagos, cadastrar o site nos diretórios. Tudo isso, escreveu ele, era marketing em buscadores. 1
Repare no tamanho da ideia original. O termo nasceu largo, para cobrir os lugares de busca que existiam e o trabalho feito em cada um.
Vinte e cinco anos depois, a definição que circula encolheu. A Shopify, no blog em português, escreve que marketing de busca é a tática que usa anúncios pagos em mecanismos de busca. 2 A Wikipédia em inglês fala em promover sites nas páginas de resultados principalmente por meio de publicidade paga. 3
Nas páginas que ocupam o topo desse termo no Google brasileiro, a definição oscila entre duas versões. Uma diz que é anúncio pago. A outra soma anúncio e resultado orgânico nos buscadores. Algumas já falam das IAs, com outro nome, GEO. 4
A página de resultados do próprio termo desmente a definição que ela lista. Na medição de hoje, a tela de “marketing de busca” trazia um resumo escrito por IA. Trazia também um carrossel de vídeos do YouTube e um bloco de perguntas relacionadas. 4 Quem pesquisa o conceito já recebe, na mesma tela, texto de máquina e vídeo.
Onde a busca acontece hoje
Pense em alguém que acabou de se mudar e precisa de um eletricista. Ele pergunta ao porteiro, que indica quem atende no bairro. Pergunta ao cunhado, que indica quem ele já viu trabalhar. Pergunta à colega que lê sobre tudo, e ela resume o que sabe. Três conselheiros, três critérios, três listas de nomes que quase não se cruzam.
A busca hoje funciona assim. Cada lugar onde alguém pergunta e recebe de volta uma lista, um mapa, um vídeo ou uma resposta pronta tem regra própria. Eu chamo cada um desses lugares de superfície de busca. Estas são as quatro desta página, descritas pelos próprios donos.
A página de resultados do Google
É a superfície que todo mundo conhece, e ela mudou. A lista de links azuis continua lá, agora cercada de anúncio, resumo de IA, mapa e caixa de resposta. A peça sobre o que significa estar na primeira página do Google descreve cada uma dessas peças, com fonte.
Antes de chegar a essa tela, a página atravessa rastreio, indexação, ranqueamento e apresentação. As quatro etapas estão na peça sobre como fazer o seu site aparecer no Google. Lá também está o jeito de descobrir em qual delas o seu site parou.
Uma frase da documentação vale guardar para o resto deste texto. O Google escreve que não aceita pagamento para ranquear um site mais alto. 5
O Maps
A ajuda oficial do Perfil da Empresa descreve a cena com todas as letras. Quando alguém busca uma empresa ou um lugar perto de onde está, encontra resultados locais no Google Maps e na busca. 6
A mesma página diz que os resultados locais se baseiam principalmente em três coisas. Relevância, distância e o quanto a empresa é conhecida. 6 Repare na distância. Ela depende de onde o cliente está no momento da busca, e nenhum texto seu muda isso.
E a página fecha uma porta que muita proposta tenta abrir. Não existe forma de pedir nem de pagar por uma posição local melhor no Google. 6 O que está ao seu alcance no mapa é o assunto do território de SEO local.
O YouTube
O YouTube publica como a própria busca funciona. O sistema prioriza três elementos: relevância, engajamento e qualidade. O peso de cada um pode variar com o tipo de busca. 7
Relevância olha se título, tags, descrição e conteúdo do vídeo combinam com a pergunta. Engajamento olha, por exemplo, quanto tempo as pessoas assistem a um vídeo para aquela pergunta. Qualidade procura sinais de que o canal tem especialidade, autoridade e confiabilidade no tema. 7
Duas frases da mesma página mudam o seu planejamento. O YouTube não aceita pagamento por posição melhor na busca orgânica. E pode usar o histórico de busca e de vídeos da pessoa, por isso uma tela difere da outra. 7
Dentro das IAs
No próprio Google, o resumo de IA e o Modo IA seguem as regras da busca. Para aparecer como link de apoio, a página precisa estar indexada e apta a aparecer com trecho. 8
O Google escreve que não existe requisito adicional para esses recursos, nem otimização especial. E que as boas práticas de SEO continuam valendo para eles. 8 Quem trabalha bem a busca já está trabalhando essa superfície.
Fora do Google, pegue o ChatGPT como exemplo. Em outubro de 2024, a OpenAI lançou a busca dentro dele, com respostas acompanhadas de links para as fontes. 9 A empresa escreve que qualquer site pode escolher aparecer ali. E que essa busca se apoia em provedores de busca terceiros e em conteúdo entregue por parceiros. 9
A porta de entrada tem nome técnico. O robô que abastece essa busca se chama OAI-SearchBot. A documentação da OpenAI diz que sites que bloqueiam esse robô não aparecem nas respostas da busca do ChatGPT. 10
Quem decide isso é uma linha no arquivo robots.txt do seu site. O resto do assunto, incluindo como medir citação, está no território de SEO para IA.
O brasileiro pergunta em mais de um lugar
Duas pesquisas nacionais recentes olharam para esse comportamento. Uma delas vem de parte interessada, e eu aviso antes do número.
A Super Panorama, do Mobile Time com a Opinion Box, ouviu 4.138 brasileiros com smartphone entre 4 e 24 de março de 2026. A margem de erro é de 1,5 ponto. 11
Quase 40% usam só buscadores, como Google e Bing. Um em cada quatro usa buscadores e IA na mesma medida. Só 2,2% recorrem apenas aos chatbots para pesquisar. 12 Entre as plataformas de IA, o ChatGPT aparece na frente, com 79,7%. 12
A State of Search Brasil 6, da Hedgehog Digital, fez 4.157 entrevistas online. A Hedgehog é uma agência de SEO, portanto tem interesse no assunto que mede. 13
Na amostra dela, 84% afirmam que continuarão com o Google para as pesquisas do dia a dia. E 82% declaram intenção de explorar ferramentas de IA. 13 A mesma pesquisa diz que as buscas acontecem sobretudo no celular, com destaque para redes sociais, Google, sites das empresas e marketplaces. 13
As duas fotos mostram o mesmo desenho, que é convivência. O livro SEO de Entidade descreve o caminho que sai delas. A pergunta sobre o seu serviço pode nascer no Google, passar pelo resumo de IA e terminar numa conversa com o ChatGPT. 14
Cada lugar escolhe de um jeito
Volte aos três conselheiros do eletricista. Ser o indicado do porteiro não te coloca na lista do cunhado.
Um estudo liderado por pesquisadores do New Jersey Institute of Technology mediu isso na busca. Os pesquisadores rodaram 11.500 consultas e compararam as fontes de três sistemas. A busca tradicional do Google, o resumo de IA que aparece junto e o Gemini. 15
As listas de fontes quase não se cruzaram. A sobreposição média ficou abaixo de 0,2, numa escala em que 1 é a mesma lista e 0 é nenhuma fonte em comum. 15
O perfil das fontes também mudou de um sistema para o outro. A busca tradicional puxou mais sites populares ou institucionais, de governo e de educação. Os sistemas generativos puxaram mais conteúdo do próprio Google. 15
Dois limites andam com esse número. As consultas são em inglês, e o Brasil não entra na conta. E é um único estudo, aceito na SIGIR 2026, conferência acadêmica de recuperação de informação. 15
As superfícies também se alimentam umas das outras. A Ahrefs, que vende ferramenta de visibilidade em IA, analisou 4 milhões de links citados nos resumos de IA do Google. 16
No estudo, publicado em março de 2026, os vídeos do YouTube somaram 5,6% de todos os links citados. Entre as páginas citadas que não ranqueavam no top 100 do Google para a mesma busca, 18,2% eram do YouTube. 16 Um vídeo pode ser escolhido pela IA sem estar entre os cem primeiros resultados daquela busca.
A consequência eu registro como leitura minha. Quem mede marketing de busca só pela posição no Google está olhando uma coluna de quatro.
O que o dinheiro compra, e o que ele não compra
O anúncio continua fazendo parte do trabalho, e ele também saiu da página de resultados. A ajuda do Google Ads diz que o anúncio de busca pode aparecer na busca do Google, no Google Imagens e na aba Shopping. 17
A lista continua no Google Maps e no aplicativo do Maps. Nos sites parceiros de busca, o anúncio pode aparecer inclusive nos resultados de busca do YouTube. 17
No resumo de IA, o anúncio pode aparecer acima ou abaixo dele em todos os mercados onde o resumo existe. Dentro do resumo, por enquanto, só em inglês e numa lista de doze países. O Brasil não está nela, na versão conferida hoje. 18
Agora a outra metade. Três donos de superfície escrevem, cada um na sua página, a mesma recusa. O Google não aceita pagamento para ranquear um site mais alto. 5 No mapa, não existe forma de pedir ou pagar por posição melhor. 6 O YouTube não aceita pagamento por posição melhor na busca orgânica. 7
O anúncio compra um espaço marcado como patrocinado. A escolha orgânica, nessas três superfícies, não está à venda. Um trabalho sério de busca cuida das duas metades e diz ao cliente qual é qual.
A definição que vale hoje
O livro SEO de Entidade tem uma versão de bolso dessa mudança. O jogo continua sendo aparecer diante de quem procura. O que mudou foi o lugar onde isso acontece e a régua que mede se aconteceu. 14
Junte as peças. O cliente pergunta em vários lugares. Cada lugar tem acervo próprio, critério próprio e uma parte que se compra. Estar presente em todos eles, com a parte paga e a parte conquistada, é um trabalho só.
Isso se chama marketing de busca. A definição atualizada cabe numa frase: ser encontrado e escolhido em todos os lugares onde o seu cliente pergunta. No Google, no Maps, no YouTube e dentro das IAs.
Encontrado quer dizer entrar no acervo de cada lugar. Página indexada, perfil da empresa verificado, vídeo publicado, robô de busca liberado. 5 6 10 Escolhido quer dizer passar pelo critério de cada um, que o próprio dono publica. 6 7 8
A pergunta deixou de ser em que posição você está e passou a ser em quais lugares você é escolhido.
Existe um fio que atravessa as quatro colunas, e aqui eu declaro que a extensão é minha. O livro mostra que a IA, antes de citar alguém, precisa saber quem ele é e do que trata. 14 Na minha leitura, a mesma exigência vale para as outras três superfícies.
Esse reconhecimento é o assunto do território de SEO semântico. Ele começa por entender como o Google registra empresas, pessoas e lugares.
O teste das quatro colunas
O primeiro retrato sai hoje, do seu celular, em vinte minutos. Separe uma folha e uma caneta.
- Escreva a pergunta que mais chega até você, do jeito que o cliente escreve no WhatsApp.
- Desenhe quatro colunas numa folha: Google, Maps, YouTube e IA.
- Faça a pergunta no Google, da cidade onde você atende. Anote se você aparece e em que parte da tela.
- Abra o Maps e busque o serviço, sem o nome da sua empresa. Anote se você aparece entre os primeiros.
- Faça a mesma busca no YouTube. Anote os canais dos primeiros vídeos e veja se algum é seu.
- Faça a pergunta ao ChatGPT e peça que ele pesquise na web. Anote as fontes citadas e veja se o seu site está entre elas.
Agora leia a folha. Coluna em branco quer dizer que ali você não foi encontrado, ou não foi escolhido.
Se a coluna do ChatGPT ficou vazia, peça a quem cuida do site para conferir o robots.txt. Ele precisa liberar o OAI-SearchBot. 10 Se a coluna do Maps ficou vazia, comece pelo perfil da empresa, completo e verificado. 6
Um aviso de método, que o livro aplica a si mesmo. Uma pergunta em quatro lugares dá um retrato, nunca uma medição. 14 E a tela muda com a localização, o aparelho e o histórico de quem busca. 5 7
A pergunta que você devolve
A partir de hoje, quando alguém te oferecer marketing de busca, você tem duas perguntas para devolver. Em quais superfícies o trabalho acontece? E, em cada uma, o que é pago e o que é conquistado?
Quem responde falando só da página de resultados do Google está entregando uma coluna de quatro. As outras três continuam lá, com os seus clientes perguntando.
Pegue a folha agora e desenhe as quatro colunas. Faça a primeira pergunta antes de fechar o dia e guarde a folha com a data.
Perguntas frequentes
Marketing de busca é a mesma coisa que SEM?
SEM é a sigla de search engine marketing, o nome em inglês. Danny Sullivan popularizou o termo em 2001 para cobrir otimização, anúncio pago e cadastro em diretórios. 1 3 Hoje, parte do mercado usa a sigla como sinônimo de anúncio. 2
Marketing de busca é o mesmo que SEO?
SEO é a parte conquistada do trabalho, a que não se compra. A Shopify, por exemplo, separa as duas: SEM para o resultado pago e SEO para o orgânico. 2 Na definição atualizada, o trabalho orgânico acontece em cada superfície, com o critério de cada dono.
O anúncio do Google aparece no Maps e no YouTube?
Pode aparecer. A ajuda do Google Ads lista o Google Maps e o aplicativo do Maps entre os lugares do anúncio de busca. Os resultados de busca do YouTube aparecem entre os parceiros. 17
E Instagram e TikTok, entram na conta?
Entram, quando o seu cliente pergunta por lá. A State of Search Brasil 6 cita as redes sociais entre os destaques de onde o brasileiro busca. 13 Esta página ficou nas quatro superfícies cujas regras eu conferi hoje na documentação do próprio dono.
Notas e fontes
- Danny Sullivan, “Congratulations! You’re A Search Engine Marketer!”, ClickZ, 28 de novembro de 2001, https://www.clickz.com/congratulations-youre-a-search-engine-marketer/60093/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “my preferred successor term is ‘search engine marketing’”; o termo “encompasses many things: optimizing for crawlers, managing paid listings, submitting to directories”; “All of these activities are marketing on search engines.”
- Shopify, “O que é marketing de busca (SEM)?”, blog da Shopify em português, 12 de dezembro de 2024, https://www.shopify.com/br/blog/marketing-de-busca. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “O marketing de busca é uma tática de marketing digital que usa anúncios pagos em mecanismos de busca para aumentar a visibilidade de um produto ou uma marca.” A página separa os anúncios nos resultados pagos (SEM) da otimização para os resultados orgânicos (SEO).
- Wikipedia, “Search engine marketing”, https://en.wikipedia.org/wiki/Search_engine_marketing. Acesso em 14 de setembro de 2026. Definição: “a form of Internet marketing that involves the promotion of websites by increasing their visibility in search engine results pages (SERPs) primarily through paid advertising”. Origem: “The term ‘search engine marketing’ was popularized by Danny Sullivan in 2001”, cobrindo SEO, anúncios pagos nos buscadores e cadastro em diretórios.
- Medição da SEO Genome, Semrush, base Brasil, relatório de resultados orgânicos para “marketing de busca”, coletado em 14 de setembro de 2026. Na tela, os recursos de código 52, 20 e 21, que a legenda da API da Semrush identifica como “AI overview”, “Video Carousel” e “People also ask”, com os vídeos do carrossel hospedados no YouTube. Legenda: Semrush API, “Overview”, https://developer.semrush.com/api/v3/seo/overview/. Acesso em 14 de setembro de 2026. As definições citadas no corpo vêm das primeiras páginas desse mesmo relatório, lidas no mesmo dia; a da Shopify está na nota 2.
- Google Search Central, “In-Depth Guide to How Google Search Works”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/how-search-works, página atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. “Google doesn’t accept payment to crawl a site more frequently, or rank it higher.” A página também registra que a relevância pode considerar localização, idioma e aparelho de quem busca.
- Ajuda do Perfil da Empresa no Google, “Tips to improve your local ranking on Google”, https://support.google.com/business/answer/7091. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “When a customer searches for a business or place near their location, they’ll find local results on Google Maps and Search.”; “Local results are mainly based on relevance, distance, and popularity.”; “Prominence means how well-known a business is.”; “Businesses with complete and accurate info are more likely to show up in local search results.”; a verificação do perfil torna a empresa “more likely to show up in search results”; e “There’s no way to request or pay for a better local ranking on Google.”
- Ajuda do YouTube, “How YouTube search works”, https://support.google.com/youtube/answer/16090438. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “YouTube’s system prioritizes three key elements for best results. The importance of these elements may vary by search type.”; os elementos “Relevance”, “Engagement” e “Quality”; a relevância olha “how well the title, tags, description, and video content match your search query”; o engajamento inclui “the watch time of a particular video for a particular query”; a qualidade busca canais que “demonstrate expertise, authoritativeness, and trustworthiness on a given topic”; “YouTube doesn’t accept payment for better placement within organic search results”; e o sistema “may also consider your search and watch history”.
- Google Search Central, “AI features and your website”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-features, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “The best practices for SEO remain relevant for AI features in Google Search (such as AI Overviews and AI Mode).”; “There are no additional requirements to appear in AI Overviews or AI Mode, nor other special optimizations necessary.” e “To be eligible to be shown as a supporting link in AI Overviews or AI Mode, a page must be indexed and eligible to be shown in Google Search with a snippet”.
- OpenAI, “Introducing ChatGPT search”, 31 de outubro de 2024, https://openai.com/index/introducing-chatgpt-search/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Get fast, timely answers with links to relevant web sources.”; “Any website or publisher can choose to appear in ChatGPT search.”; “ChatGPT search leverages third-party search providers, as well as content provided directly by our partners”.
- OpenAI, “Overview of OpenAI Crawlers”, https://developers.openai.com/api/docs/bots. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “OAI-SearchBot is used to surface websites in search results in ChatGPT’s search features.” e “Sites that are opted out of OAI-SearchBot will not be shown in ChatGPT search answers, though can still appear as navigational links.” A página recomenda liberar o OAI-SearchBot no robots.txt.
- Fernando Paiva, “Brasileiros conversam com robôs, mas dão nota 5,6 em escala de 0 a 10 para a experiência”, Mobile Time, 11 de junho de 2026, https://www.mobiletime.com.br/noticias/11/06/2026/chatbots-super26/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Método da Super Panorama Mobile Time/Opinion Box: 4.138 brasileiros que possuem smartphone, entrevistados entre 4 e 24 de março de 2026, margem de erro de 1,5 ponto. O lançamento do relatório está em “Mobile Time e Opinion Box lançam a nova pesquisa Super Panorama”, Mobile Time, 17 de junho de 2026, https://www.mobiletime.com.br/noticias/17/06/2026/super-panorama-26/. Acesso em 14 de setembro de 2026.
- Bruno De Blasi, “Busca por IA já disputa espaço com o Google no Brasil, mostra pesquisa”, Canaltech, 22 de junho de 2026, https://canaltech.com.br/apps/busca-por-ia-ja-disputa-espaco-com-o-google-no-brasil-mostra-pesquisa/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Cobertura da Super Panorama: “quase 40% dos brasileiros com smartphone ainda usam apenas buscadores, como o Google e o Bing”; “um em cada quatro participantes afirmam que utilizam buscadores e IA na mesma medida”; “apenas 2,2% recorrem apenas aos chatbots para fazer as pesquisas na internet”; ChatGPT com 79,7% no ranking de plataformas de IA.
- Luisa Pereira, “State of Search Brasil 6: A Influência da IA no Comportamento de Pesquisa e Decisão de Compra dos Brasileiros”, Hedgehog Digital, 18 de novembro de 2025, https://br.hedgehogdigital.co.uk/blog/state-of-search-brasil-6/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “4.157 entrevistas online realizadas”; “84% afirmam que continuarão com o Google para pesquisas diárias, em contrapartida 82% declaram intenção de explorar inteligências artificiais como ChatGPT, Gemini e Microsoft Copilot”; e as buscas “acontecem via mobile, com destaque para as redes sociais, Google, sites das empresas e marketplaces”. A Hedgehog vende serviços de SEO e de GEO, e o conflito está declarado no corpo.
- Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026. Introdução, “Você não perdeu tráfego. O jogo trocou de moeda”: “o jogo continua sendo aparecer diante de quem procura. O que mudou foi o lugar onde isso acontece e a régua que mede se aconteceu.” Capítulo 1, “O clique deixou de ser a moeda”: o caminho do cliente que nasce no Google, passa pelo resumo de IA e termina no ChatGPT; a exigência de que a máquina saiba quem você é e do que você trata antes de citar; e a regra de que poucas buscas dão retrato, nunca medição. A extensão dessa exigência às outras três superfícies é leitura do autor, declarada no corpo.
- Riley Grossman, Songjiang Liu, Michael K. Chen, Mike Smith, Cristian Borcea e Yi Chen, “How Generative AI Disrupts Search: An Empirical Study of Google Search, Gemini, and AI Overviews”, arXiv 2604.27790, submetido em 30 de abril de 2026, aceito na ACM SIGIR 2026, https://arxiv.org/abs/2604.27790. Acesso em 14 de setembro de 2026. Os dois primeiros autores são do New Jersey Institute of Technology. Base de 11.500 consultas, comparando busca do Google, AI Overviews e Gemini 2.5 Flash. Trechos: “the retrieved sources are substantially different for each search engine (<0.2 average Jaccard similarity)”; “Traditional Google search is significantly more likely to retrieve information from popular or institutional websites in government or education, while generative search engines are significantly more likely to retrieve Google-owned content.” As consultas vêm de bases públicas em inglês.
- Louise Linehan e Xibeijia Guan, “Update: 38% of AI Overview Citations Pull From The Top 10”, Ahrefs, 2 de março de 2026, https://ahrefs.com/blog/ai-overview-citations-top-10/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Base de 863 mil páginas de resultados e 4 milhões de links citados em AI Overviews. Trechos: “Among the AI Overview cited pages that didn’t rank in Google’s top 100 results for the same keyword, 18.2% were YouTube URLs.” e “those YouTube URLs accounted for 5.6% of all AI Overview URLs cited across the dataset.” A Ahrefs vende ferramenta de visibilidade em IA.
- Ajuda do Google Ads, “About the Google Search Network”, https://support.google.com/google-ads/answer/1722047. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Ads can appear above or below search results on Google Search. They can appear beside, above, or below search results on the Shopping tab, Google Images, Google Maps, and the Maps app.” Nos parceiros de busca, os anúncios podem aparecer em posições como “YouTube search results and Watch pages”.
- Ajuda do Google Ads, “About ads and AI Overviews”, https://support.google.com/google-ads/answer/16297775. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Ads are eligible to show above or below the AI Overview in all 200+ markets where AI Overviews are available.” e “Ads in AI Overviews are currently available in English on mobile and desktop devices in the following countries: Australia, Canada, India, Indonesia, Kenya, Malaysia, New Zealand, Nigeria, Pakistan, Philippines, Singapore, and US.”
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