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Auditoria de SEO: o que conferir, em que ordem e como ler o laudo
por Daniel Sócrates publicado em
Chegou o PDF da auditoria. São dezenas de páginas, uma nota geral na capa e uma lista comprida de alertas em vermelho.
Você folheia, reconhece metade das palavras e fecha o arquivo com duas perguntas. Isso é grave? Por onde eu começo?
O laudo deixa as duas sem resposta. Nele, o erro que tira o site do Google tem a mesma letra da imagem sem texto alternativo.
Quem procura “auditoria de SEO” encontra quem vende auditoria. Em 8 de setembro de 2026, medimos os dez primeiros resultados orgânicos dessa busca no Brasil. Sete eram agências oferecendo o serviço, e três eram ferramentas oferecendo assinatura. 1 Nenhum deles ensinava a fazer.
Este texto ensina. Você vai sair sabendo o que uma auditoria confere, em que ordem, e como ler o resultado. Serve para julgar o laudo que você recebeu. E serve para fazer a primeira sozinho, com ferramenta gratuita.
O que uma auditoria de SEO confere
Pense na vistoria de um apartamento antes da compra. O bom perito começa pelo que derruba o negócio: a estrutura, a fiação, a infiltração na laje. A tinta descascada entra no fim do laudo, com o peso que ela tem.
Um laudo com trezentos itens do mesmo tamanho não ajuda ninguém a decidir. A rachadura na viga aparece ao lado do rodapé riscado, e você fica sem saber qual dos dois custa o apartamento.
Com o site vale a mesma regra. Conferir tudo na ordem certa, do que impede o site inteiro ao que só enfeita. Declarar o peso de cada achado. Isso se chama auditoria de SEO.
Uma auditoria de SEO não é uma lista de defeitos. É uma ordem de decisão.
O próprio Google escreve o que espera dela, na página em que orienta quem vai contratar alguém de SEO. A auditoria deve trazer estimativas realistas de melhora e uma estimativa do trabalho envolvido. Se alguém garantir primeiro lugar, o conselho do Google é procurar outra pessoa. 2
A mesma página traz uma frase que quase ninguém repete. Quem tem um pequeno negócio local provavelmente consegue fazer boa parte do trabalho sozinho. 2
A ordem dos exames vale mais que a ferramenta
Ferramenta muda de nome, de tela e de preço. A ordem fica. No livro eu escrevi que o botão vem depois, e troca de nome a cada seis meses. 3
A ordem abaixo é minha. Ela adapta ao SEO o protocolo de seis exames que eu publiquei no livro para medir citação em inteligência artificial. 3 Cada exame só faz sentido se o anterior passou. Pular um deles é ler um exame de sangue feito com o aparelho desligado.
Exame zero: o instrumento está medindo?
Pense na luz de alerta do painel do carro. Você dirigiu o ano inteiro sem ver aquela luz acender e concluiu que estava tudo em ordem. A lâmpada estava queimada desde a instalação. 3
Conferir o aparelho antes de ler o número é o primeiro trabalho de qualquer diagnóstico. Quase ninguém faz. Isso se chama exame zero. 3
O caso mais estranho da minha mesa foi um site sem uma linha no Search Console por cento e quarenta dias corridos. No mesmo período, o analytics registrava tráfego orgânico normal. O primeiro mês sem dado foi o maior mês de tráfego da série inteira. 3 Com uma fonte só na tela, o laudo seria catástrofe. Com a outra, festa.
O inverso também acontece, e aconteceu comigo. O site do meu próprio livro ficou cerca de dezenove horas no ar sem registrar uma sessão. Uma mudança no jeito de publicar deixou a etiqueta de medição fora do código, e nenhum alarme apitou. No mesmo dia, outro site meu, com a mesma origem de tráfego, mediu normalmente. 4 O painel mostrou zero, e o público continuou chegando.
A regra que eu levo desses dois casos cabe numa linha. Nenhum diagnóstico com uma fonte só. 3
O Google diz algo parecido quando compara as duas ferramentas dele. Cliques do Search Console e sessões do Analytics nunca batem exatamente. O que importa é a tendência ter o mesmo desenho. E a mesma página lembra que o site pode ter páginas sem a etiqueta do Analytics. 5
Três conferências fecham o exame zero:
- O Search Console e o Analytics mostram a mesma tendência nos últimos três meses?
- No Analytics, em Administrador, Exibição de dados, Eventos, quais estão marcados como evento principal? O Google descreve esses eventos como as ações importantes para o seu negócio. 6 Visualização de página, clique genérico e rolagem disparam sozinhos, sem ninguém decidir nada. Se um deles está marcado, a taxa de conversão do laudo mede outra coisa. 3
- A página de anomalias de dados do Search Console registra alguma falha no seu período? Ela lista os problemas conhecidos de coleta dos últimos meses. 7
Exame 1: existe algo travando o site inteiro?
Agora a viga. Dois relatórios do Search Console respondem isso em segundos. Os dois mostram uma marca verde quando não há nada.
O relatório de ações manuais diz se uma pessoa do Google concluiu que páginas do site violam as políticas de spam. Com ação manual, parte do site ou o site inteiro deixa de aparecer nos resultados. 8
O relatório de problemas de segurança diz se o Google achou conteúdo invadido, programa malicioso ou página que engana o visitante. A página afetada pode ganhar um aviso no resultado da busca ou uma tela de alerta no navegador. 9
Na mesma altura entram os três requisitos técnicos mínimos que o Google publica. O robô dele não pode estar bloqueado. A página precisa responder com o código 200, o de sucesso. E ela precisa ter conteúdo indexável. Cumprir os três torna a página elegível, e o Google avisa que a indexação continua sem garantia. 10
Exame 2: as páginas que vendem estão no índice?
Página fora do índice não disputa nada. Esse exame está aberto inteiro no texto sobre como fazer o seu site aparecer no Google. Lá estão as quatro etapas por onde uma página passa e o exercício de dez minutos. Aqui vai o resumo.
O relatório de indexação de páginas mostra quantas páginas entraram e por que as outras ficaram de fora. A ajuda do Google pede que todas as páginas importantes estejam indexadas. E manda conferir a página inicial e as páginas-chave uma a uma, na inspeção de URL. 11
Na inspeção, olhe também o campo canônico selecionado pelo Google. Ele mostra qual versão da página o Google escolheu guardar. 12 Se a escolhida não é a sua, o trabalho começa ali.
Dois instrumentos completam o exame, e cada um tem peça própria. O Screaming Frog percorre o site como um robô e mostra o que existe lá dentro: status de resposta, títulos, H1. As estatísticas de rastreamento do Search Console mostram o que o Google fez com esse site. A leitura por resposta e por host está na auditoria com IA. A leitura por finalidade está em rastreamento e orçamento de rastreamento.
Exame 3: a página funciona para quem chega?
Uma loja com a porta emperrada perde o cliente que já estava na calçada. O terceiro exame olha a experiência de quem abre a página.
Comece pelo celular. O Google lê o seu site pela versão móvel, com o robô de smartphone. É essa versão que ele usa para indexar e ranquear. O Google chama isso de indexação mobile-first. 13
Depois vem a velocidade sentida por quem visita. O Google mede três coisas com dado de visitantes reais. Uma é o tempo até o maior elemento da tela aparecer. Outra é a rapidez da resposta a um toque. A última é o quanto a página pula enquanto carrega. 14 Esse trio se chama Core Web Vitals, e o Search Console tem um relatório só para ele.
A ajuda do relatório traz três cuidados de leitura. O status de um grupo de páginas é o valor que 75% das visitas atingiram nos últimos 28 dias. Site com pouco tráfego pode não ter dado suficiente, e aí aparece a tela sem dados. E a ordem de correção vem escrita: primeiro tudo que está como Ruim, depois o que afeta mais URLs ou as URLs mais importantes. 14
Guarde também o limite. O Google escreve que resultado bom nesse relatório não garante o topo da busca. E que perseguir nota perfeita só por causa de SEO pode não ser o melhor uso do seu tempo. 15
Por último, as etiquetas. Numa página de receita, um trecho do código pode dizer à máquina quais são os ingredientes, o tempo de forno e as calorias. 16 Isso se chama dados estruturados.
A auditoria confere se essas etiquetas estão válidas, nos relatórios de resultados ricos do Search Console. Item inválido carrega pelo menos um problema crítico, e esse problema impede o destaque. 17 Mesmo com marcação correta, o Google não garante que o destaque apareça. 18 Marque pelo motivo que o livro defende. A etiqueta declara com clareza o que a página e a empresa são. Assim a máquina não confunde você com outra coisa. 19
Um detalhe separa laudo atualizado de laudo copiado. Desde 7 de maio de 2026, os resultados ricos de FAQ não aparecem mais na busca do Google. 7 Auditoria que ainda manda marcar FAQ para ganhar destaque na página de resultados está seguindo um manual vencido.
Exame 4: o site aparece, e para quais perguntas?
Só agora entra o relatório de performance. Sem os exames anteriores, o gráfico dele mostra o efeito e esconde a causa. Ele traz cliques, impressões, taxa de clique e posição média. 20
Duas leituras rendem mais que o gráfico. A primeira é filtrar por página e procurar impressão alta com clique baixo. O Google descreve esse desenho: quando as impressões se mantêm e os cliques caem, o título e o trecho exibido podem não estar convencendo. 21 O mesmo diagnóstico, feito no painel do Bing, está na peça sobre o Bing Webmaster Tools.
A segunda leitura pede uma ressalva. A lista de consultas mostra só parte dos cliques. Nos sites que eu medi, ela cobriu entre um quarto e dois quintos dos cliques reais, enquanto a lista de páginas cobriu tudo. 3 Página mede volume. Consulta mede intenção. As duas nunca entram na mesma conta.
Com a lista de páginas na mão, abra as que mais recebem gente e leia como visitante. O Google publica perguntas de autoavaliação para esse momento. Uma pergunta se o conteúdo traz informação original, pesquisa ou análise. Outra pergunta se quem lê sai com a sensação de ter sido bem atendido. 22
Exame 5: a visita virou negócio?
O quinto exame só existe se o exame zero passou. Com um evento principal de verdade configurado, a pergunta fica simples. As páginas que recebem gente fazem essa gente agir?
Página a página, três perguntas resolvem. Quanta gente chega aqui. O que ela faz depois. E para que essa página existe. A peça sobre o Page Analytics mostra essa leitura com o dado em cima da própria página. Ela também lista o que conferir antes de instalar a extensão.
Na hora de ler taxa, valem duas regras do livro. Use a taxa de sessões que converteram. A contagem de eventos dividida por sessões infla sempre para cima, porque uma sessão com três eventos entra como três. E escreva o comparador na mesma frase do número. 3
Exame 6: o que o laudo não sabe?
O último exame é uma lista escrita do que ficou sem resposta. O que a pessoa buscou, quando a consulta não aparece no relatório. Quanto dinheiro cada visita gerou, quando o evento não tem valor atrelado. O que teria acontecido sem o trabalho. 3
Escrever essa lista dá força ao laudo. Esse exame, como está no livro, marca a fronteira entre um diagnóstico e uma venda. 3
Como ler o resultado
Um laudo em ordem ainda precisa ser lido. Três regras resolvem quase tudo.
Peso vezes alcance. Um defeito vale pelo tamanho do estrago e pelas páginas que ele atinge. Bloqueio nas dez páginas que vendem passa na frente de alerta em trezentas páginas de arquivo. O Google usa essa lógica no relatório de Core Web Vitals, quando manda priorizar as URLs mais importantes. 14
Nota de ferramenta é modelo. O Google escreve que ferramentas de terceiros não têm acesso aos dados internos de ranqueamento dele, e que as previsões delas são delas. 23 Veja a nota de saúde da auditoria da Semrush. Ela sai do número e do tipo de erros e avisos encontrados no rastreamento. Ela não depende do número de páginas rastreadas. E uma verificação excluída sai da conta. 24 Nenhum desses critérios sabe qual página paga as suas contas. Use a nota para comparar o site com ele mesmo. A confirmação vem do Search Console, que o Google recomenda com ou sem ferramenta de terceiros. 23
Queda pede três perguntas antes de qualquer conserto. A primeira é se o instrumento mudou. O guia do Google para quedas de tráfego manda consultar a página de anomalias de dados. No desenho das quedas possíveis, ele inclui até a falha de relatório. 21
Existe uma assinatura que você decora hoje. A impressão despenca, a posição média piora e o clique não se mexe. No livro eu medi esse degrau em quatro sites sem relação entre si, entre 20 e 21 de abril de 2026. Não consegui determinar a causa. 3 Isso se chama quebra de série.
Hoje a página de anomalias registra um caso com esse desenho. De 13 de maio de 2025 a 27 de abril de 2026, um erro de registro impediu o Search Console de relatar impressões com precisão. Só impressões, taxa de clique e posição média foram afetadas. Os cliques não sofreram efeito. 7 A data de fim registrada é 27 de abril, e o degrau que eu medi é de 21. Por isso eu não junto os dois eventos. A regra fica de pé: antes de diagnosticar queda, confira se o Google registrou falha no período.
A segunda pergunta é se o faturamento caiu junto. Se as duas curvas caem juntas, os clientes sumiram. Se só o tráfego cai, alguém está respondendo no seu lugar. Isso se chama teste do faturamento, e ele custa uma ligação para o financeiro. 3 O guia do Google dá outro nome ao primeiro caso: sazonalidade e mudança de interesse. E sugere o Google Trends para conferir. 21
A terceira é se vale mexer. O Google recomenda evitar mudança radical em página que já vai bem, porque pequenas oscilações de posição acontecem a qualquer momento. 21 No livro, o caso que me ensinou isso terminou com a resposta certa sendo esperar. 3
Como avaliar a auditoria que você recebeu
Com a ordem na cabeça, o PDF da abertura muda de figura. Leia de novo com estas perguntas ao lado:
- O laudo começa pelo instrumento, ou abre direto na lista de alertas?
- Cada número traz a fonte e a data?
- Os achados estão em ordem de impacto, ou na ordem em que a ferramenta os imprime?
- O laudo diz o que acontece com as páginas que vendem?
- Ele separa o dado do Google do alerta de ferramenta?
- As recomendações citam documentação oficial? O Google sugere essa pergunta com todas as letras. 2
- Existe uma seção dizendo o que não deu para saber?
Duas regras do próprio Google valem para a contratação. Dê a quem audita acesso de leitura ao Search Console, sem permissão de escrita nessa fase. E confira as recomendações contra a documentação oficial antes de fazer mudança grande a partir da auditoria de uma ferramenta. 2
A sua primeira auditoria, numa tarde
Você precisa de quatro ferramentas gratuitas. O Search Console, o Google Analytics, o Bing Webmaster Tools e a versão gratuita do Screaming Frog, que rastreia até 500 URLs. 25 Precisa também de uma folha com quatro colunas: achado, página afetada, fonte e data.
Siga a ordem, sem pular:
- Exame zero. Compare a tendência de cliques do Search Console com a de sessões orgânicas do Analytics nos últimos três meses. Liste os eventos principais e o volume de cada um. Abra a página de anomalias de dados.
- Exame 1. Abra ações manuais e problemas de segurança. Anote a marca verde, ou o problema.
- Exame 2. Escreva as dez páginas que vendem. Inspecione cada uma e anote as que estão fora do Google, com o motivo dado.
- Exame 3. No relatório de Core Web Vitals, versão celular, anote os grupos em Ruim. Nos relatórios de resultados ricos, anote os itens inválidos.
- Exame 4. No relatório de performance, escolha os últimos 16 meses e a tabela de páginas. O guia do Google recomenda essa janela para separar queda de sazonalidade. 21 Anote as páginas de impressão alta e clique baixo.
- Exame 5. Para as cinco páginas com mais visitas, responda as três perguntas.
- Exame 6. Escreva o que ficou sem resposta.
A partir de agora, quando um laudo chegar, você vai procurar o exame zero na primeira página. Se ele não estiver lá, a primeira pergunta da reunião já está pronta.
Abra o Search Console hoje, escreva a data no topo da folha e comece pela luz do painel.
Perguntas frequentes
Preciso de ferramenta paga para fazer uma auditoria de SEO?
Para começar, não. O Search Console é a ferramenta do próprio Google, e ele recomenda usá-la com ou sem ferramenta de terceiros. 23 A versão gratuita do Screaming Frog rastreia até 500 URLs. 25 Site maior pede a licença paga.
Uma auditoria de SEO garante que o site vai subir no Google?
Nenhuma garante. O Google escreve que não garante rastrear, indexar ou exibir uma página, mesmo quando ela segue as regras dele. 26 E orienta a procurar outra pessoa se alguém garantir o primeiro lugar. 2
Com que frequência devo auditar o site?
Refaça a contagem de páginas indexadas no mesmo dia de cada trimestre, como o livro recomenda. 3 Audite de novo sempre que o tráfego cair sem explicação. E audite antes de redesenhar o site ou de lançar um site novo. É o momento que o próprio Google aponta como o melhor para chamar alguém de SEO. 2
Dados estruturados melhoram a posição no Google?
A documentação do Google diz que eles ajudam a máquina a entender o conteúdo e podem habilitar resultados ricos, sem garantia de exibição. 16 18 A mesma documentação diz que uma ação manual por dado estruturado tira a elegibilidade para resultado rico e não afeta a posição na busca. 18 Marque pelo motivo certo: declarar com clareza o que a página e a empresa são. 19
Notas e fontes
- Levantamento da SEO Genome no Semrush, base Brasil, resultados orgânicos da frase “auditoria de seo”, 8 de setembro de 2026. Dos dez primeiros resultados, sete eram páginas comerciais de agências e três eram páginas de ferramentas vendendo assinatura.
- Google Search Central, “Do you need an SEO?”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/do-i-need-seo, página atualizada em 5 de junho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos usados: “An SEO audit should be about giving you realistic estimates of improvement, and an estimate of the work involved. If they guarantee you that their changes will give you first place in search results, find someone else.”; “only grant read access to Search Console (at this stage, don’t grant them write access)”; “If you run a small local business, you can probably do much of the work yourself.”; “Before making significant changes to your site based on a third-party tool’s audit, be sure to check their recommendations against official guidance from Google Search”; “Do they cite official Google documentation as supporting evidence for their recommendations?”; e “a great time to hire is when you’re considering a site redesign (the earlier, the better), or planning to launch a new site”.
- Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 15, “Antes de perguntar se está funcionando, confira se o instrumento mede alguma coisa”. Saem daqui: o botão que troca de nome a cada seis meses; o protocolo de seis exames, escrito para medir citação em IA e adaptado nesta peça pelo autor para a auditoria de SEO; a luz de alerta e o selo do exame zero; o caso dos 140 dias sem dado no Search Console; a regra de nenhum diagnóstico com uma fonte só; a lista de eventos genéricos que disparam sozinhos; a cobertura da lista de consultas, medida em quatro sites de maio a julho de 2026; a taxa de sessões que converteram e o comparador na mesma frase; a quebra de série de 20 e 21 de abril de 2026, com a causa declarada como indeterminada; o teste do faturamento; o caso em que a resposta certa era esperar; o exame que declara o que não deu para saber; e a contagem trimestral de páginas indexadas. A ordem dos exames nesta peça é organização do autor.
- Registro interno da SEO Genome sobre o site seodeentidade.com, do autor, 30 de agosto de 2026. Medição do Google Analytics 4: 12 sessões em 29 de agosto, a última às 21h, e nenhuma em 30 de agosto, com o site no ar, entre cerca de 21h do dia 29 e 16h21 do dia 30. No mesmo dia 30, o site danielsocrates.com.br, do mesmo dono, registrou 6 sessões. A causa foi uma variável de configuração ausente no ambiente de publicação, que retirou do código o bloco de medição inteiro.
- Google Search Central, “Using Search Console and Google Analytics data for SEO”, https://developers.google.com/search/docs/monitor-debug/google-analytics-search-console, página atualizada em 7 de janeiro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Although the total counts don’t match exactly, what’s important is that the general trends have the same pattern” e “there could be pages on your website where the Analytics tag is missing”.
- Ajuda do Google Analytics, “Marcar eventos como principais”, https://support.google.com/analytics/answer/13128484. Acesso em 14 de setembro de 2026. O caminho Administrador, Exibição de dados, Eventos está na versão em português; a versão em inglês descreve os eventos principais como “actions that are important to your business”.
- Ajuda do Search Console, “Data anomalies in Search Console”, https://support.google.com/webmasters/answer/6211453. Acesso em 14 de setembro de 2026. A página registra falhas conhecidas dos últimos 3 a 16 meses. Trechos usados: “A logging error prevented Search Console from accurately reporting impressions from May 13, 2025 until April 27, 2026”; a ressalva de que só as impressões e as métricas relacionadas, taxa de clique e posição média, foram afetadas, com “clicks were not affected by the error”; e “As of May 7, 2026, FAQ rich results are no longer appearing in Google Search”. A página “Latest documentation updates”, https://developers.google.com/search/updates, confirma a retirada da documentação do resultado rico de FAQ porque o recurso “is no longer shown in Google Search results”.
- Ajuda do Search Console, “Manual Actions report”, https://support.google.com/webmasters/answer/9044175. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “If a site has a manual action, some or all of that site will not be shown in Google search results” e a ação emitida “when a human reviewer at Google has determined that pages on the site are not compliant with Google’s spam policies”.
- Ajuda do Search Console, “Security issues report”, https://support.google.com/webmasters/answer/9044101. Acesso em 14 de setembro de 2026. As três categorias (conteúdo invadido, malware e software indesejado, engenharia social) e o efeito: “a warning label in search results or an interstitial warning page in the browser”.
- Google Search Central, “Google Search technical requirements”, https://developers.google.com/search/docs/essentials/technical, página atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Os três requisitos: “Googlebot isn’t blocked”, “The page works, meaning that Google receives an HTTP 200 (success) status code” e “The page has indexable content”; e “indexing isn’t guaranteed”.
- Ajuda do Search Console, “Page indexing report”, https://support.google.com/webmasters/answer/7440203. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “all of your important pages should be indexed” e “Check the index status of your homepage and key pages using the URL Inspection tool”.
- Ajuda do Search Console, “URL Inspection tool”, https://support.google.com/webmasters/answer/9012289. Acesso em 14 de setembro de 2026. A versão canônica aparece no campo “Page indexing > Google-selected canonical” dos dados indexados; na versão em português, canônico selecionado pelo Google.
- Google Search Central, “Mobile site and mobile-first indexing best practices”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/mobile/mobile-sites-mobile-first-indexing, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Google uses the mobile version of a site’s content, crawled with the smartphone agent, for indexing and ranking. This is called mobile-first indexing.”
- Ajuda do Search Console, “Core Web Vitals report”, https://support.google.com/webmasters/answer/9205520. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: o relatório se baseia em três métricas “as measured by actual user data”; os valores de grupo valem para 75% das visitas “in the last 28 days”; a tela sem dados aparece quando “there is not enough data available in the CrUX report”; e “We recommend fixing everything labeled ‘Poor’ first, then prioritize your work either by issues that affect the most URLs, or by issues that affect your most important URLs”. As três métricas (LCP, INP e CLS) e o que medem estão em Google Search Central, “Understanding Core Web Vitals and Google search results”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/core-web-vitals, página atualizada em 10 de dezembro de 2025, com o mesmo acesso.
- Google Search Central, “Understanding page experience in Google Search results”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/page-experience, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “getting good results in reports like Search Console’s Core Web Vitals report or third-party tools doesn’t guarantee that your pages will rank at the top of Google Search results” e “trying to get a perfect score just for SEO reasons may not be the best use of your time”.
- Google Search Central, “Introduction to structured data markup in Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/intro-structured-data, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. O exemplo da receita (“what are the ingredients, the cooking time and temperature, the calories”) e “Google uses structured data that it finds on the web to understand the content of the page”.
- Ajuda do Search Console, “Rich result report overview”, https://support.google.com/webmasters/answer/7552505. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “An invalid item has at least one critical issue preventing it from appearing as a rich result.”
- Google Search Central, “General structured data guidelines”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/sd-policies, página atualizada em 10 de julho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Google does not guarantee that your structured data will show up in search results, even if your page is marked up correctly according to the Rich Results Test” e “A structured data manual action means that a page loses eligibility for appearance as a rich result; it doesn’t affect how the page ranks in Google web search.”
- Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 11, “Os cinco mitos contra a evidência”, acusação 4. Dados estruturados são prática legítima e barata, habilitam resultados ricos e ajudam a desambiguar a entidade; o veredicto do capítulo é marcar pelo motivo certo, e nunca como interruptor de citação.
- Ajuda do Search Console, “Performance report (Search results): Overview and basic setup”, https://support.google.com/webmasters/answer/7576553. Acesso em 14 de setembro de 2026. As definições de cliques, impressões, taxa de clique e posição média.
- Google Search Central, “Debugging drops in Google Search traffic”, https://developers.google.com/search/docs/monitor-debug/debugging-search-traffic-drops, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos usados: “make sure to check the Search Console Data Anomalies page”, com a falha de relatório entre os desenhos de queda; “If your impressions remain the same but your clicks drop, you might not be generating the best page title and snippet”; “we recommend avoiding making radical changes if your page is already performing well”; a sazonalidade e a mudança de interesse conferidas no Google Trends; e a janela “Last 16 months”.
- Google Search Central, “Creating helpful, reliable, people-first content”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/creating-helpful-content, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Perguntas citadas: “Does the content provide original information, reporting, research, or analysis?” e “Will someone reading your content leave feeling like they’ve had a satisfying experience?”.
- Google Search Central, “Google Search’s guidance on using third-party SEO tools, services, and advice”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/third-party-seo, página atualizada em 5 de junho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Third-party tools don’t have access to our internal ranking data. They can’t guarantee performance. Any predictions are their own” e “Whether you use a third-party tool or not, we strongly encourage using our first-party tool, Google Search Console”.
- Semrush, Central de Conhecimento, “How is Site Health Score calculated in the Site Audit tool?”, https://www.semrush.com/kb/114-total-score. Acesso em 14 de setembro de 2026. A nota “is based on the number of your total errors and total warnings”, pesa o tipo de verificação, “doesn’t depend on the number of pages crawled on the site”, e deixa de contar uma verificação excluída da auditoria.
- Screaming Frog, “SEO Spider”, https://www.screamingfrog.co.uk/seo-spider/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Versão gratuita com limite de 500 URLs por rastreamento.
- Google Search Central, “In-Depth Guide to How Google Search Works”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/how-search-works, página atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Google doesn’t guarantee that it will crawl, index, or serve your page, even if your page follows the Google Search Essentials”.
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Vamos ver o que a máquina entende da sua empresa
Uma conversa de diagnóstico, sem apresentação de slides. Você traz o endereço do seu site. A gente traz o que o Google e as IAs já sabem sobre ele hoje.