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Artigo 15 min de leitura

Dados estruturados no SEO: o que o Google lê, o que mostra e o que tirou da lista

por Daniel Sócrates publicado em

Digite “dados estruturados seo” no Google. No topo, a Visão geral criada por IA explica para que serve a marcação. Ela faria aparecer no resultado estrelas, preços, tempo de receita e perguntas frequentes. 1

O último item da lista saiu do ar. O Google parou de mostrar o resultado de perguntas frequentes em 7 de maio de 2026. Em junho, apagou a documentação dele. 2

Desça pela mesma página. Um glossário ainda lista a caixa de pesquisa de sitelinks. O Google apagou a documentação dela em novembro de 2024, com o recurso já fora da busca. 3 2 Um guia de fevereiro de 2026 ainda apresenta o passo a passo marcado como caminho para resultado especial. Esse saiu em setembro de 2023. 3 2

Nenhum desses textos nasceu de má-fé. A galeria do Google muda, e o texto publicado fica onde estava. Por isso este aqui anda com a documentação aberta, conferida em 14 de setembro de 2026.

Um recorte antes de seguir. “Dados estruturados”, sozinho, também é assunto de ciência de dados: tabela, planilha, banco. Na busca sem o “seo”, sete dos dez primeiros endereços falam disso. 4 Mesmo com o “seo”, um dos textos da primeira página abre com tabelas e dá a planilha do Excel como exemplo. 3 Aqui, o assunto é a marcação que o site entrega aos buscadores.

O que são dados estruturados

Pense num caminhão parado no posto fiscal. A carga vai lacrada na carroceria. A nota fiscal vai na cabine, com produto, quantidade e destinatário em campos fixos. O fiscal lê a nota primeiro. Se abrir a carroceria e achar outra coisa, a nota vira problema.

A página carrega as duas coisas. O texto é a carga, feito para o leitor. Num bloco de código, a mesma página preenche campos fixos: isto é uma receita, este é o autor, esta é a empresa. Isso se chama dados estruturados.

A definição do Google cabe numa frase. É um formato padronizado para dar informações sobre uma página e classificar o conteúdo dela. 5 O Google escreve que usa esses dados para entender a página. E também para reunir informação sobre o mundo, como as pessoas, os livros e as empresas citados na marcação. 5

Guarde essa segunda parte. É nela que mora o assunto de entidade, mais adiante.

Os nomes dos campos vêm de um vocabulário público, o schema.org. Ele é mantido por uma comunidade fundada por Google, Microsoft, Yahoo e Yandex. 6 O Google avisa que o vocabulário tem mais tipos do que a busca usa. Para saber o que a busca do Google faz, a referência é a documentação dele. 5

O lugar da marcação entre os outros itens da página está no texto de SEO on page. Aqui ela ganha o texto inteiro.

O formato: JSON-LD, microdados e RDFa

A nota pode ser escrita de três jeitos. O JSON-LD fica num bloco separado, dentro da tag <script type="application/ld+json">, sem se misturar ao texto visível. 5 Microdados e RDFa usam atributos colados nas tags do próprio texto. 5

O Google escreve que os três formatos são iguais para ele, desde que a marcação seja válida. 5 E recomenda o JSON-LD quando o site permite. O motivo declarado: é o mais fácil de manter em escala, com menos erro de quem mexe. 5

Quem usa WordPress, Wix ou Shopify em geral não escreve o bloco à mão. O Google sugere procurar a tela de configuração do sistema ou um plugin. 5 E lê o JSON-LD mesmo quando ele entra na página por JavaScript. 5

Dois trabalhos com a mesma marcação

Aqui mora a confusão que a primeira página inteira repete. O Google faz dois trabalhos com a mesma marcação.

O primeiro é entender a página e o mundo que ela descreve. 5 O segundo é mostrar a página no resultado com aparência mais rica, com estrela, preço, foto ou data. Isso se chama resultado aprimorado. A versão em português da documentação diz pesquisa aprimorada. 5 7

O segundo trabalho tem regra. A página precisa trazer todas as propriedades obrigatórias do tipo, ou fica fora. 8 Precisa seguir as diretrizes gerais e as do tipo. 8 E, mesmo com tudo certo, o Google não garante a exibição. O algoritmo pode achar que um resultado só de texto serve melhor. 8

Dois textos da primeira página vão além e ligam a marcação à posição no ranking. 3 Nas páginas do Google que li para este texto, a promessa é outra. Entender a página e deixá-la elegível para o resultado aprimorado.

A galeria de resultados aprimorados, e o que saiu dela

A lista oficial se chama galeria de dados estruturados. Na versão atualizada em 15 de junho de 2026, ela tem 25 recursos. 7 Artigo, trilha de navegação, evento, vaga de emprego, empresa local, organização, produto, receita, avaliação e vídeo estão entre eles. 7

O que falta nela conta tanto quanto o que está. O registro de mudanças da documentação mostra a galeria encolhendo. 2

RecursoO que o Google registrou
Passo a passo (HowTo)deixou de aparecer e perdeu a documentação em setembro de 2023
Caixa de pesquisa de sitelinkssaiu da busca; documentação removida em novembro de 2024
Informação de curso, salário estimado, vídeo de aprendizado, anúncio especial e anúncio de veículodocumentação removida em setembro de 2025
Problema de práticadocumentação removida em janeiro de 2026
Perguntas frequentes (FAQ)fora da busca desde 7 de maio de 2026; documentação removida em junho

A marcação de conjunto de dados continua na lista, com uma ressalva. Em novembro de 2025, o Google esclareceu que ela serve só à busca especializada em dados, fora da busca principal. 2

Serviço não tem tipo na galeria. Pessoa também não ganha resultado próprio. 7 Ela aparece como página de perfil, pensada para quem publica em comunidades on-line. 9 O caso das estrelas prometidas a partir das avaliações do próprio site está no texto de SEO para restaurantes.

A regra prática sai daí. Antes de pagar por marcação vendida como destaque na busca, peça o endereço da página do Google que descreve esse destaque. Se ninguém mostra a página, o destaque fica na conta da promessa.

A regra do visível e a ação manual

Volte ao posto fiscal. O fiscal pode abrir a carroceria e comparar a carga com a nota. O Google trabalha do mesmo jeito.

As diretrizes gerais mandam não marcar conteúdo que o leitor não vê. O exemplo da documentação: se o JSON-LD descreve um artista, o corpo da página descreve o mesmo artista. 8 A marcação precisa representar de verdade o conteúdo da página. 8 Nada de marcar conteúdo irrelevante ou enganoso, como avaliação falsa. 8 E nada de se passar por outra pessoa ou empresa, nem mentir sobre dono, vínculo ou propósito. 8

A página de introdução acrescenta duas travas. Não crie página vazia só para guardar marcação. E não marque informação invisível para o usuário, mesmo que ela seja verdadeira. 5

Quem quebra essas regras pode receber uma ação manual. 8 A ajuda do Search Console dá exemplos: marcar conteúdo invisível, marcar conteúdo irrelevante ou enganoso, outras manipulações. Um dos avisos da lista trata de marcação que não corresponde ao conteúdo. 10

O efeito também está escrito. Com uma ação manual de dados estruturados, a página perde a qualificação para aparecer como resultado aprimorado. A documentação acrescenta que isso não afeta a classificação da página na busca. 8

O que o guia de IA do Google diz

Em 10 de julho de 2026, o Google atualizou o guia de otimização para os recursos de IA generativa da busca. 11 Uma seção lista o que você pode ignorar. Um dos itens tem título direto: foco excessivo em dados estruturados. 11

O texto diz que dado estruturado não é exigido para a busca generativa. E que não existe marcação schema.org especial para acrescentar. 11 Logo depois, o guia recomenda continuar com a marcação dentro do SEO, porque ela ajuda na elegibilidade para os resultados aprimorados. 11

A página sobre recursos de IA e o seu site, de dezembro de 2025, lista as boas práticas. Uma delas é a marcação que bate com o texto visível da página. 12 A regra do posto fiscal vale aqui também.

Existe medição independente na mesma direção. Em maio de 2026, a Ahrefs acompanhou 1.885 páginas que ganharam JSON-LD, comparadas com 4 mil páginas de controle. 13 Nenhuma das três plataformas medidas mostrou ganho relevante de citação: Visão geral criada por IA, Modo IA e ChatGPT. 13 Os autores declaram o limite. Todas as páginas já eram muito citadas antes da marcação. 13

No livro SEO de Entidade, o veredito sobre marcação cabe numa linha. Faça pelo motivo certo, e nunca como interruptor de citação. 14 O motivo certo é o assunto da próxima seção.

A parte que fica: dizer quem é quem

Lembra da segunda metade da definição? O Google usa a marcação para reunir informação sobre pessoas e empresas. 5 Para a sua empresa, é aqui que o trabalho rende, com ou sem resultado aprimorado.

A documentação de organização dá o motivo. A marcação na página inicial ajuda o Google a entender os dados administrativos da empresa. E ajuda a diferenciar a sua organização das outras nos resultados. 15 Algumas propriedades trabalham nos bastidores, só para essa diferenciação. Outras mudam o que aparece, como o logotipo no painel de conhecimento. 15

A mesma página diz onde colocar. Na página inicial, ou numa página única que descreva a organização, como a página sobre. Não precisa repetir em todas as páginas. 15 Essa página única tem nome e regras próprias no texto sobre entity home.

Três campos carregam a identidade. O nome, com a grafia que a empresa usa em todo lugar. O endereço do site, que segundo a documentação ajuda o Google a identificar a organização de forma única. 15 E a lista de perfis.

Pense no fim de um currículo, na lista de referências. Cada contato leva a alguém que fala da mesma pessoa. Na marcação, a lista de páginas em outros sites que falam da mesma empresa se chama sameAs. O Google dá como exemplo o perfil numa rede social ou num site de avaliação. 15

O schema.org define o campo como a página de referência que indica sem ambiguidade a identidade do item. Os exemplos dele são a Wikipédia, o Wikidata e o site oficial. 16 O Google escreve que pode fazer uso geral do sameAs, além dos tipos que documenta. 5

Para identificadores, a documentação lista campos como o número fiscal, que precisa bater com o país do endereço. 15 Na minha leitura, no Brasil, esse campo recebe o CNPJ.

Para pessoa, a regra aparece na documentação de artigo, no campo do autor. O endereço do autor deve levar a uma página que o identifica de forma única, como a biografia ou um perfil social. 17 O sameAs serve de alternativa, e o Google diz que entende os dois para desambiguar autores. 17 E pede o tipo certo: pessoa para gente, organização para empresa. 17

O livro dá a regra de quem declara. O domínio que recebe a confirmação de fora é o mesmo que declara o sameAs para o resto. A página oficial aponta para os perfis, e os perfis apontam de volta. 18 O que acontece com essas declarações no catálogo de entidades do Google está no texto sobre grafo de conhecimento.

O @id, o número que amarra os blocos

Pense no prontuário de um hospital. O exame de sangue, a receita e a radiografia chegam em papéis diferentes. Todos trazem o mesmo número, e ninguém confunde duas Marias da Silva.

Na marcação, os blocos também chegam separados: um descreve a empresa, outro a pessoa, outro o artigo. O JSON-LD dá a cada coisa descrita um identificador, escrito como endereço. 19 Isso se chama identificador do nó, e no código ele se escreve @id. 19

Com ele, o bloco da pessoa diz para quem ela trabalha apontando o número da empresa. A ficha da empresa não precisa ser repetida. As diretrizes do Google usam o mesmo recurso para ligar uma receita ao vídeo dela. 8

O número precisa ser estável. Se o @id da empresa muda, as ligações antigas apontam para uma coisa que deixou de existir. Na minha leitura, ele segue a regra da página oficial: um endereço que não muda.

Uma ressalva de fonte. Para identificar a empresa, a documentação do Google aponta o endereço do site. 15 Em 2021, o Google tirou o @id da documentação de empresa local, dizendo que o endereço do site basta como identificador. 2 O @id é ferramenta sua, para amarrar os blocos. Ele não substitui o endereço.

Um exemplo mínimo, conferido no validador

O exemplo abaixo é inventado. Os domínios example.com, example.org e example.net são reservados para documentação e não pertencem a ninguém. 20 A Empresa Exemplo e a Ana Exemplo não existem.

bloco para copiar
[
  {
    "@context": "https://schema.org",
    "@type": "Organization",
    "@id": "https://www.example.com/#organizacao",
    "name": "Empresa Exemplo",
    "url": "https://www.example.com/",
    "logo": "https://www.example.com/logo.png",
    "sameAs": [
      "https://www.example.org/perfil/empresa-exemplo",
      "https://www.example.net/empresas/empresa-exemplo"
    ]
  },
  {
    "@context": "https://schema.org",
    "@type": "Person",
    "@id": "https://www.example.com/equipe/ana-exemplo/#pessoa",
    "name": "Ana Exemplo",
    "url": "https://www.example.com/equipe/ana-exemplo/",
    "worksFor": { "@id": "https://www.example.com/#organizacao" },
    "sameAs": [
      "https://www.example.org/perfil/ana-exemplo"
    ]
  }
]

São dois blocos. O primeiro descreve a empresa, com nome, site, logotipo e dois perfis em outros sites. O segundo descreve a pessoa, com a página dela na equipe e um perfil externo. O campo worksFor, que no vocabulário diz para quem a pessoa trabalha, aponta só o @id da empresa. 16

Colei o código no validador do schema.org em 14 de setembro. O resultado foi zero erro e zero aviso. 21 O validador juntou os dois blocos numa ficha só: Ana Exemplo trabalha para a Empresa Exemplo, com o logotipo e os perfis da empresa. 21

No site de verdade, o bloco vai dentro da tag <script type="application/ld+json">, na página que mostra essas informações. 5 Tudo o que ele declara precisa estar na página, à vista do leitor. 8 Na prática, os perfis do sameAs costumam morar nos links do rodapé.

Uma clínica troca o tipo genérico pelo mais específico, e liga a equipe por outros campos. O Google pede o tipo mais específico possível. 8 15 O caso inteiro, com médicos e unidades, está no texto sobre SEO para clínicas.

As três ferramentas e o que cada uma responde

Cada ferramenta responde uma pergunta diferente. Usar a errada dá a resposta certa para outra pergunta.

Teste de pesquisa aprimorada. A ferramenta do Google diz se a página pode ganhar resultado aprimorado na busca dele. Aceita um endereço ou um trecho de código. 22 Um detalhe pega muita gente. O teste ignora comentários dentro do JSON-LD, mas o padrão não aceita comentário ali. A ajuda manda apagar antes de publicar. 22

Validador do schema.org. Confere se o código segue o vocabulário, para qualquer tipo, inclusive os que o Google não usa. Nasceu da antiga ferramenta de teste de dados estruturados do Google, entregue à comunidade do schema.org em 2021. 23 Foi nele que o exemplo acima passou.

Search Console. Mostra o que o Google achou no site publicado. Os relatórios de pesquisa aprimorada, na área Melhorias, trazem itens válidos e inválidos por tipo. 24 São uma amostra, e só existem para os tipos da lista da ajuda. Organização não está nela. 24 Para a página oficial da empresa, a conferência é a ferramenta de inspeção de URL. 24 E o relatório de ações manuais mostra se alguma marcação recebeu ação manual. 10

Para medir o efeito, o Google descreve um teste de antes e depois. Escolha páginas sem marcação, com meses de dados no Search Console e pouca variação de época. Acrescente a marcação, confira na inspeção de URL e acompanhe o relatório de desempenho por alguns meses. 5

O resto do território técnico, da indexação à velocidade, está em SEO técnico.

A conferência de uma tarde

Separe a página inicial do site e a página sobre a empresa.

  1. Abra o código. Aperte Ctrl+U e procure ld+json. Sem bloco, o site não declara nada em JSON-LD.
  2. Leia o tipo e o nome. O tipo descreve a empresa, e o nome tem a grafia usada em todo lugar? 15
  3. Confira o site e o @id. O endereço é o da página oficial, e o @id é o mesmo em toda página que cita a empresa?
  4. Abra cada link do sameAs. Cada perfil é da empresa, está ativo e aponta de volta para o site? 18
  5. Compare com a tela. Tudo o que o bloco declara aparece na página visível? 8
  6. Cole no validador e no teste do Google. Anote o que cada um aponta. 22 23
  7. Procure sobras de plugin. Marcação de perguntas frequentes não gera mais resultado aprimorado desde maio de 2026. 2 Quem vendeu isso como destaque precisa mostrar a página do Google que o descreve.

A partir de agora, quando alguém oferecer dados estruturados, você vai pedir duas coisas. A página da galeria que descreve o resultado prometido. E a lista de perfis que a marcação vai declarar como sendo a sua empresa.

A primeira responde se existe resultado aprimorado para o seu caso. A segunda diz ao Google quem responde pelo site.

Abra hoje a sua página inicial, aperte Ctrl+U e procure ld+json.

Perguntas frequentes

Dados estruturados melhoram a posição no Google?

As páginas do Google lidas para este texto prometem duas coisas. Entender melhor a página e deixá-la elegível para o resultado aprimorado, sem garantia de exibição. 5 8 Até a ação manual por marcação errada, segundo a documentação, tira o resultado aprimorado e não afeta a classificação. 8

Preciso de dados estruturados para aparecer na IA do Google?

Não. O guia de julho de 2026 diz que a marcação não é exigida para a busca generativa, e que não há schema especial para ela. 11 O mesmo guia recomenda manter a marcação pelos resultados aprimorados. 11

Qual formato usar: JSON-LD, microdados ou RDFa?

Os três valem igual para o Google, se a marcação for válida. 5 O Google recomenda o JSON-LD quando o site permite, por ser o mais fácil de manter. 5

A marcação de perguntas frequentes ainda gera resultado no Google?

Não. O Google parou de mostrar esse resultado em 7 de maio de 2026 e removeu a documentação em junho. 2 Desde setembro de 2023, ele já aparecia só para sites de governo e de saúde conhecidos. 2

Qual a diferença entre o Teste de pesquisa aprimorada e o validador do schema.org?

O teste do Google responde se a página pode ganhar resultado aprimorado na busca dele. 22 O validador confere se o código segue o vocabulário do schema.org, para qualquer tipo. 23

Notas e fontes

  1. Leitura ao vivo da página de resultados do Google Brasil para “dados estruturados seo”, 14 de setembro de 2026, endereço https://www.google.com.br/search?q=dados+estruturados+seo&hl=pt-BR&gl=br&pws=0, em aba própria do navegador do autor. A Visão geral criada por IA dizia que os resultados aprimorados “Permitem exibir recursos visuais na página de pesquisa (SERP), como estrelas de avaliação, preços, tempo de preparo de receitas e perguntas frequentes”, e citava o Teste de pesquisa aprimorada. Oito resultados orgânicos na primeira página, na ordem: Google for Developers, SEO Happy Hour, Conversion, Educa Mais Brasil, Mailchimp, GoDaddy, QuestionPro e Semrush. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  2. Google Search Central, “Latest Google Search documentation updates”, https://developers.google.com/search/updates, página atualizada em 8 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Entradas usadas: 22 de julho de 2021, “Removed the @id property from the Local business documentation. The url property alone is a sufficient identifier to understand the local business”; 14 de setembro de 2023, “Removed the How-to structured data documentation, as this rich result is no longer shown in search results” e a restrição do FAQ a “well-known, authoritative government and health websites”; 29 de novembro de 2024, remoção da documentação da caixa de pesquisa de sitelinks, “no longer available in Google Search results”; 9 de setembro de 2025, remoção da documentação de “course info, estimated salary, learning video, special announcement, and vehicle listing”; novembro de 2025, “Dataset structured data is only used by Dataset Search, and not Google Search”; 6 de janeiro de 2026, remoção da documentação de “practice problem”; 8 de maio de 2026, “This feature will no longer appear in Google Search starting May 7, 2026”, sobre o FAQ; e 15 de junho de 2026, “Removed documentation for the FAQ rich result feature”.
  3. Levantamento da SEO Genome, 14 de setembro de 2026, sobre os textos da primeira página da nota 1, baixados e lidos no mesmo dia. O glossário da SEO Happy Hour, de 17 de abril de 2024, https://www.seohappyhour.com/glossario/dados-estruturados/, lista a “Caixa de pesquisa de sitelinks” entre os resultados e o FAQ como exibido só para sites de governo e de saúde. O guia da Conversion, de 13 de fevereiro de 2026, https://www.conversion.com.br/blog/dados-estruturados, diz que FAQ e HowTo podem resultar em trechos enriquecidos. O texto da GoDaddy, de 20 de dezembro de 2024, https://www.godaddy.com/resources/br/artigos/o-que-sao-dados-estruturados-seo, diz que o mecanismo melhora a pontuação da página no ranqueamento; o da Mailchimp, https://mailchimp.com/pt-br/resources/structured-data/, diz que os dados estruturados ajudam as páginas a se classificarem. O da Educa Mais Brasil, de 8 de março de 2024, https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/o-que-sao-dados-estruturados-e-qual-a-importancia-em-seo, abre com dados organizados em tabelas e dá a planilha do Excel como exemplo. Os outros lidos foram https://www.questionpro.com/blog/pt-br/dados-estruturados/ e https://pt.semrush.com/blog/o-que-e-schema-dados-estruturados-para-iniciantes/. Nos seis textos de terceiros baixados por inteiro, nenhuma menção a sameAs, a @id ou ao guia de IA do Google de julho de 2026; o da Educa Mais Brasil, que carrega por script, foi lido no navegador. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  4. Medição da SEO Genome no Semrush, base Brasil, 14 de setembro de 2026. “dados estruturados”: 590 buscas por mês; entre os dez primeiros resultados orgânicos, sete tratam de dados em tabela, banco e ciência de dados (IBM, QuestionPro, AWS, Elastic, RNP, Oracle e Databricks) e três de SEO (duas páginas do Google e a Conversion). “dados estruturados seo”: 40 buscas por mês, sem retrato de resultados guardado na base Brasil nem na base de celular. Mesmo quadro registrado pela casa em 8 de setembro de 2026.
  5. Google Search Central, “Introduction to structured data markup in Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/intro-structured-data, página atualizada em 10 de dezembro de 2025; versão em português, “Introdução à marcação de dados estruturados na Pesquisa Google”, atualizada em 18 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Structured data is a standardized format for providing information about a page and classifying the page content”; “Google uses structured data that it finds on the web to understand the content of the page, as well as to gather information about the web and the world in general, such as information about the people, books, or companies that are included in the markup”; “you should rely on the Google Search Central documentation as definitive for Google Search behavior, rather than the schema.org documentation”; “Google can make general use of the sameAs property and other schema.org structured data”; “all 3 formats are equally fine for Google, as long as the markup is valid”; o JSON-LD “embedded in a <script> tag”, com “The markup is not interleaved with the user-visible text” e “Google can read JSON-LD data when it is dynamically injected into the page’s contents, such as by JavaScript code”; “Google recommends using JSON-LD for structured data if your site’s setup allows it, as it’s the easiest solution for website owners to implement and maintain at scale (in other words, less prone to user errors)”; a sugestão de plugin ou tela de configuração para Wix, WordPress e Shopify; “Don’t create blank or empty pages just to hold structured data, and don’t add structured data about information that is not visible to the user, even if the information is accurate”; e a seção de medição, com páginas sem marcação, “several months of data in Search Console”, a Ferramenta de inspeção de URL e o relatório de desempenho. Na versão em português, o resultado aprimorado aparece como “pesquisa aprimorada”.
  6. Schema.org, “About Schema.org”, https://schema.org/docs/about.html, versão 30.0 do vocabulário, de 19 de março de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “In addition to people from the founding companies (Google, Microsoft, Yahoo and Yandex), there is substantial participation by the larger Web community”.
  7. Google Search Central, “Structured data markup that Google Search supports”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/search-gallery, página atualizada em 15 de junho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. A página diz que o Google usa a marcação para “show that content in a richer appearance in search results, which is called a rich result” e lista 25 recursos: Article, Breadcrumb, Carousel, Course list, Dataset, Discussion forum, Education Q&A, Employer aggregate rating, Event, Image metadata, Job posting, Local business, Math solver, Movie, Organization, Product, Profile page, Q&A, Recipe, Review snippet, Software app, Speakable, Subscription and paywalled content, Vacation rental e Video. Nenhum para FAQ, HowTo, serviço ou pessoa como resultado próprio.
  8. Google Search Central, “General structured data guidelines”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/sd-policies, página atualizada em 10 de julho de 2026; versão em português, “Diretrizes gerais de dados estruturados”, atualizada em 20 de fevereiro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Google does not guarantee that your structured data will show up in search results, even if your page is marked up correctly according to the Rich Results Test”; “Using structured data enables a feature to be present, it does not guarantee that it will be present” e “or even that a text result is best”; “Don’t mark up content that is not visible to readers of the page. For example, if the JSON-LD markup describes a performer, the HTML body must describe that same performer”; “Don’t mark up irrelevant or misleading content, such as fake reviews”; “Don’t impersonate any person or organization, or misrepresent your ownership, affiliation, or primary purpose”; “Your structured data must be a true representation of the page content”; “Items that are missing required properties are not eligible for rich results”; “Try to use the most specific applicable type”; o uso de @id para ligar a receita ao vídeo; e, na versão em português, “Com uma ação manual de dados estruturados, a página perde a qualificação para exibição como pesquisa aprimorada. Isso não afeta a classificação da página na Pesquisa Google na Web.”
  9. Google Search Central, “Profile page (ProfilePage) structured data”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/profile-page, página atualizada em 8 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “ProfilePage markup is designed for any site where creators (either people or organizations) share first-hand perspectives”, com foco nos criadores “that post in an online community”.
  10. Ajuda do Search Console, “Manual actions report”, https://support.google.com/webmasters/answer/9044175. Acesso em 14 de setembro de 2026. Na seção “Structured data issue”: “marking up content that is invisible to users, marking up irrelevant or misleading content, or other manipulative behavior”, com o aviso “Structured data does not match content” na lista.
  11. Google Search Central, “Optimizing your website for generative AI features on Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/ai-optimization-guide, página atualizada em 10 de julho de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Na seção do que se pode ignorar, o item “Overfocusing on structured data”: “Structured data isn’t required for generative AI search, and there’s no special schema.org markup you need to add. However, it’s a good idea to continue using it as part of your overall SEO strategy, as it helps with being eligible for rich results on Google Search.”
  12. Google Search Central, “AI features and your website”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-features, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Na lista de boas práticas: “Making sure your structured data matches the visible text on the page”; e “There’s also no special schema.org structured data that you need to add.”
  13. Louise Linehan, com Xibeijia Guan e revisão de Ryan Law, “We Tracked 1,885 Pages Adding Schema. AI Citations Barely Moved.”, Ahrefs, 11 de maio de 2026, atualizado em 9 de junho de 2026, https://ahrefs.com/blog/schema-ai-citations/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “We tracked 1,885 web pages that added JSON-LD schema between August 2025 and March 2026, matched them against 4,000 control pages”; “Adding schema produced no major uplift in citations on any platform”, com queda de 4,6% nas Visões gerais criadas por IA e altas de 2,4% no Modo IA e de 2,2% no ChatGPT, as duas descritas como “Statistically indistinguishable from zero”; e o limite “Every page in the dataset had 100+ AI Overview citations in February 2025, before any schema was added”.
  14. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 11, “Os cinco mitos contra a evidência”, acusação 4. Veredicto do capítulo: fazer a marcação pelo motivo certo, e nunca como interruptor de citação.
  15. Google Search Central, “Organization (Organization) structured data”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/organization, página atualizada em 8 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Adding organization structured data to your home page can help Google better understand your organization’s administrative details and disambiguate your organization in search results”; “Some properties are used behind the scenes to disambiguate your organization from other organizations (like iso6523 and naics), while others can influence visual elements in Search results (such as which logo is shown in Search results and your knowledge panel)”; “We recommend placing this information on your home page, or a single page that describes your organization, for example the about us page. You don’t need to include it on every page of your site”; “We recommend using the most specific schema.org subtype of Organization”; em url, “This helps Google uniquely identify your organization”; em sameAs, “The URL of a page on another website with additional information about your organization, if applicable. For example, a URL to your organization’s profile page on a social media or review site”; e em taxID, “Make sure taxID matches the country that you provided in the address field”. A leitura de que o CNPJ vai nesse campo é do autor.
  16. Schema.org, “sameAs”, https://schema.org/sameAs, e “worksFor”, https://schema.org/worksFor, versão 30.0 de 19 de março de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. sameAs: “URL of a reference Web page that unambiguously indicates the item’s identity. E.g. the URL of the item’s Wikipedia page, Wikidata entry, or official website.” worksFor: “Organizations that the person works for.”
  17. Google Search Central, “Article (Article, NewsArticle, BlogPosting) structured data”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/article, página atualizada em 8 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: author.url, “A link to a web page that uniquely identifies the author of the article. For example, the author’s social media page, an “about me” page, or a bio page”; “You can use the sameAs property as an alternative. Google can understand both sameAs and url when disambiguating authors”; e “Use the Person type for people, and the Organization type for organizations.”
  18. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 12, “Dê à sua entidade uma casa oficial”. Regra prática: o domínio que recebe corroboração de fora é o mesmo que declara o sameAs para todo o resto; a página oficial aponta para os perfis e os outros domínios apontam de volta.
  19. W3C, “JSON-LD 1.1: A JSON-based Serialization for Linked Data”, Recomendação de 16 de julho de 2020, https://www.w3.org/TR/json-ld11/, seção 3.3, “Node Identifiers”. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “To be able to externally reference nodes in an RDF graph, it is important that nodes have an identifier” e “In JSON-LD, a node is identified using the @id keyword”.
  20. IANA, “Example Domains”, https://www.iana.org/help/example-domains, revisão de 13 de maio de 2017. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “a number of domains such as example.com and example.org are maintained for documentation purposes” e “They are not available for registration or transfer”, com base nas RFC 2606 e 6761.
  21. Registro da SEO Genome, 14 de setembro de 2026. O código do exemplo, dentro de <script type="application/ld+json">, foi enviado ao Schema Markup Validator, https://validator.schema.org/. Resultado: 0 erro e 0 aviso; o validador exibiu um único item do tipo Person, com a propriedade worksFor resolvida para o item Organization de mesmo @id, com nome, url, logo e os dois sameAs. Acesso em 14 de setembro de 2026.
  22. Ajuda do Search Console, “Rich Results Test”, https://support.google.com/webmasters/answer/7445569. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: teste por URL ou “For a code snippet”; “The Rich Results test tool ignores comments within JSON-LD blocks. However, that behavior is not supported by the JSON-LD standard and so might result in errors in actual usage. Be sure to remove any comments from JSON-LD before publishing your final page.” O nome em português da ferramenta é Teste de pesquisa aprimorada.
  23. Google Search Central Blog, “An update on the Structured Data Testing Tool”, 15 de dezembro de 2020, com atualizações de 11 de maio e 9 de agosto de 2021, https://developers.google.com/search/blog/2020/12/structured-data-testing-tool-update. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: a ferramenta migraria “to a new domain serving the schema.org community”, com a função de “check syntax and compliance of markup with schema.org standards”, inclusive para “a type that we don’t explicitly consume at this time”; e, em 11 de maio de 2021, “Schema.org announced the new home for the structured data validator previously known as the Structured Data Testing Tool (SDTT)”, o Schema Markup Validator.
  24. Ajuda do Search Console, “Rich result report overview”, https://support.google.com/webmasters/answer/7552505, versões em inglês e em português. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “The reports aren’t a comprehensive list of all detected items. They show a sample of detected items”; “Use the URL Inspection tool to see if URLs not listed in the report have detected the structured data”; na versão em português, “Localize os relatórios em Melhorias na barra de navegação”; e a lista de relatórios, que não traz Organization nem Local business.

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Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

danielsocrates.com.br

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