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Tag canonical: o pedido que o Google pode recusar
por Daniel Sócrates publicado em
Em 14 de setembro de 2026, fiz uma busca simples no Google. Pedi as páginas da seção “quem somos” do nosso próprio site. Vieram três. 1
Duas delas carregam no código um pedido ao Google. O pedido diz: mostre outro endereço no lugar deste. Uma aponta para danielsocrates.com.br, a outra para pollymelo.com.br. 1 2
O Google mostrou as duas assim mesmo, com o endereço do seogenome.com. 1
Ele fez o que a própria documentação avisa que pode fazer. 3 A tag canonical é um pedido, e quem decide é o Google.
Este texto mostra como esse pedido funciona. O que o Google lê antes de decidir, quanto pesa cada sinal e quais pedidos ele costuma recusar. E onde você confere, no Search Console, se o seu foi atendido.
Um recorte antes de começar. Quem digita “canonical” no Google Brasil encontra outra coisa. Todos os resultados da primeira página falam da Canonical, a empresa britânica que publica o sistema Ubuntu. 4 Aqui o assunto é a canonical do SEO: a indicação da URL canônica de uma página.
O que é URL canônica
Pense numa redação de jornal que recebe a mesma foto em cinco envelopes. Uma vem cortada, outra em preto e branco, outra com o nome do fotógrafo. O editor vai publicar uma só. Você pode mandar um bilhete dizendo qual prefere. O editor lê o bilhete, olha as cinco e escolhe.
Na busca, o editor é o Google e os envelopes são endereços. O mesmo conteúdo costuma responder em mais de uma URL. Em HTTP e em HTTPS, na versão de celular e na de computador, com filtro e com ordenação. 3
O Google agrupa as páginas que parecem iguais, ou que têm o conteúdo principal muito parecido. Depois escolhe a mais completa e útil para quem busca. 3 A escolhida se chama URL canônica. O processo inteiro se chama canonicalização.
A escolha tem consequência. O Google usa a página canônica como fonte principal para avaliar conteúdo e qualidade. 3 Ela é rastreada com mais frequência, e as cópias com menos. 3 O que esse rastreamento custa ao robô está em rastreamento e orçamento de rastreamento.
O bilhete é a sua indicação. A documentação em português diz que indicar a preferência “funciona como uma dica, e não como uma regra”. 3 O Google pode escolher outra página, por vários motivos. 3
A ideia do pedido está na própria especificação. A RFC 6596, publicada pela IETF em abril de 2012, define a relação canonical. Informalmente, ela a descreve como a versão preferida pelo autor. 5 O Google declara que segue essa especificação. 6
Circula no mercado uma ideia mais forte. Textos bem posicionados dizem que a tag garante qual versão entra no índice, ou que ela impede a indexação das cópias. 4 A documentação do Google descreve um pedido de peso alto, sem garantia.
Como o Google escolhe: os sinais e o peso de cada um
Além do bilhete, o editor olha o que cada envelope diz e para qual foto todo mundo aponta. O Google faz o mesmo com um punhado de fatores.
A documentação lista quatro. Se a página responde em HTTP ou HTTPS, os redirecionamentos, a presença no sitemap e a tag canonical. 3 A página sobre como indicar a canônica dá o peso dos três métodos que dependem de você, em ordem de força: 6
- Redirecionamento. Um forte indicador de que o destino deve virar canônico.
- Tag canonical. Um forte indicador de que a URL indicada deve virar canônica.
- Sitemap. Um indicador fraco.
Os três se somam. Usar dois ou mais aumenta a chance de a sua preferida aparecer na busca. 6
Há também os sinais que vêm do desenho do site. O Google prefere HTTPS a HTTP por padrão. 6 Ele perde essa preferência em alguns casos. Certificado inválido, página HTTPS redirecionando para HTTP ou apontando a canonical para a versão HTTP. 6 E ele prefere as URLs que fazem parte de um grupo de hreflang recíproco. 6
Os links internos entram como boa prática. O Google pede para linkar sempre a URL canônica. Linkar o mesmo endereço de forma consistente ajuda o Google a entender a sua preferência. 6
Um detalhe tira peso das costas de muito dono de site. Nenhum desses métodos é obrigatório. Sem indicação, o Google identifica sozinho a melhor versão para mostrar. 6
Indicar compensa em quatro situações, pela lista do próprio Google. 6 Quando você quer escolher o endereço que aparece na busca. Quando quer somar numa URL só os links que chegam às cópias. Quando quer medir o conteúdo num lugar só. E quando quer poupar o robô de rastrear cópia.
Os jeitos de pedir, e o custo de cada um
A documentação compara os métodos lado a lado, com prós e contras. 6
A tag no código. É um elemento <link> dentro do <head> da página, apontando para a
canônica. O exemplo abaixo usa um endereço fictício:
<link rel="canonical" href="https://www.exemplo.com.br/vestidos/vestido-verde/" />Ela mapeia quantas cópias você quiser. O custo é manter esse mapa em site grande, ou em site cujas URLs mudam muito. E ela só funciona em página HTML. 6
O cabeçalho HTTP. O servidor manda a indicação na própria resposta. Não aumenta o tamanho da página e serve para arquivos como PDF. 6 O custo de manutenção é o mesmo da tag. 6
Entre a tag e o cabeçalho, o Google pede para escolher um só. Os dois juntos funcionam, mas abrem espaço para indicar uma URL num e outra no outro. 6
O sitemap. Toda página listada no sitemap é sugerida como canônica. 6 É o jeito mais simples de manter em site grande. O custo é a força: o sinal é mais fraco, e o Google ainda precisa descobrir as cópias de cada canônica. 6
O redirecionamento. Ele encabeça a lista de força. O Google indica esse método só para aposentar a cópia. 6 Se a cópia precisa continuar no ar, ele sai da conta.
Três cuidados valem para a tag. 6 Primeiro, URL absoluta, com https e domínio, e nunca só o
caminho. Segundo, a tag só é aceita dentro do <head>, então esse trecho do HTML precisa estar
válido. Terceiro, em site montado por JavaScript, a canônica deve sair no HTML de origem, sem o
script trocá-la depois.
Quem usa WordPress, Wix ou Blogger pode não conseguir editar o HTML direto. Nesses casos, a indicação costuma sair de uma configuração da própria plataforma. 6
Os pedidos que o Google costuma recusar
Volte ao editor. Ele atende o bilhete quando os cinco envelopes trazem mesmo a mesma foto. Quando o bilhete aponta para outra foto, ele não tem por que atender.
Canonical para uma página diferente. A regra mais importante está na ajuda do Search Console. Se a canônica declarada não é parecida com a página atual, o Google nunca vai escolhê-la. Uma cópia precisa ser parecida com a canônica. 11 A RFC diz o mesmo de outro jeito. O destino precisa ter o mesmo conteúdo da página, ou um conjunto maior que o dela. 5
O blog do Google registrou um exemplo em 2013. A página de categoria apontava a canonical para o artigo em destaque do dia. Se o Google aceitasse, a categoria sumiria da busca. 9 A saída indicada foi a categoria apontar para ela mesma, ou para nenhuma. 9
Canonical para URL com erro ou com noindex. O mesmo post pede duas conferências no destino. Ele precisa existir, sem erro nem soft 404. E não pode carregar a instrução noindex. 9 O post avisa que pode estar desatualizado em partes. Na minha leitura, as duas conferências seguem valendo, porque a canônica é a página que vai para o resultado. 3
O erro vizinho é o contrário. Tem gente que usa noindex para impedir que uma cópia seja escolhida como canônica. O Google não recomenda. Dentro do mesmo site, o noindex tira a página da busca por completo, e a tag canonical é a solução preferida. 6
Canonical da página 2 para a página 1. Numa listagem paginada, a página 2 mostra outros itens da lista. O guia de paginação é direto: não use a primeira página como canônica da sequência, e dê a cada página a própria canônica. 8 A RFC dá nome ao risco: perda de dados, porque só o conteúdo da primeira seria processado. 5
Duas canonicals na mesma página. Acontece quando o tema e o plugin de SEO escrevem cada um a
sua. No post de 2013, o Google diz que provavelmente ignora todas elas. 9 A tag escrita no corpo
da página, fora do <head>, também não vale. 6 9
O mesmo pedido por dois caminhos. O sitemap indica uma URL e a tag indica outra, para a mesma página. O Google manda não fazer isso. 6 Na mesma lista de proibições estão o robots.txt, a ferramenta de remoção de URL e o fragmento depois do sinal #. 6
Dois casos já têm texto próprio. Filtro de busca e anúncio repetido em portal estão em SEO para imobiliárias. Lá está por que a canonical fica como reforço nos filtros. E por que o Google não recomenda a tag para conteúdo distribuído a parceiros. 7
Especialidade e profissional com o mesmo miolo estão em SEO para clínicas. O sintoma que o mercado chama de canibalização aparece, na documentação, como agrupamento de páginas parecidas. 3
Onde ver a escolha do Google
O bilhete fica no seu código. A resposta do editor fica no Search Console, em dois lugares.
Na inspeção de URL. Cole o endereço e abra a parte de indexação da página. Dois campos contam a história. 10 A canônica declarada pelo usuário mostra o que o seu site pediu. A canônica selecionada pelo Google mostra o que ele escolheu. 10 Na ajuda em português, os campos aparecem como “URL canônico declarado pelo usuário” e “URL canônico selecionado pelo Google”. 10
Se os dois batem, o pedido foi atendido. Se a selecionada é a própria página inspecionada, o Google entende que ela não se parece com nenhuma outra. 11
Dois avisos da ajuda poupam tempo. O teste em tempo real não prevê a escolha da canônica, que só aparece nos dados indexados. 10 E esse valor pode estar algumas horas atrasado. 10
No relatório de indexação de páginas. Três situações falam de canônica. 11 A ajuda em português dá a elas estes nomes:
- “Página alternativa com tag canônica adequada”. A página aponta para a canônica certa, que está indexada. Nada a fazer.
- “Cópia sem página canônica selecionada pelo usuário”. Não havia pedido, e o Google escolheu outra página como canônica. A ajuda diz que isso não é erro.
- “Cópia, o Google e o usuário não escolheram a mesma página canônica”. Havia pedido, e o Google preferiu outra URL. Em inglês, “Duplicate, Google chose different canonical than user”.
No terceiro caso, a ajuda manda abrir três páginas no navegador. A atual, a declarada e a selecionada. 11 Se a declarada não se parece com a atual, o pedido está errado.
Se as páginas se parecem e o Google escolheu outra, a página de problemas de canonicalização sugere olhar qualidade do conteúdo e sinais técnicos. 7 Depois da correção, o Google pode manter as páginas agrupadas por até duas semanas. 7 A solicitação de indexação pede nova avaliação, mas tem cota, e fica para as URLs mais importantes. 7
Um cuidado para quem mede. Se a canônica escolhida mora numa propriedade do Search Console que não é sua, você não vê o tráfego da cópia. 7
O caso da casa: o que o nosso site pede
O seogenome.com novo emite a tag canonical em todas as páginas. 2 Medi em 14 de setembro de
2026. Cada página traz uma tag só, dentro do <head>, com URL absoluta. 1 O endereço com
parâmetro de campanha devolve a canônica sem o parâmetro. 1 E a página em inglês aponta para ela
mesma, com o par em português declarado por hreflang. 1 2
Houve um período em que essa tag trabalhou sozinha. Em 3 de setembro, o www servia todas as páginas internas com resposta 200. A canonical apontava para o endereço certo e era a única defesa. 2 O redirecionamento chegou no mesmo dia, e a história inteira está em redirecionamento 301.
Agora, a busca da abertura. As páginas dos dois sócios no site da empresa pedem outra coisa. A canonical delas aponta para o site pessoal de cada um. 1 A regra está no mapa do site desde 31 de agosto: a página da empresa não disputa o nome da pessoa. 2
Pela régua da documentação, esse pedido não deveria ser atendido. Comparei o texto da página do Daniel no seogenome.com com a página inicial do site pessoal dele. Nenhuma sequência de oito palavras se repete entre os dois. 1 E canônica que não se parece com a página nunca é escolhida. 11
O resultado da busca combina com um pedido recusado. Também combinaria com um pedido que o Google ainda não processou. Só a inspeção de URL separa os dois casos, e eu ainda não registrei essa leitura. 10
Achei mais duas divergências nossas no mesmo dia, e corrigi as duas. 1 O sitemap listava as quatro páginas dos sócios, em português e em inglês. Ele as sugeria como canônicas de si mesmas, enquanto a tag apontava para outro domínio. Era o pedido por dois caminhos que o Google manda evitar. 6 Desde 14 de setembro de 2026, página com canônica externa fica fora do sitemap.
A outra divergência era da página da Polly. A canonical apontava para pollymelo.com.br, que responde 301 para a versão com www. 1 A RFC recomenda não indicar como canônica uma URL que redireciona em caráter permanente. 5 A tag passou a apontar para o endereço final, com www.
Deixo o caso na mesa para você pesar no seu site. A regra do satélite tem motivo de entidade, e o mapa também a expressa na marcação estruturada de cada página. 2 A canonical é o pedaço dessa regra que depende da boa vontade do editor.
A conferência de uma tarde
Separe cinco páginas importantes e uma folha com três colunas. O que o código pede, o que o Google escolheu e o que você decide.
- Abra o código de cada página e procure
rel="canonical". Conte quantas aparecem. Confira se a URL é absoluta e se a tag está dentro do<head>. 6 9 - Abra o endereço indicado. Ele precisa responder 200, sem redirecionar, sem noindex e com o mesmo conteúdo principal. 5 9 11
- Acrescente ao endereço um parâmetro qualquer, como
?teste=1. A canônica precisa continuar a mesma, sem o parâmetro. 6 - Procure as cinco URLs no sitemap. O endereço listado precisa ser o mesmo da tag. 6
- Rode a inspeção de URL em cada uma. Anote a canônica declarada e a selecionada. 10
- No relatório de indexação, abra a situação “Cópia, o Google e o usuário não escolheram a mesma página canônica”. Separe as URLs que importam para o negócio. 11
- Se o site tem listagem paginada, abra a página 2. Confira se a canônica dela aponta para ela mesma. 8
Cada divergência vira uma linha na terceira coluna. Os outros sinais que moram no código da página estão em SEO on-page. As demais frentes técnicas estão no território de SEO técnico.
A pergunta que você passa a fazer
A partir de agora, quando alguém disser que a canonical está configurada, você vai perguntar o que o Google escolheu. O código mostra só o pedido. A resposta mora num campo do Search Console.
O primeiro passo cabe hoje. Abra a inspeção de URL na sua página mais importante e compare os dois campos de canônica. Se forem diferentes, você achou o seu primeiro pedido recusado.
Perguntas frequentes
Toda página precisa de tag canonical?
Nenhum método de indicação é obrigatório. Sem ele, o Google escolhe sozinho a melhor versão. 6 Quando você indica, o Google recomenda pôr a tag também na própria canônica, apontando para ela mesma. Isso se chama canonical autorreferente. 6
A tag canonical passa autoridade para a URL indicada?
A documentação fala em consolidar sinais. Os links que chegam às cópias passam a contar para a canônica, se ela for a escolhida. 6 A condição pesa. Com o pedido recusado, a soma não acontece na URL que você indicou.
Canonical ou redirecionamento 301?
Depende de a cópia precisar continuar no ar. O redirecionamento aposenta a cópia e encabeça a lista de força. 6 A canonical deixa as duas URLs funcionando, como no caso do endereço com parâmetro de campanha. 6 Os dois métodos se somam. 6
Posso apontar a canonical para outro domínio?
A RFC admite canônica em outro domínio. 5 A régua da parecença continua valendo, e o nosso caso mostra o limite. 11 Para conteúdo distribuído a parceiros, o Google não recomenda a tag. A saída mais eficaz, segundo ele, é o parceiro bloquear a indexação. 7
Quanto tempo o Google leva para atender a canonical?
A documentação não dá prazo para o primeiro pedido. Depois de uma correção de conteúdo, o Google pode manter as páginas agrupadas por até duas semanas. 7
Notas e fontes
- Medição da SEO Genome em 14 de setembro de 2026. Busca
site:seogenome.com/quem-somos/no Google Brasil (google.com.br, idioma português, país Brasil, sem personalização), com três resultados, todos em seogenome.com: a página “quem somos” e as páginas de Daniel Sócrates e de Polly Melo. Cabeçalhos e código lidos por curl: uma tag canonical por página, dentro do<head>, com URL absoluta, em https://seogenome.com/, /seo-tecnico/, /seo-tecnico/screaming-frog/, /artigos/ e /quem-somos/daniel-socrates/; https://seogenome.com/seo-tecnico/?utm_source=teste com canônica https://seogenome.com/seo-tecnico/; https://seogenome.com/en/ canônica de si mesma, com o par pt-BR em hreflang; /quem-somos/daniel-socrates/ e /en/about/daniel-socrates/ com canônica https://danielsocrates.com.br/; /quem-somos/polly-melo/ com canônica https://pollymelo.com.br/, endereço que responde 301 para https://www.pollymelo.com.br/; https://seogenome.com/sitemap.xml com 91 URLs, entre elas /quem-somos/daniel-socrates/, /quem-somos/polly-melo/, /en/about/daniel-socrates/ e /en/about/polly-melo/. Comparação de texto: o conteúdo principal de /quem-somos/daniel-socrates/ (322 palavras) e o de https://danielsocrates.com.br/ (592 palavras) não têm nenhuma sequência de oito palavras em comum. A busca comsite:não é leitura definitiva do índice; a inspeção de URL das páginas dos sócios não foi feita. Acesso em 14 de setembro de 2026. Correção no mesmo dia: o sitemap passou a excluir as páginas com canônica externa (87 URLs depois da correção) e a canonical de /quem-somos/polly-melo/ e /en/about/polly-melo/ passou a https://www.pollymelo.com.br/. - SEO Genome, registro do seogenome.com: mapa do site de 31 de agosto de 2026 (“A regra do satélite”: “A página de perfil no site da
empresa não disputa o nome da pessoa”, com
mainEntityOfPagepara a página oficial de cada pessoa); estado do projeto, evento de 3 de setembro de 2026 (o www servia todas as páginas internas com 200, “com canonical apontando certo como unica defesa”, e passou a responder 308 em todos os níveis); e o layout do site (src/layouts/Base.astro), que escreve a canonical de toda página a partir do endereço dela, com a exceção dos dois perfis de sócio, e a canônica por idioma. - Google Search Central, “What is canonicalization” (em português, “O que é canonização?”), https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/canonicalization, página em inglês atualizada em 20 de agosto de 2026 e em português em 12 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026, nas duas versões. Trechos: as causas de conteúdo duplicado (variantes de região, de dispositivo e de protocolo, funções do site como ordenação e filtro, variantes acidentais); “If Google finds multiple pages that seem to be the same or the primary content very similar, it clusters them together” e a escolha da página “objectively the most complete and useful for search users”; “The canonical page will be crawled most regularly; duplicates are crawled less frequently”; os fatores “whether the page is served over HTTP or HTTPS, redirects, presence of the URL in a sitemap, and rel=“canonical” link annotations”; na versão em português, “indicar a preferência de página canônica funciona como uma dica, e não como uma regra”; e “Google uses the canonical page as the main source to evaluate content and quality”.
- Levantamento da SEO Genome em 14 de setembro de 2026, em duas leituras. Semrush, base Brasil: “canonical” com 1.900 buscas por mês, KD 47 e intenção navegacional; oito dos dez primeiros resultados orgânicos tratam da empresa Canonical Ltd. (canonical.com, Wikipédia, Glassdoor, TabNews, LinkedIn, ubuntu.com, Reddit e Dell), um é dicionário (Merriam-Webster) e um é de SEO (Agência Mestre). Google Brasil ao vivo (google.com.br, idioma português, país Brasil, sem personalização): a primeira página de “canonical” trouxe só resultados sobre a empresa, e a visão geral criada por IA citou o sentido de SEO num parágrafo. Na busca “tag canonical”, a primeira página é de SEO, com a documentação do Google em primeiro. Dois textos dessa página, lidos no mesmo dia: liveSEO, https://liveseo.com.br/dicionario/canonical/ (“garantindo que apenas a versão principal seja considerada para indexação”), e Gear SEO, https://gearseo.com.br/canonical/ (a tag serve “para evitar que mecanismos de busca indexem páginas com conteúdo duplicado”). Acesso em 14 de setembro de 2026.
- M. Ohye e J. Kupke, RFC 6596, “The Canonical Link Relation”, IETF, abril de 2012, documento informativo, https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc6596.html. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “‘canonical’ can be described informally as the author’s preferred version of a resource”; “The target (canonical) IRI MUST identify content that is either duplicative or a superset of the content at the context (referring) IRI”; o destino pode “Exist on a different hostname or domain”; a página 2 que aponta para a 1 como canônica “may cause a loss of data”; e a orientação de evitar como canônica “The source IRI of a permanent redirect”.
- Google Search Central, “How to specify a canonical URL with rel=“canonical” and other methods”
(em português, “Como especificar um URL canônico com rel=“canonical” e outros métodos”),
https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/consolidate-duplicate-urls, página
em inglês atualizada em 10 de julho de 2026 e em português em 15 de julho de 2026. Acesso em 14
de setembro de 2026. Trechos: a ordem de força, com redirecionamento “A strong signal”,
rel="canonical"“A strong signal” e sitemap “A weak signal” (na versão em português, “forte indicador” e “indicador fraco”); “these methods can stack”; “none of them are required”; os quatro motivos para indicar a canônica; “Google supports explicit rel canonical link annotations as described in RFC 6596”; as boas práticas (não usar robots.txt, ferramenta de remoção de URL ou fragmento; não indicar URLs diferentes por técnicas diferentes; canonical autorreferente; não usar noindex para impedir a escolha da canônica no mesmo site; linkar a URL canônica; em JavaScript, canônica no HTML de origem); a tabela de métodos com prós e contras; a recomendação de escolher entre a tag e o cabeçalho HTTP; a URL absoluta; “The rel=“canonical” link element is only accepted if it appears in the”<head>; o cabeçalho HTTP para PDF; “All pages listed in a sitemap are suggested as canonicals”; o redirecionamento “only when deprecating a duplicate page”; a menção a WordPress, Wix e Blogger; a preferência por HTTPS e as exceções; e a preferência por URLs em grupos de hreflang. - Google Search Central, “Fix canonicalization issues”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/canonicalization-troubleshooting, página atualizada em 21 de agosto de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Google might choose a different canonical for various reasons, such as the quality of the content or technical signals”; “If a canonical URL is in a Search Console property that you don’t own, you won’t be able to see any of the traffic for your duplicate page”; “Google might hold pages in a duplicate cluster for up to two weeks”; a solicitação de indexação “subject to quotas”; e, para conteúdo distribuído, “The canonical link element is not recommended for those who want to avoid duplication by syndication partners” e “The most effective solution is for partners to block indexing of your content”.
- Google Search Central, “Pagination, incremental page loading, and their impact on Google Search”, https://developers.google.com/search/docs/specialty/ecommerce/pagination-and-incremental-page-loading, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “Don’t use the first page of a paginated sequence as the canonical page. Instead, give each page its own canonical URL.”
- Allan Scott, “5 common mistakes with rel=canonical”, Google Search Central Blog, 8 de abril de 2013, https://developers.google.com/search/blog/2013/04/5-common-mistakes-with-relcanonical. Acesso em 14 de setembro de 2026. A página traz o aviso de que parte da informação pode estar desatualizada. Trechos: “Double-check that your rel=canonical target exists (it’s not an error or ‘soft 404’)”; “Verify the rel=canonical target doesn’t contain a noindex robots meta tag”; “In cases of multiple declarations of rel=canonical, Google will likely ignore all the rel=canonical hints”; o exemplo da categoria que aponta para o artigo em destaque; e a canonical no corpo da página, “it’s disregarded”.
- Ajuda do Search Console, “URL Inspection tool” (em português, “Ferramenta de inspeção de URL”), https://support.google.com/webmasters/answer/9012289. Acesso em 14 de setembro de 2026, nas versões em inglês e em português; a versão em português traz aviso de tradução por IA, e o texto do corpo segue o inglês. Trechos: os campos “User-declared canonical” e “Google-selected canonical” (em português, “URL canônico declarado pelo usuário” e “URL canônico selecionado pelo Google”); “You can determine the canonical version only in the indexed data; the live test cannot predict whether or not the tested version will be considered canonical”; e “this value can be a few hours out of date from our index value”.
- Ajuda do Search Console, “Page indexing report” (em português, “Relatório de indexação de páginas”), https://support.google.com/webmasters/answer/7440203. Acesso em 14 de setembro de 2026, nas versões em inglês e em português; a versão em português traz aviso de tradução por IA. Situações: “Alternate page with proper canonical tag” (“Página alternativa com tag canônica adequada”), “Duplicate without user-selected canonical” (“Cópia sem página canônica selecionada pelo usuário”, com “This is not an error”) e “Duplicate, Google chose different canonical than user” (“Cópia, o Google e o usuário não escolheram a mesma página canônica”). Trechos desta última: abrir no navegador a página atual, a canônica declarada e a selecionada; “If the Google-selected canonical is the tested page, then Google thinks that the tested page isn’t similar to any other pages”; e “If the user-declared canonical is not similar to the current page, then Google won’t ever choose that URL as canonical. A duplicate page must be similar to the canonical.”
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