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Artigo 14 min de leitura

SEO off page: o que os outros dizem de você, e como o Google lê cada parte

por Daniel Sócrates publicado em

Você contratou SEO off page. No fim do mês, chegou uma planilha com quarenta links novos. Ninguém explicou de onde vieram, nem o que cada um prova sobre a sua empresa.

Quem pesquisa “seo off page” no Brasil recebe essa mesma planilha em forma de artigo. Em 14 de setembro de 2026, li a primeira página em duas leituras, a do Semrush e a do Google ao vivo. Deu treze textos. Os treze tratam o link como tática de off page, e só três linkam alguma página do Google sobre links. 1

Nenhum dos treze separa a matéria que uma redação decidiu publicar do release que a própria empresa distribuiu. É essa a pergunta que organiza este texto.

Aqui o off page vem em quatro partes, e o Google lê cada uma por um caminho próprio. Para cada parte, trago o que a documentação oficial diz que conta e o que ela proíbe.

O cardápio na porta e a conversa na cidade

Pense num restaurante novo no seu bairro. Na porta, ele pendura o cardápio, com foto e a frase “o melhor da cidade”. Tudo ali foi escrito pelo dono.

Antes de entrar, você confere outras coisas. Um amigo manda o endereço e diz “vai lá”. O jornal da cidade cita o nome da casa numa matéria sobre comida de rua. O aplicativo mostra a nota que duzentos clientes deram. E uma revista publica uma crítica assinada, que elogia um prato e reclama de outro.

O cardápio é o que o restaurante diz de si. O resto é o que os outros dizem dele, em lugares que o dono não controla. Na busca, esse segundo lado tem nome. Isso se chama SEO off page.

O primeiro lado, o do cardápio, é o SEO on page: título, texto e estrutura, tudo que mora na sua própria página.

O Google escreve, na página em que explica como ordena os resultados, que um dos fatores de qualidade é este. Ele verifica se outros sites de destaque linkam para o conteúdo ou se referem a ele. 2 Link e referência aparecem na mesma frase.

Volte ao restaurante. O amigo que manda o endereço é o link. O jornal que cita o nome é a menção. A nota no aplicativo é a avaliação. A crítica assinada é a cobertura editorial. O Google tem regra própria para cada uma.

Um link de outro site para o seu é uma recomendação que a máquina consegue seguir. O mercado de off page nasceu em volta dele. Por isso ele é também a parte com mais regra publicada pelo Google.

A política de spam do Google tem uma seção sobre links. Ela define spam por links como criar links para um site, ou a partir dele, com o objetivo principal de manipular a classificação. 3 A lista de exemplos é concreta.

Pagar por links, ou por posts que contêm links. Trocar produtos ou serviços por links. Mandar um produto em troca de uma avaliação escrita com link. Trocar links em excesso, no esquema “linka para mim que eu linko para você”. 3

A lista segue com o que o mercado ainda vende como off page. Publieditorial pago com link que passa crédito. Link com texto âncora otimizado em artigo, post de convidado ou release distribuído em outros sites. Link de diretório de baixa qualidade. Comentário de fórum com link otimizado na assinatura. 3

A mesma página traz a ressalva que quase ninguém cita. O Google escreve que comprar e vender link é parte normal da economia da web, para publicidade e patrocínio. O link pago fica dentro da política quando leva o atributo nofollow ou sponsored. 3 A regra mira o link pago que se disfarça de recomendação espontânea.

Pense na faixa “informe publicitário” em cima de uma página de revista. Ela não apaga o texto. Só avisa ao leitor que alguém pagou por aquele espaço.

No link, esse aviso é um atributo escrito no código. O Google reconhece três valores. Isso se chama qualificar o link. 4

O valor sponsored marca publicidade e posição paga. O nofollow ainda é aceito nesses casos, mas o preferido é o sponsored. 4 O valor ugc marca conteúdo gerado por usuário, como comentário e post de fórum. 4 O nofollow fica para os outros casos. Ele serve quando você prefere que o Google não associe o seu site à página linkada. 4

Desde 10 de setembro de 2019, os três funcionam como dicas. O Google usa essas dicas, junto com outros sinais, para decidir como analisar e usar cada link. 5 Para rastreamento e indexação, o nofollow virou dica em 1º de março de 2020. 5

Em julho de 2021, o Google falou das campanhas de posts patrocinados e de convidados feitas para ganhar link. Escreveu que ficou muito melhor em detectar e anular esse tipo de esquema. 6 Em dezembro de 2022, anunciou que o SpamBrain, o sistema dele de prevenção de spam baseado em IA, passou a detectar sites que compram links. E também sites usados para repassar links. 7

O mesmo anúncio diz o que acontece depois. Os links artificiais são neutralizados, e o crédito que eles passavam se perde. 7 Leia isso com o seu orçamento na mão. Um risco concreto do link comprado é pagar por um voto que o sistema anula sem avisar ninguém.

Como conseguir links do jeito que as regras permitem é assunto da peça de link building. Aqui fica a regra do jogo.

Volte ao jornal que citou o restaurante numa matéria. Ele escreveu o nome da casa e não pôs link nenhum. Para a busca, isso também é material.

Uma patente concedida ao Google em 2014, a US 8.682.892, descreve uma referência ou citação a uma página, escrita em outra, sem link. O documento chama isso de link implícito. 8 E traz um filtro de independência. Páginas do mesmo dono, da mesma hospedagem ou do mesmo criador podem ser tratadas como não independentes. O mesmo vale para conteúdo idêntico ou muito parecido. 8

O limite vem junto, porque eu não negocio ele. Patente não prova implementação. Ela mostra como engenheiros do Google pensaram o problema, sem dizer se aquilo roda hoje nem com que peso. Esta, aliás, aparece no Google Patents como expirada por falta de pagamento de taxa. 8 Contei essa patente com mais calma na peça de autoridade de marca.

Duas perguntas que a menção responde

A menção trabalha para duas perguntas diferentes, e misturar as duas atrapalha o plano.

A primeira é quem você é. Pense no restaurante listado em cinco lugares: o aplicativo, o jornal, a associação de bares, o guia e a prefeitura. Se os cinco trazem o mesmo nome e o mesmo endereço, ninguém duvida de que falam da mesma casa. Fontes independentes afirmando os mesmos fatos, até o sistema juntar tudo num registro só. No livro SEO de Entidade, isso se chama corroboração de identidade. 9

A segunda é se o que você afirma sobre o seu assunto se sustenta. Imagine o mesmo restaurante jurando, no cardápio, que peixe cru dispensa geladeira. O endereço continua certo em todo lugar, e a afirmação fica sozinha contra o que o setor inteiro diz. A comparação com o que o seu campo sustenta, feita frase a frase, o livro chama de consenso. 10 Uma empresa pode ter a identidade toda confirmada e, no mesmo site, publicar uma afirmação que o setor contradiz. 10

O off page pesa mais na primeira pergunta. Cada fonte que grafa o seu nome do jeito certo, com a cidade certa, reduz o trabalho de quem precisa descobrir de quem se fala. Cada grafia diferente aumenta. 9 O método para construir isso está na peça de corroboração.

Um cuidado com os perfis. O seu Instagram, o seu LinkedIn e o seu blog falam de você com a sua voz. Duas fontes do mesmo dono repetem o que a outra disse, sem conferir nada. 9 Elas ajudam a dizer quem você é, e a confirmação tem que vir de fora.

Terceira parte: a nota que o cliente deu

Agora abra o aplicativo de mapa, parado na calçada. Entre dois restaurantes a cem metros um do outro, você escolhe olhando a nota e o número de avaliações. O Google também olha esses dois números.

A ajuda do Perfil da Empresa diz que os resultados locais se baseiam principalmente em relevância, distância e popularidade. 11 Na mesma página, o terceiro fator ganha o título de destaque. É o quanto a empresa é conhecida. O texto diz que ele também se baseia em quantos sites têm links para a empresa e em quantas avaliações ela tem. 11

Sobre a nota, a versão em inglês diz que mais avaliações e classificações positivas podem ajudar a classificação local. A tradução em português é mais afirmativa, e a própria página avisa que usa tradução por IA. 11 Fique com o “podem ajudar”. E com o aviso que abre a seção: não há como pedir nem pagar por uma classificação local melhor. 11

O pagamento que a regra proíbe é o da avaliação. A política do Maps diz que avaliação paga, direta ou indiretamente, é engajamento falso, e sai do ar. O comerciante também não pode oferecer pagamento, desconto ou produto em troca de avaliação, nem da retirada de uma avaliação negativa. 12

Pedir é permitido. A ajuda do Google ensina a mandar ao cliente um link ou um QR code de avaliação, e a responder o que chega. 13 A mesma página diz que uma mistura de elogio e crítica costuma parecer mais confiável. 13

Existe também o que o cliente escreve dentro da avaliação. Uma patente do Google concedida em 2022, a US 11.328.218, descreve como identificar atributos subjetivos de uma entidade pela reação das pessoas. O exemplo do documento é de vídeo. Quando a palavra “cute”, fofo em inglês, aparece em boa parte dos comentários, o atributo ganha nota alta. 14 A lista de entidades do texto inclui empresas comerciais. 14

A leitura que eu faço, e marco como minha: o que o cliente escreve pode virar descrição de você. Patente não prova implementação, e esta não diz que o sistema lê avaliação de empresa hoje. 14 O resto do trabalho local está no silo de SEO local.

Quarta parte: a matéria que alguém decidiu publicar

A crítica da revista e o informe publicitário podem sair na mesma edição, com a mesma fonte de letra. Um foi decidido pela redação. O outro foi decidido por quem pagou o espaço.

No livro SEO de Entidade, eu classifico toda menção por uma pergunta só: quem decidiu publicar. 15 Na cobertura conquistada, decidiu o veículo. No release distribuído em massa, decidiu um algoritmo de distribuição. No diretório e no material que você mesmo sobe, decidiu você. Na menção acidental, não decidiu ninguém. 15

O release distribuído

A política do Google trata o release de dois jeitos, e vale ler os dois. Link com âncora otimizada em release distribuído é exemplo de spam por links. 3 E sites de serviço de notícias ou de comunicados à imprensa aparecem na lista do que não viola a política de reputação de site. 3 Para a política, o problema mora no link otimizado dentro do release. A pergunta que sobra é o que o release prova.

Ele prova pouco sobre independência, porque o texto é seu, repetido em outros endereços. Um dos guias em inglês da primeira página recomenda usar release para ganhar backlinks. 1 Compare com o exemplo de spam da política, citado acima.

Também não é lixo. O livro registra o caso de uma indústria de materiais de construção. Os releases dela nomeavam a empresa, o executivo, o ramo e a cidade. Esse conjunto de fatos consistentes, publicado em domínios de terceiros, serve de matéria-prima para a corroboração de identidade. 15 O dado contra veio no mesmo caso. Quatro releases, reproduzidos em cerca de vinte endereços, somaram cerca de 17 sessões de referência em 365 dias. 15

A cobertura que outra pessoa apurou

Na matéria conquistada, um jornalista escolheu o ângulo e assinou. Ali uma fonte independente confirma quem você é, e é esse tipo de fonte que as réguas de notabilidade pedem. 15 O caso das enciclopédias está em Wikidata e notabilidade.

Se você for contratar imprensa, conte as matérias em que uma redação decidiu publicar, com repórter identificado. 15 Uma transparência, no ponto da recomendação: a SEO Genome vende trabalho de imprensa digital. A régua acima vale para qualquer fornecedor, e vale para nós.

A lista de táticas com a pergunta ao lado

As listas da primeira página misturam tudo na mesma coluna. Separe assim:

Tática que aparece nas listasQuem decidiu publicarO que o Google escreveu
Link comprado ou trocadovocê, pagandospam por links, salvo com nofollow ou sponsored 3
Post de convidado com âncora otimizadavocêexemplo de spam por links 3
Release distribuído em massao algoritmo de distribuição 15âncora otimizada em release é spam; site de comunicados à imprensa não viola a política de reputação 3
Comentário em fórum com linkvocêlink otimizado na assinatura é spam; link de usuário leva ugc 3 4
Cadastro em diretóriovocê 15diretório de baixa qualidade está na lista de spam por links 3
Avaliação no Perfil da Empresao clienteconta para o destaque local; paga ou incentivada é removida 11 12
Matéria apurada por jornalistaa redação 15site de destaque que linka ou se refere ao conteúdo é bom sinal 2

A primeira hora de trabalho

Monte uma folha com quatro colunas: link, menção, avaliação e matéria. Depois faça esta volta, na ordem.

  1. Search Console, Links. Abra Links externos e depois Principais sites com links. O relatório é uma amostra e não mostra quais links são nofollow. 16 Ao lado de cada site, anote quem decidiu publicar.
  2. O seu nome em cinco fontes. Abra lado a lado o site, o Perfil da Empresa, o LinkedIn, um diretório do setor e uma matéria. Copie o nome, a cidade e a atividade como estão escritos. Marque cada divergência. 9
  3. As avaliações. No Perfil da Empresa, conte as avaliações dos últimos três meses. Responda às que pedem resposta e crie o link de pedido de avaliação. 13
  4. A pasta de imprensa. Para cada matéria, escreva quem decidiu publicar: a redação, a distribuidora ou você. 15
  5. Os links pagos. Se você paga por publieditorial ou patrocínio, confira se os links levam sponsored ou nofollow. 3 4

A partir de agora, quando alguém te mostrar uma planilha de links como relatório de off page, você vai perguntar pelas outras três colunas. E, em cada linha, por quem decidiu publicar.

Abra o Search Console hoje, entre em Links e imprima a lista dos principais sites com links. É a primeira coluna da folha.

Perguntas frequentes

Link building é a parte do off page que busca links. Menção, avaliação e cobertura editorial ficam fora dela, e o Google lê cada uma por um caminho próprio. 2 11 O passo a passo dos links está na peça de link building, citada acima.

Desde 2019, o Google trata nofollow, sponsored e ugc como dicas, que ele pesa junto com outros sinais. 5 O próprio relatório de links do Search Console nem separa os links nofollow dos outros. 16 E o link continua levando gente até o seu site.

Posso pedir avaliação aos meus clientes?

Pode, e a ajuda do Perfil da Empresa ensina a pedir por link ou QR code. 13 O que a política proíbe é oferecer pagamento, desconto ou produto em troca da avaliação, ou da retirada de uma avaliação negativa. 12 Avaliação paga é removida. 12

Vale a pena pagar por matéria em portal?

Pode valer como mídia, pelo público do portal. Como prova de que outros confirmam quem você é, vale pouco, porque quem decidiu publicar foi você. 15 Se a matéria paga tiver link, a política pede o atributo sponsored ou nofollow. 3 4

Notas e fontes

  1. Levantamento da SEO Genome, frase “seo off page”, 14 de setembro de 2026, em duas leituras. Semrush, base Brasil, resultados orgânicos: conversion.com.br, br.hubspot.com, pt.semrush.com, ebaconline.com.br, rdstation.com, qualitysmi.com.br, nuvemshop.com.br, ekyte.com, um vídeo do YouTube e cmlo.co. Google Brasil ao vivo, sem personalização: br.hubspot.com, conversion.com.br, pt.semrush.com, moz.com, godaddy.com, yoast.com, ebaconline.com.br, nuvemshop.com.br e klientboost.com, com Visão geral criada por IA e a caixa de perguntas. Os treze textos foram abertos; o vídeo não foi transcrito. Os três que linkam página do Google sobre links são Conversion (qualificação de links), Semrush (esquemas de links) e Nuvemshop (rejeição de backlinks). O guia da Moz, https://moz.com/learn/seo/off-site-seo, recomenda “Use press releases to announce achievements and gain backlinks”. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  2. Google, “How Does Google Determine Ranking Results”, How Search Works, https://www.google.com/search/howsearchworks/how-search-works/ranking-results/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “one of the factors used to determine quality is understanding if other prominent websites link or refer to the content. This is generally a good sign that the information is trustworthy.”
  3. Google Search Central, “Políticas de spam para a Pesquisa Google”, https://developers.google.com/search/docs/essentials/spam-policies?hl=pt-br, versão em português atualizada em 2 de setembro de 2026 (versão em inglês de 28 de agosto de 2026). Acesso em 14 de setembro de 2026. Seção “Spam por links”: “O link de spam é a prática de criar links para ou de um site com o objetivo principal de manipular as classificações da pesquisa”; entre os exemplos, “Pagar por links ou postagens que contêm links”, “Enviar um produto a um usuário em troca de uma avaliação por escrito com um link”, “Publieditoriais ou publicidade nativa em que o pagamento é recebido por artigos com links aprovados nos créditos de classificação ou links com texto âncora otimizado em artigos, postagens de convidados ou comunicados à imprensa distribuídos em outros sites”, “Links de baixa qualidade para sites de diretório ou favoritos” e comentários de fórum com links otimizados na postagem ou assinatura; e “O Google entende que comprar e vender links é uma prática econômica normal na Web, para fins de publicidade e patrocínio. Eles não violam nossas políticas desde que sejam qualificados” com rel=“nofollow” ou rel=“sponsored”. Seção da política de reputação do site, entre os exemplos que não violam a política: “Sites de serviços de notícias ou de comunicados à imprensa”.
  4. Google Search Central, “Qualificar links externos para o Google”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/qualify-outbound-links?hl=pt-br, página atualizada em 8 de março de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Marque links de publicidade ou posições pagas (também chamados de links pagos) com o valor sponsored”; o nofollow “ainda é uma maneira aceitável de sinalização. No entanto, o ideal é que seja usado sponsored”; “Recomendamos marcar links de conteúdo gerado pelo usuário (UGC), como comentários e postagens de fórum, com o valor ugc”; e “Use o valor nofollow quando outros valores não se aplicarem e a preferência for de que o Google não associe o site nem rastreie a página vinculada dele”.
  5. Danny Sullivan e Gary Illyes, “Evolving ‘nofollow’, new ways to identify the nature of links”, Google Search Central Blog, 10 de setembro de 2019, https://developers.google.com/search/blog/2019/09/evolving-nofollow-new-ways-to-identify. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: os três atributos “now work today as hints for us to incorporate for ranking purposes”; “We’ll use these hints”, junto com outros sinais, para entender como analisar e usar os links; e “For crawling and indexing purposes, nofollow will become a hint as of March 1, 2020.”
  6. Duy Nguyen, “A reminder on qualifying links and our link spam update”, Google Search Central Blog, 26 de julho de 2021, https://developers.google.com/search/blog/2021/07/link-tagging-and-link-spam-update. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho sobre posts patrocinados e de convidados: “While we have gotten significantly better at detecting and nullifying such link schemes, we still strongly recommend that site owners apply the appropriate rel values to these links.”
  7. Duy Nguyen, Ildar Akhmedyanov, Jacob N Scott e Karthikgeyan Elangovan, “December 2022 link spam update releasing for Google Search”, Google Search Central Blog, 14 de dezembro de 2022, https://developers.google.com/search/blog/2022/12/december-22-link-spam-update. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “SpamBrain is our AI-based spam-prevention system”; “it can now detect both sites buying links, and sites used for the purpose of passing outgoing links”; e “Ranking may change as spammy links are neutralized and any credit passed by these unnatural links are lost.”
  8. Patente US 8.682.892 B1, “Ranking search results”, inventores Navneet Panda e Vladimir Ofitserov, titular Google LLC, concedida em 25 de março de 2014, https://patents.google.com/patent/US8682892B1/en. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “An implied link is a reference to a target resource, e.g., a citation to the target resource, which is included in a source resource but is not an express link to the target resource”; recursos “owned by the same entity, hosted by the same entity, or that were created by the same entity” e recursos com “identical or similar content” podem ser considerados não independentes. Status no Google Patents: expirada por falta de pagamento de taxa (“Expired”, “Fee Related”), com a ressalva da plataforma de que o status legal é presunção.
  9. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 4, “O cartório do Google: como strings viram things”. Saem daqui: corroboração de identidade como fontes independentes afirmando os mesmos fatos sobre a mesma coisa, até o sistema juntar tudo num registro único; fontes que dizem a mesma coisa baixam o custo desse trabalho e fontes que se contradizem sobem; duas fontes do mesmo dono não conferem nada uma sobre a outra, repetem; e o exercício das cinco fontes abertas lado a lado.
  10. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 7, “Confiança não é opinião. É cálculo”, seção “Dois placares no mesmo negócio”. Saem daqui: consenso como a comparação de uma afirmação com o que o campo sustenta, avaliada no trecho; e a demarcação de que identidade corroborada e afirmação contrária ao consenso podem conviver no mesmo site.
  11. Ajuda do Perfil da Empresa no Google, “Dicas para melhorar sua classificação local no Google”, https://support.google.com/business/answer/7091?hl=pt-BR, e a versão em inglês, “Tips to improve your local ranking on Google”, https://support.google.com/business/answer/7091?hl=en. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos em português: “Os resultados locais se baseiam principalmente em relevância, distância e popularidade”; “O destaque é o nível de popularidade de uma empresa”; “Esse fator também se baseia em informações como quantos sites têm links para sua empresa e quantas avaliações você tem”; “não há como solicitar ou pagar por uma classificação local melhor no Google”; e o aviso “Esta página pode ter conteúdo que foi traduzido com tecnologia de IA”. Na versão em inglês: “More reviews and positive ratings can help your business’s local ranking.” Na portuguesa, a mesma frase sai como “Quanto mais avaliações e classificações positivas sua empresa tiver, melhor será a classificação local dela”.
  12. Ajuda da Política de conteúdo de contribuições de usuários do Maps, “Conteúdo proibido e restrito”, https://support.google.com/contributionpolicy/answer/7400114?hl=pt-BR. Acesso em 14 de setembro de 2026. Seção “Engajamento falso”: “O engajamento falso não é permitido e será removido”; entre os exemplos, “Avaliações ou classificações pagas, direta ou indiretamente”; e a proibição de que comerciantes “Ofereçam incentivos, como pagamento, descontos, produtos e/ou serviços sem custos financeiros, em troca da publicação de qualquer avaliação ou revisão ou da remoção de uma avaliação negativa”.
  13. Ajuda do Perfil da Empresa no Google, “Dicas para receber mais avaliações”, https://support.google.com/business/answer/3474122?hl=pt-BR. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “peça que os clientes acessem um link do Google ou leiam um QR code”; “Responda às avaliações”; e “Uma combinação de feedbacks positivos e negativos geralmente parece mais confiável”.
  14. Patente US 11.328.218 B1, “Identifying subjective attributes by analysis of curation signals”, inventores Hrishikesh Aradhye e Sanketh Shetty, titular Google LLC, prioridade de 28 de agosto de 2012, concedida em 10 de maio de 2022, https://patents.google.com/patent/US11328218B1/en. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: atributos subjetivos para entidades “(e.g., media clips, movies, television shows, images, newspaper articles, blog entries, persons, organizations, commercial businesses, etc.)”; “if the subjective attribute ‘cute’ appears in a significant proportion of comments for a video clip, then ‘cute’ may be assigned a high relevancy score”. Status no Google Patents: ativa, com a ressalva de que o status legal é presunção da plataforma.
  15. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 12, “Dê à sua entidade uma casa oficial”, seção “Quem decidiu publicar”. Saem daqui: os cinco níveis de menção (cobertura conquistada, release sindicalizado, listagem em diretório, upload do próprio material, menção acidental); o caso anonimizado da indústria de materiais de construção, com quatro releases reproduzidos em cerca de vinte endereços, cerca de 17 sessões de referência em 365 dias e fatos consistentes sobre a empresa em domínios de terceiros como matéria-prima de corroboração de identidade; a troca de meta para matérias assinadas por repórter identificado; a régua para a Wikipédia, com matérias assinadas por repórter identificado em grupos editoriais diferentes; e a declaração de interesse do autor sobre o serviço de imprensa digital.
  16. Ajuda do Search Console, “Relatório de links”, https://support.google.com/webmasters/answer/9049606?hl=pt-BR. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: o caminho “Relatório de links > Links externos > Principais sites com links”; “Esse relatório não é uma lista completa de todos os links do seu site”; e “O relatório não especifica se um link está marcado como nofollow”.

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Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

danielsocrates.com.br

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