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Artigo 14 min de leitura

SEO on page: o que a sua página declara ao Google, item por item

por Daniel Sócrates publicado em

Digite “seo on page” no Google. No topo, uma resposta de inteligência artificial entrega uma lista. Título, descrição, subtítulos, conteúdo útil, links internos, imagens. 1

Desça pelos resultados, e a lista se repete. Muda a ordem e mudam os números. Em 14 de setembro de 2026, lemos os treze endereços que dividiam a primeira página dessa busca, no Google Brasil e no Semrush. O tamanho recomendado para o título ia de 40 a 70 caracteres. O da descrição, de 105 a 160. 2

O Google escreve outra coisa. Não existe limite para o tamanho do título nem da descrição. O resultado é cortado quando precisa, para caber na largura da tela. 3 4

Faltou uma pergunta na lista. Qual desses itens o Google escreve que lê? Qual ele escreve que ignora? E qual regra circula sem documento nenhum? Este texto passa item por item, cada um com a página oficial que o sustenta.

O que é SEO on page

Pense na caixa de um remédio na prateleira da farmácia. Antes de alguém abrir, ela já disse o nome, para que serve e o que tem dentro. Se a caixa promete uma coisa e traz outra, perdeu a confiança de quem leu.

A página faz o mesmo trabalho. Ela diz ao Google e às respostas de IA o que é e de que assunto trata. Diz pelo título, pela descrição, pelos subtítulos e pelo texto. Diz também pelos links, pelas imagens, pelo endereço e pelas etiquetas escondidas no código. Isso se chama SEO on page.

Duas vizinhas completam o quadro. O que os outros sites dizem da sua página é assunto do SEO off page. A capacidade do robô de chegar até a página e ler o que está nela é do SEO técnico. Aqui fica só o que a página declara sobre si mesma.

Três perguntas para cada item

Para cada item abaixo, faço três perguntas ao que o Google publicou. Ele escreve que usa? Ele escreve que ignora? Ou a regra circula sem fonte?

As duas primeiras respostas têm endereço na documentação. A terceira é a que mais aparece nas listas, e ganha uma seção própria perto do fim.

O texto azul e clicável de cada resultado tem nome na documentação do Google. Isso se chama link de título. O Google monta esse link sozinho, a partir de nove fontes. 3

A primeira fonte é a etiqueta de título, o <title> do código. Depois vêm o título visível na página, os subtítulos como o H1 e a etiqueta og:title. Entram ainda o texto grande e destacado, o resto do texto e as âncoras da própria página. Fecham a lista o texto dos links de fora que apontam para ela e os dados estruturados do site. 3

Na prática, a etiqueta de título ganha quase sempre. Em setembro de 2021, o Google escreveu que ela era usada em cerca de 87% dos casos. 5 Na busca de 14 de setembro, os nove títulos da primeira página saíram da etiqueta de título. Dois vieram cortados com reticências, um sem o nome do site e um traduzido do inglês. 6

A documentação lista os casos em que o Google troca o texto. Título vazio pela metade, título desatualizado, título que não descreve a página. Título repetido num grupo de páginas, página sem título principal claro, título em outro idioma. 3

O nosso site já caiu no último caso. A home em português servia um título em inglês, e a história está na peça de SEO para WordPress. 7 O Google escreve que, quando o idioma do título não bate com o do texto, ele pode escolher outro. 3

O que o Google pede cabe numa linha. Um título por página, descritivo, conciso, diferente dos outros e no idioma do texto. 3

A meta description e o snippet

Embaixo do título azul aparecem duas ou três linhas de resumo. Isso se chama snippet. O texto que você sugere para esse resumo mora no código, e se chama meta description.

O Google escreve que monta o snippet principalmente a partir do conteúdo da página. A meta description entra às vezes, quando descreve a página melhor que o próprio texto. 4

Conferimos isso na mesma busca. Dos nove resumos da primeira página, oito não eram a meta description da página. Nos oito, o texto exibido saiu do próprio artigo. O nono era a meta description, traduzida do inglês. 6

A documentação explica a troca. O snippet é escolhido para a pesquisa específica, e pode mudar de uma busca para outra. 4 E o Google escreveu em 2009 que não usa a meta description para classificar a página. 8

Ela continua valendo o esforço. A ajuda do Google pede uma descrição própria para cada página, começando pela inicial e pelas mais visitadas. 4 O resto do trabalho está nas primeiras frases de cada seção, porque o resumo sai principalmente do texto.

Os subtítulos

Sobre subtítulos, o Google escreve duas coisas que parecem brigar.

A primeira está no guia para iniciantes. A ordem dos subtítulos é ótima para quem usa leitor de tela, e não importa para a busca. Também não existe número mágico de subtítulos por página. 9

A segunda está na página do link de título. O Google pede que o título principal se destaque do resto, por exemplo no primeiro H1 visível da página. 3 Quando há vários títulos grandes do mesmo peso, ele pode pegar o primeiro. 3

As duas cabem juntas. O guia fala da numeração das etiquetas e da quantidade delas. A outra página fala de deixar claro qual texto é o título principal.

Cinco dos treze textos da primeira página recomendam um único H1 por página. 2 Nas páginas do Google que eu li, essa regra não aparece.

Existe um terceiro trabalho do subtítulo, e ele é o menos visível. Uma patente do Google, concedida em 2022 e ativa, descreve o caminho de títulos até um trecho. É a sequência que vai do título da página até o subtítulo logo acima da resposta. Esse caminho entra na nota que o trecho recebe como resposta a uma pergunta. 10 Patente descreve mecanismo e não prova uso hoje. A leitura prática, com o prompt para escrever títulos assim, está em títulos como endereço.

O texto

O Google resume o trabalho do texto em uma recomendação. Use as palavras que as pessoas usariam para procurar o seu conteúdo. Ponha essas palavras nos lugares de destaque: o título, o subtítulo principal, o texto alternativo das imagens e o texto dos links. 11

Três limites vêm da própria documentação. O tamanho do texto, sozinho, não importa para a classificação, e não existe número mínimo de palavras. 9 Repetir as mesmas palavras até soar artificial é excesso de palavras-chave, e isso está nas políticas contra spam. 12 E os sistemas de linguagem do Google entendem a página mesmo sem a palavra exata da busca. 9

Falta dizer sobre o que a página é. Peça a três pessoas que resumam a sua página numa frase. O nome que sobrevive aos três resumos é o assunto da página, para quem leu. Isso se chama saliência.

A ideia tem origem publicada. Em 2014, um pesquisador da Carnegie Mellon e um do Google Research definiram a tarefa: dar a cada entidade de um documento uma nota de relevância. 13 A API de linguagem natural do Google Cloud entrega essa nota hoje, de 0 a 1, para cada entidade. A documentação diz que ela mede o quanto a entidade é central para o texto inteiro. 14

A ressalva pesa. Essa API é um produto de nuvem, e nada na documentação diz que a busca usa o mesmo número. Serve como espelho. Se o nome mais central do seu texto é o concorrente citado como exemplo, a página está falando dele.

O texto clicável de um link diz ao leitor e ao Google algo sobre a página de destino. 15 A documentação pede que toda página importante receba link de pelo menos uma outra página do site. E repete a frase dos subtítulos: não existe número mágico de links. 15

Para qual página cada link deve apontar é assunto com peça própria, a de link interno.

As imagens e o texto alternativo

O texto alternativo descreve a imagem para quem não pode vê-la. O Google escreve que usa esse texto junto com visão computacional e com o conteúdo da página. É assim que ele entende o assunto da imagem. 16

O nome do arquivo dá pistas bem leves, na palavra da própria documentação. 16 Encher o texto alternativo de palavras-chave aparece na mesma página como risco de o site parecer spam. 16 E o guia para iniciantes pede a imagem perto do texto que fala dela. 9

O endereço

O Google recomenda palavras legíveis no endereço, no idioma de quem busca, separadas por hífen. 17 E escreve que a palavra-chave no domínio ou no caminho, sozinha, quase não tem efeito além de aparecer na trilha de navegação. 9

O endereço trabalha para a pessoa. Ela entende o link antes de clicar.

Os dados estruturados

Pense na ficha técnica colada na caixa de um eletrodoméstico. Marca, modelo e voltagem, em campos fixos, sem precisar abrir o manual. Na página, essa ficha é um trecho de código com campos que a máquina lê direto. Isso se chama dados estruturados.

O Google escreve que usa essa marcação para entender o conteúdo da página. 18 A regra que mais importa está nas diretrizes. A marcação precisa representar o que o leitor vê, e a diretriz manda não marcar conteúdo invisível. 19 Mesmo correta, ela não garante resultado enriquecido. 19

No livro SEO de Entidade, eu chamei essa marcação de declaração de identidade. O veredito do capítulo: faça pelo motivo certo, nunca como interruptor de citação. 20

A URL canônica

Às vezes o mesmo conteúdo responde em dois endereços. O Google agrupa as cópias e escolhe uma para mostrar. O endereço escolhido se chama URL canônica. 21

Você pode indicar a sua preferência, e a documentação diz o peso de cada jeito. O redirecionamento é sinal forte. A etiqueta rel="canonical" também. O sitemap é sinal fraco. 22 A documentação pede ainda que a página canônica aponte para ela mesma. 22

O Google chama essa indicação de dica, e avisa que pode escolher outra página. 21 Conteúdo repetido dentro do próprio site não gera ação manual. O guia chama isso de ineficiente. 9

O que o Google escreve que ignora

Existe uma lista oficial, e ela é curta.

A etiqueta de palavras-chave, a meta keywords, não tem efeito nenhum na indexação nem na classificação. 23 O Google parou de ler essa etiqueta porque ela era abusada, e registrou isso em 2009. 8 Nenhum dos treze endereços da primeira página menciona essa etiqueta. 2

O atributo lang do HTML também fica de fora. O Google detecta o idioma pelo texto da página. 23

O guia para iniciantes tem ainda uma seção de coisas em que não vale focar. A quantidade e a ordem dos subtítulos estão lá. O tamanho do texto também. 9 E uma sigla que aparece em três dos treze textos: E-E-A-T. O guia pergunta se ela é fator de classificação, e responde que não. 2 9

As regras que circulam sem documento

As regras abaixo apareceram na primeira página de “seo on page” em 14 de setembro. Ao lado, o que a documentação do Google diz sobre cada uma. 2

O que circulaO que o Google escreve
Título com 40 a 70 caracteresNão há limite para a etiqueta de título; o link é cortado para caber na tela 3
Descrição com 105 a 160 caracteresNão há limite para a meta description; o snippet é cortado conforme a tela 4
Um único H1 por páginaA ordem dos subtítulos não importa para a busca, e não há número ideal deles 9
Texto com pelo menos 500 palavrasO tamanho, sozinho, não importa para a classificação 9
Três repetições da palavra-chave a cada 500 palavrasNenhum número publicado; repetição excessiva é spam 9 12
Palavra-chave obrigatória no endereçoSozinha, quase nenhum efeito além da trilha de navegação 9

Uma delas vem atribuída ao próprio Google. Um dos textos diz que o Google recomenda ao menos 500 palavras. 2 O guia do Google diz que não existe número mínimo. 9

Nenhuma dessas regras nasceu de má-fé. O limite de caracteres, por exemplo, tenta prever onde a tela vai cortar. O problema aparece quando a regra de conveniência vira fator de classificação no texto de quem ensina.

O que a página declara para a IA

As respostas de IA da busca do Google, a Visão geral criada por IA e o Modo IA, trabalham sobre o índice da busca. 24 O Google escreve que não existe requisito adicional para aparecer nelas. 25

A condição técnica cabe numa linha. A página precisa estar indexada e poder aparecer na busca com snippet. 25 É aqui que o on page encosta na IA por um fio concreto. As etiquetas que limitam o snippet, como nosnippet e max-snippet, são o controle que a página tem sobre o que aparece nesses recursos. 25

A lista de boas práticas da mesma página parece o índice deste texto. Conteúdo importante em forma de texto, links internos, imagens de qualidade, dados estruturados que batem com o texto visível. 25

O guia de IA generativa do Google, atualizado em julho de 2026, descarta três atalhos. Arquivo especial para IA, texto picado em pedaços pequenos e marcação schema especial. 24 Para a IA do Google, a página declara as mesmas coisas, pelos mesmos lugares.

Falo aqui das respostas de IA do Google, que publicam regra. Outros assistentes têm documentação própria, fora deste texto.

A conferência de vinte minutos

Escolha a página que mais vende no seu site. Abra, aperte Ctrl+U para ver o código e use a busca do navegador.

  1. Procure <title>. Leia em voz alta. O texto descreve esta página, e está no idioma dela? 3
  2. Procure description. A descrição existe, e fala desta página específica? 4
  3. Procure <h1>. O título principal é o texto que mais se destaca na tela? 3
  4. Procure alt=. Cada imagem importante tem uma descrição do que mostra? 16
  5. Procure canonical. O endereço indicado é o da própria página? 22
  6. Procure ld+json. Tudo o que a marcação declara aparece na página visível? 19
  7. Procure keywords. Se a etiqueta existir, pode ficar. Ela não ajuda nem atrapalha. 23
  8. Busque a página no Google. Compare o título e o resumo exibidos com o que você escreveu. Se mudaram, a lista de casos da documentação diz por quê. 3 4

A conferência vale para uma página. A ordem completa, do instrumento ao negócio, está na auditoria de SEO.

A partir de agora, quando chegar uma lista de fatores on page, você vai perguntar de que página do Google saiu cada linha. As linhas sem endereço vão para o fim da fila.

Abra hoje a página que mais vende e aperte Ctrl+U.

Perguntas frequentes

Qual é o tamanho certo do título e da meta description?

O Google não fixa limite para nenhum dos dois. O título exibido e o resumo são cortados quando precisam, para caber na largura da tela. 3 4 A documentação pede título descritivo e conciso, sem texto longo à toa. 3

O Google ainda usa a meta keywords?

Não. A documentação diz que essa etiqueta não tem efeito nenhum na indexação nem na classificação. 23 Se ela existe no seu site, pode ficar.

Posso ter mais de um H1 na página?

O guia do Google diz que a ordem e a quantidade de subtítulos não importam para a busca. 9 A página do link de título pede que o título principal se destaque, por exemplo no primeiro H1 visível. 3 Deixe claro qual é o principal. O restante serve ao leitor.

Preciso fazer algo diferente para aparecer nas respostas de IA do Google?

O Google escreve que não há requisito adicional nem otimização especial para a Visão geral criada por IA e o Modo IA. A página precisa estar indexada e poder aparecer com snippet. 25 Arquivo especial para IA e marcação schema especial ficam fora da lista de exigências. 24

Notas e fontes

  1. Leitura ao vivo da página de resultados do Google Brasil para “seo on page”, 14 de setembro de 2026, endereço https://www.google.com.br/search?q=seo+on+page&hl=pt-BR&gl=br&pws=0, no navegador do autor. A Visão geral criada por IA listava como elementos principais title tag, meta descrição, heading tags, conteúdo útil, links internos e otimização de imagens, com HubSpot e Semrush entre as fontes. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  2. Levantamento da SEO Genome, 14 de setembro de 2026: os dez primeiros resultados orgânicos do Semrush, base Brasil, para “seo on page”, somados aos nove da primeira página do Google Brasil da nota 1, num total de treze endereços. Textos lidos no mesmo dia. Tamanho de título recomendado: 40 a 60 caracteres em https://agenciamutum.com/blog/seo-on-page-off-page-e-tecnico/ e 70 em https://www.ekyte.com/guide/pt-br/blog/seo-on-page-e-off-page-qual-diferenca-e-como-funciona/, com os demais entre esses dois. Tamanho de descrição: cerca de 105 caracteres em https://www.semrush.com/blog/on-page-seo/ e 160 em https://br.hubspot.com/blog/marketing/seo-on-page e https://www.magazord.com.br/conteudo/blog/seo-on-page, com os demais entre esses dois. Recomendam um único H1 por página https://www.conversion.com.br/blog/seo-on-page/, https://mailchimp.com/pt-br/resources/all-about-on-page-seo/, o texto da eKyte, https://www.seohappyhour.com/blog/fazer-seo-on-page/ e o da Magazord. O texto da HubSpot indica três ocorrências da palavra-chave a cada 500 palavras; o da Magazord e o da Conversion tratam a palavra-chave no endereço como necessária ao ranqueamento; o de https://ebaconline.com.br/blog/seo-on-page-e-off-page-entenda-as-diferencas atribui ao Google a recomendação de textos de ao menos 500 palavras. E-E-A-T aparece nos textos da Conversion, da Agência Mutum e de https://www.organicadigital.com/blog/seo-on-page-passos-para-otimizar/. Nenhum dos treze menciona a metatag de palavras-chave. Os outros endereços lidos foram https://pt.semrush.com/blog/seo-on-page/, https://br.hubspot.com/blog/marketing/seo-on-page-off-page e https://fundamentosdeux.com/post/se0-on-page-como-otimizar-sua-pagina-para-rankear-bem-nos-mecanismos-de-busca-616.htm. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  3. Google Search Central, “Influencing your title links in search results”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/title-link, página atualizada em 10 de dezembro de 2025; versão em português, “Como influenciar os links de títulos nos resultados da pesquisa”, que usa o termo “link de título”, atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Google uses a number of different sources to automatically determine the title link”; “While there’s no limit on how long a <title> element can be, the title link is truncated in Google Search results as needed, typically to fit the device width”; a lista das nove fontes, de “Content in <title> elements” a “WebSite structured data”; a sugestão de destacar o título principal, “putting the title text in the first visible <h1> element on the page”; o caso de vários títulos grandes, em que o Google “may use the first heading as the text for the title link”; a lista de problemas comuns (título pela metade, desatualizado, impreciso, repetido num grupo de páginas, sem título principal claro, em outro idioma); e “If Google determines that a <title> element does not match the writing system or language of the page’s primary content, we may choose a different text as the title link.”
  4. Google Search Central, “Control your snippets in search results”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/snippet, página atualizada em 20 de abril de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Snippets are primarily created from the page content itself. However, Google sometimes uses the meta description HTML element if it might give users a more accurate description of the page”; “Google Search might show different snippets for different searches”; “There’s no limit on how long a meta description can be, but the snippet is truncated in Google Search results as needed, typically to fit the device width”; e “at the very least, create a description for the critical URLs like your home page and popular pages”.
  5. Google Search Central Blog, “More information on how Google generates titles for web page results”, 17 de setembro de 2021, https://developers.google.com/search/blog/2021/09/more-info-about-titles. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “title elements are now used around 87% of the time, rather than around 80% before.”
  6. Levantamento da SEO Genome, 14 de setembro de 2026, sobre os nove resultados orgânicos da nota 1. O título exibido e o resumo de cada um foram comparados com o <title> e a meta description do HTML baixado no mesmo dia. Títulos: cinco idênticos ao <title> (HubSpot, Semrush em português, EBAC, Orgânica Digital, eKyte), dois cortados com reticências (Conversion e Magazord), um sem ” | Mailchimp” e um traduzido do inglês pelo Google (Semrush em inglês). Resumos: em oito, o texto exibido não era a meta description e foi localizado no corpo do artigo (sete no HTML baixado; o da Magazord, que carrega o texto por script, no navegador); no nono, o do Semrush em inglês, o resumo era a tradução da meta description, frase ausente do corpo. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  7. Registro interno da SEO Genome, “Diagnóstico do site seogenome.com”, 31 de agosto de 2026, seção 2.6: o <title> servido na home em português estava em inglês. O caso completo está na peça sobre SEO para WordPress deste site.
  8. Matt Cutts, “Google does not use the keywords meta tag in web ranking”, Google Search Central Blog, 21 de setembro de 2009, https://developers.google.com/search/blog/2009/09/google-does-not-use-keywords-meta-tag. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Because the keywords meta tag was so often abused, many years ago Google began disregarding the keywords meta tag” e “Even though we sometimes use the description meta tag for the snippets we show, we still don’t use the description meta tag in our ranking.” A página hoje avisa que parte da informação pode estar desatualizada e reafirma que “Google still doesn’t support the keywords meta tag.”
  9. Google Search Central, “SEO Starter Guide”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/seo-starter-guide, página atualizada em 10 de dezembro de 2025; versão em português, “Guia de otimização de mecanismos de pesquisa (SEO) para iniciantes”, atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Having your headings in semantic order is fantastic for screen readers, but from Google Search perspective, it doesn’t matter if you’re using them out of order”; “There’s also no magical, ideal amount of headings a given page should have”; “The length of the content alone doesn’t matter for ranking purposes (there’s no magical word count target, minimum or maximum”; “the keywords in the name of the domain (or URL path) alone have hardly any effect beyond appearing in breadcrumbs”; “Google’s language matching systems are sophisticated and can understand how your page relates to many queries, even if you don’t explicitly use the exact terms in them”; imagens “near text that’s relevant to the image”; sobre conteúdo em vários endereços, “It’s inefficient, but it’s not something that will cause a manual action”; “Excessively repeating the same words over and over (even in variations) is tiring for users, and keyword stuffing is against Google’s spam policies”; e, sobre E-E-A-T como fator de classificação, “No, it’s not.” Na versão em português: “A Pesquisa Google não usa a metatag de palavras-chave” e “O tamanho do conteúdo por si só não importa para fins de classificação.”
  10. Patente US 11.409.748 B1, “Context scoring adjustments for answer passages”, Google LLC, inventores Nitin Gupta, Srinivasan Venkatachary, Lingkun Chu e Steven D. Baker, https://patents.google.com/patent/US11409748B1/en. Prioridade em 31 de janeiro de 2014, depósito em 16 de março de 2018, concessão em 9 de agosto de 2022; status lido na página: ativa, com expiração em 31 de julho de 2035. Acesso em 14 de setembro de 2026. O texto descreve “a heading vector that describes a path in the heading hierarchy from the root heading to the respective heading” e um sinal de contexto que “may be, in part, query-independent”, para pontuar passagens candidatas a resposta de consultas em forma de pergunta. A patente não diz que o mecanismo roda hoje, nem que um nível de título melhora a posição de uma página.
  11. Google Search Central, “Google Search Essentials”, https://developers.google.com/search/docs/essentials, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Use words that people would use to look for your content, and place those words in prominent locations on the page, such as the title and main heading of a page, and other descriptive locations such as alt text and link text.”
  12. Google Search Central, “Spam policies for Google web search”, https://developers.google.com/search/docs/essentials/spam-policies, página atualizada em 28 de agosto de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Keyword stuffing refers to the practice of filling a web page with keywords or numbers in an attempt to manipulate rankings in Google Search results”, com o exemplo “Repeating the same words or phrases so often that it sounds unnatural.”
  13. Jesse Dunietz (Carnegie Mellon University) e Dan Gillick (Google Research), “A New Entity Salience Task with Millions of Training Examples”, EACL 2014, volume 2, páginas 205 a 209, https://aclanthology.org/E14-4040/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Do resumo, lido no PDF: “we introduce the task of entity salience: assigning a relevance score to each entity in a document”, com o corpus rotulado gerado a partir de documentos e dos resumos que os acompanham. O exercício dos três resumos é leitura do autor a partir desse desenho.
  14. Google Cloud, Natural Language API, referência REST, objeto “Entity”, https://docs.cloud.google.com/natural-language/docs/reference/rest/v1/Entity, página atualizada em 13 de junho de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “The salience score for an entity provides information about the importance or centrality of that entity to the entire document text”, na escala de 0 a 1,0. A documentação é do produto de nuvem e não trata da busca.
  15. Google Search Central, “Link best practices for Google”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/links-crawlable, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: o texto âncora “tells people and Google something about the page you’re linking to”; “Every page you care about should have a link from at least one other page on your site”; e “There’s no magical ideal number of links a given page should contain.”
  16. Google Search Central, “Google image SEO best practices”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/google-images, página atualizada em 2 de março de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Google uses alt text along with computer vision algorithms and the contents of the page to understand the subject matter of the image”; “the filename can give Google very light clues about the subject matter of the image”; e, sobre encher o atributo de palavras-chave, que isso “may cause your site to be seen as spam”.
  17. Google Search Central, “URL structure best practices for Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/url-structure, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “use readable words rather than long ID numbers in your URLs”, “Use words in your audience’s language in the URL” e a recomendação de hífen para separar palavras.
  18. Google Search Central, “Introduction to structured data markup in Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/intro-structured-data, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Google uses structured data that it finds on the web to understand the content of the page”.
  19. Google Search Central, “General structured data guidelines”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/sd-policies, página atualizada em 10 de julho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Don’t mark up content that is not visible to readers of the page”; “Your structured data must be a true representation of the page content”; e “Google does not guarantee that your structured data will show up in search results, even if your page is marked up correctly”.
  20. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 11, “Os cinco mitos contra a evidência”, acusação 4. O capítulo trata a marcação de dados estruturados como declaração de identidade, e o veredicto é fazer pelo motivo certo, nunca como interruptor de citação.
  21. Google Search Central, “What is canonicalization”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/canonicalization, página atualizada em 20 de agosto de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. A página descreve o agrupamento das páginas iguais e a escolha da canônica, e diz: “indicating a canonical preference is a hint, not a rule.”
  22. Google Search Central, “How to specify a canonical URL with rel=“canonical” and other methods”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/consolidate-duplicate-urls, página atualizada em 10 de julho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Os métodos, “in order of how strongly they can influence canonicalization”: redirecionamento, “A strong signal”; rel="canonical", “A strong signal”; sitemap, “A weak signal”. E a boa prática “Do include a rel=“canonical” link on the canonical page itself (also known as a self-referential canonical).”
  23. Google Search Central, “Meta tags and attributes that Google supports”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/special-tags, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Na seção de etiquetas não aceitas: “The meta-keyword tag is not used by Google Search, and it has no effect on indexing and ranking at all”; e, sobre o atributo lang, “Google Search detects the language of a page based on the textual content of the page.”
  24. Google Search Central, “Optimizing your website for generative AI features on Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/ai-optimization-guide, página atualizada em 10 de julho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: os recursos de IA generativa da busca “are rooted in our core Search ranking and quality systems” e destacam conteúdo “from our Search index”. Na seção do que não é preciso fazer: “You don’t need to create new machine readable files, AI text files, markup, or Markdown”; “There’s no requirement to break your content into tiny pieces for AI to better understand it”; e “Structured data isn’t required for generative AI search, and there’s no special schema.org markup you need to add.”
  25. Google Search Central, “AI features and your website”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-features, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “There are no additional requirements to appear in AI Overviews or AI Mode, nor other special optimizations necessary”; “a page must be indexed and eligible to be shown in Google Search with a snippet”; a lista de boas práticas, com links internos, “important content is available in textual form”, imagens de qualidade e dados estruturados que “matches the visible text on the page”; e, para limitar o que aparece, “use nosnippet, data-nosnippet, max-snippet, or noindex controls.”

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Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

danielsocrates.com.br

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