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Artigo 15 min de leitura

SEO para clínicas: a clínica, a equipe e cada unidade no Google

por Daniel Sócrates publicado em

Faça uma conta com a sua clínica. Duas unidades e seis médicos, cada médico atendendo numa delas.

Pela diretriz do Google, essa clínica pode ter oito perfis no mapa, todos dentro da regra. Um para cada unidade. E um para cada médico que atende o público, com o nome da pessoa e nada mais. 1

Agora some o que existe fora do Google. No cadastro do Ministério da Saúde, cada unidade é um estabelecimento, com número próprio. 2 No conselho de medicina, o registro da empresa alcança todas as unidades. 3 E cada médico tem a própria inscrição no CRM.

Na conta do exemplo, são pelo menos dezessete registros sobre a mesma casa. Eles moram em lugares que não conversam entre si. O site é o único lugar onde a clínica diz como eles se ligam.

Abri os primeiros resultados do Google Brasil para “seo para clínica” em 14 de setembro. Os nove resultados orgânicos da primeira página falam de clínica de saúde, com paciente. Nenhum trata de clínica veterinária. 4 Nos quatro primeiros aparecem palavra-chave, conteúdo, perfil no Google, velocidade e dados iguais em todo lugar. Nenhum dos quatro fala de médico com perfil próprio, de departamento, de unidade ou de CNES. 4

O que vale para qualquer consultório de saúde já tem texto próprio. O Google declara peso ainda maior para confiança em temas de saúde. 5 O CFM exige nome, CRM e especialidade com RQE na publicidade médica. 6 O texto sobre SEO para médicos percorre essas duas réguas e a página de cada médico.

As normas do CFM citadas aqui valem para clínica médica. Clínica odontológica tem o texto sobre SEO para dentistas. Aqui o assunto é a clínica médica como organização. Vários profissionais sob um nome, às vezes vários endereços, e alguém que responde tecnicamente por tudo.

Duas fichas que o Google não pode juntar

Pense no balcão de um cartório. Chegam duas fichas. Uma traz o nome da clínica e o endereço. A outra traz o nome de uma médica, com o mesmo endereço e o mesmo telefone.

O escrivão precisa decidir se as duas falam da mesma coisa. O livro SEO de Entidade descreve esse trabalho. Juntar menções espalhadas até concluir que falam do mesmo sujeito, e fazer delas um registro só. Isso se chama reconciliação. 7

O livro aponta dois jeitos de errar. 7 Juntar demais cria uma coisa que não existe no mundo. Juntar de menos parte a empresa em registros fracos, cada um com um pedaço da verdade.

Num consultório de um médico só, o primeiro erro quase não tem por onde entrar. Numa clínica, ele tem várias portas. O perfil da unidade ganha o nome de um médico no título. O telefone da recepção aparece em três perfis de médicos. A página de equipe continua mostrando quem saiu da casa.

O livro também diz de quem é esse trabalho. Reconciliar é tarefa da máquina, e o dono controla só o custo dela. Fontes que dizem a mesma coisa baixam o custo. Fontes que se contradizem sobem. 7

Numa clínica, baixar o custo tem um sentido prático. A clínica e cada profissional são coisas diferentes, e cada uma precisa aparecer inteira, com os mesmos dados em todo lugar.

O que a diretriz do Google diz sobre clínica com vários médicos

A diretriz do Perfil da Empresa tem uma seção chamada Profissionais liberais. O texto sobre médicos já passou por ela. Para a clínica, quatro trechos da mesma diretriz pesam mais.

O primeiro trata de vários profissionais no mesmo local. A organização cria um perfil para o local, independente do perfil de cada profissional. E o perfil do profissional leva só o nome dele, sem o nome da organização. 1

O segundo diz quem pode ter perfil. O profissional precisa lidar com o público. E precisa poder ser contatado diretamente no local verificado, no horário informado. 1 A equipe de apoio fica de fora, porque a diretriz diz que ela não deve criar perfis próprios. 1

Na minha leitura, o médico que passa pela clínica uma vez por mês, sem horário fixo no endereço, fica na borda dessa regra. Vale decidir com calma antes de abrir o perfil dele.

O terceiro trata de departamento. Departamento aberto ao público, que opera como entidade independente, deve ter perfil próprio. O nome precisa ser diferente do nome principal, e a categoria também. Em geral, esse departamento tem uma entrada separada para o cliente. 1

Na versão em português, o exemplo aceito é o departamento de otorrinolaringologia de um hospital de São Paulo. O exemplo recusado é uma seção de produtos dentro de uma loja. 1 Na minha leitura, o centro de imagem com porta e horário próprios cabe na primeira regra. A sala de dermatologia atrás da mesma recepção cabe no exemplo recusado.

O quarto vale para quem tem mais de um endereço. Na seção de redes e marcas, todos os locais no mesmo país precisam ter o mesmo nome. A categoria também se repete quando o serviço é o mesmo. 1 A diretriz recusa até o nome de uma loja seguido da cidade. O bairro da unidade vai no endereço e na página dela.

O que decide a ordem no mapa está no território de SEO local.

O que o conselho e o Ministério já registram

Antes, uma fronteira. Este texto não é parecer jurídico. Eu leio as normas como quem monta página, e o seu caso concreto é pergunta para o CRM do seu estado.

O livro SEO de Entidade separa as ligações de uma empresa em duas colunas. Na primeira ficam as que você declara. Na segunda ficam as que só existem quando o outro lado confirma, como o conselho registrar o seu responsável técnico. A primeira custa uma tarde. A segunda custa anos. 8

Uma clínica médica já tem duas fichas oficiais do lado de fora, publicadas por quem não é ela.

A primeira é o CNES, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Ele se propõe a cadastrar todos os estabelecimentos de saúde do país, públicos, conveniados e privados. 2 Estabelecimento, ali, é o espaço onde se fazem ações e serviços de saúde, e que possui responsável técnico. 2

A consulta é aberta a qualquer pessoa. O campo de busca aceita nome fantasia, nome empresarial, número do CNES, CNPJ ou CPF. 2 A ficha mostra nome, CNPJ, endereço, telefone, tipo e horário de funcionamento. 2 É uma ficha que mora fora do site.

Uma busca de teste mostrou o detalhe que interessa aqui. Um hospital das clínicas do interior de São Paulo aparece com números separados. Um para o ambulatório de saúde mental, outro para o hemocentro, outro para a unidade materno-infantil. 2 Cada estabelecimento tem o seu número.

A segunda ficha é o registro no Conselho Regional de Medicina. A Resolução CFM nº 1.980/2011 manda a empresa privada de assistência à saúde se registrar no CRM de onde atua. 3 A obrigação alcança a filial, a sucursal e todas as unidades. 3

O pedido de registro traz a relação dos médicos do corpo clínico e as especialidades da casa. Traz também o nome e o CRM do médico responsável técnico. 3 Qualquer alteração vai ao conselho em trinta dias. 3 E o certificado de inscrição da empresa precisa ficar disponível ao público, atualizado. 3

A forma de consultar muda de um conselho regional para outro. O Cremesp, de São Paulo, tem uma pesquisa pública de empresas médicas registradas, por nome, número de CRM da empresa e cidade. 9 Não conferi os outros conselhos.

Quem responde por essas informações tem nome. A Resolução CFM nº 1.980/2011 diz que o diretor técnico responde eticamente por tudo o que foi informado ao conselho. 3 A Resolução CFM nº 2.147/2016 põe nele os aspectos formais do funcionamento da clínica. 10

Entre os deveres dele, dois tocam o site. Conferir o registro e o título de especialista de cada médico da casa. E garantir que a propaganda institucional siga a norma de publicidade médica. 10

A norma de publicidade em vigor é a Resolução CFM nº 2.336/2023. Toda peça de clínica, em ambiente físico ou virtual, traz o nome do estabelecimento com o número de registro no CRM. E traz o nome do diretor técnico, com a inscrição dele e, onde se exige, a especialidade com RQE. 6

Na minha leitura, o rodapé do site é o lugar natural dessa linha. Um dos textos do topo da busca faz isso no próprio rodapé, com o diretor técnico e o registro da empresa no conselho. O texto dele não fala do assunto. 4

Agora olhe com os olhos do escrivão. O CNES registra endereço, telefone e horário de cada unidade. O CRM registra a empresa, o corpo clínico e quem responde por ela. O que o site declara precisa bater com essas fichas, letra por letra.

Eu não afirmo que o Google lê o CNES ou o registro do CRM, porque nenhuma documentação dele diz isso. O que eu afirmo é mais simples. Existem fontes oficiais, publicadas por terceiros, dizendo quem a clínica é.

Como o site diz quem é quem

A clínica precisa de uma página oficial, num endereço que não muda. É ela que responde quem é a organização. As regras dessa página estão no texto sobre entity home.

A página de equipe é a placa da recepção em versão digital. E a resolução do CFM tem uma regra para essa placa. As placas internas que identificam os médicos do corpo clínico precisam estar atualizadas. Precisam trazer, de cada médico, nome, CRM e especialidade com RQE. 6

Na minha leitura, a página de equipe herda as duas exigências. O médico que sai da placa sai da página no mesmo movimento.

Além do texto, existe a marcação. O vocabulário público de dados estruturados, o schema.org, tem um tipo para clínica, o MedicalClinic. Ele mora em duas árvores ao mesmo tempo: é organização médica e é negócio local. 11

A documentação do Google para negócio local pede um registro por local, com o tipo mais específico possível. 12 E pede que o endereço da web desse registro seja o da unidade específica. 12

Resta a parte delicada, que é a ligação entre a clínica e a equipe. O vocabulário oferece três caminhos, e cada um pede um tipo diferente do outro lado.

A propriedade employee descreve alguém que trabalha para a organização, e espera uma pessoa. 11 A propriedade member aceita pessoa ou organização, com o caminho de volta chamado memberOf. 11 E o tipo do médico como indivíduo, o IndividualPhysician, fica na árvore das organizações. 11

Esse último detalhe decide a marcação. O médico marcado como IndividualPhysician é, para o vocabulário, uma organização médica. A ligação dele com a clínica sai do lado dele, pela propriedade practicesAt. 11 O médico marcado como pessoa se liga à clínica por employee ou member.

Decida o que cada página descreve antes de marcar. A página da pessoa marca uma pessoa. O consultório do médico, quando existe como negócio próprio, marca uma organização. Na minha leitura, misturar os dois repete na marcação o erro de juntar demais.

O CRM não tem campo próprio no vocabulário. O tipo do médico traz um campo só para o registro americano de prestadores de saúde. 11 Para o CRM, sobra a propriedade genérica de identificador. 11

Para departamento, o vocabulário tem a propriedade department. Ela liga uma organização a um departamento dela, com endereço, logotipo e horário próprios. 11 O Google usa a mesma propriedade em negócio local, com o nome no formato loja mais departamento. 12

O livro deixa um aviso que vale aqui. Você declara para desambiguar, nunca como atalho de posição. 8 O código fica para o texto sobre dados estruturados.

Especialidade e profissional, cada página com a sua pergunta

Pense em dois atendentes na mesma recepção. Os dois repetem a mesma frase para o mesmo paciente. O paciente escolhe um e ignora o outro.

O Google descreve um procedimento parecido para páginas. Quando acha várias páginas iguais, ou com o conteúdo principal muito parecido, ele agrupa todas. Depois escolhe a que considera mais completa e útil para representar o grupo. 13 Isso se chama canonicalização.

O mercado dá ao sintoma o nome de canibalização. O mecanismo que tem documento é o agrupamento.

Numa clínica, o risco nasce de um jeito previsível. A página de cardiologia fala da médica da cardiologia. A página da médica fala de cardiologia. As duas ficam com o mesmo miolo.

Cada página precisa de uma pergunta só.

A página da especialidade responde quem trata aquilo nesta clínica, em qual unidade e como marcar. Ela lista os médicos com aquela especialidade registrada e leva à página de cada um.

A página do profissional responde quem é essa pessoa. Nome, CRM, especialidade com RQE, em quais unidades atende e em que dias. Ela aponta de volta para as especialidades.

O médico que atende em duas unidades tem uma página só, com as duas unidades listadas. Duas páginas da mesma pessoa, uma por unidade, criam exatamente o par parecido que o Google agrupa.

A página de especialidade tem ainda uma questão de registro. Na prática, ela anuncia um serviço especializado da clínica. A Resolução CFM nº 2.147/2016 pede que quem chefia ou supervisiona serviço especializado tenha título na especialidade, registrado no CRM. 10

Na minha leitura, página de especialidade sem nenhum médico com RQE naquela área é pergunta para o CRM antes de ir ao ar.

Os links entre essas páginas carregam o contexto de uma para a outra. O mecanismo está no texto sobre link interno.

Uma página para cada endereço

Clínica com mais de um endereço tem uma decisão a mais. Três documentos diferentes apontam para o mesmo lado.

A diretriz do Perfil da Empresa pede um telefone ou um site ligado especificamente ao local. 1 E proíbe mais de um perfil para o mesmo local, mesmo em contas diferentes. 1 A documentação de dados estruturados pede o endereço da web da unidade específica. 12 E o registro no CRM alcança cada unidade. 3

Daí sai a página de unidade. Endereço completo, telefone da unidade, horário e como chegar. Quais médicos atendem ali e em que dias. E a linha do estabelecimento, com o registro no CRM e o diretor técnico.

Essa linha pode mudar de uma unidade para outra. A Resolução CFM nº 2.147/2016 permite a um médico dirigir tecnicamente até duas instituições, mesmo quando são filiais da mesma casa. A própria norma prevê exceções. 10 Numa rede com três unidades, a conta pode pedir mais de um diretor técnico.

O horário publicado na página precisa bater com o da ficha do CNES e com o do perfil no Google. O mesmo vale para o telefone.

A página de unidade responde uma pergunta de lugar. Ela não repete as páginas de especialidade. Ela aponta para elas.

A folha da clínica

Separe uma folha com três colunas: o que o site diz, o que o Google mostra e o que o registro oficial confirma. Reserve uma tarde.

  1. Abra a consulta de estabelecimentos do CNES. Procure cada unidade pelo nome ou pelo CNPJ. Copie nome, endereço, telefone e horário, sem corrigir nada. 2
  2. Procure o registro da empresa no CRM do seu estado. Anote o número e o diretor técnico de cada unidade. 3
  3. Liste os perfis no Google, um por unidade e um por médico que atende o público. Marque perfil de unidade com nome de médico, perfil de médico com nome da clínica e perfil de quem já saiu. 1
  4. Abra a página de equipe. Confira nome, CRM e especialidade com RQE de cada médico. 6
  5. Liste as páginas de especialidade, de profissional e de unidade. Ao lado de cada uma, escreva a pergunta que ela responde.
  6. Circule toda divergência entre as colunas. Duas páginas com a mesma pergunta também ganham círculo.

Cada círculo é trabalho de identidade, e ele vem antes de qualquer texto novo.

A decisão que fica com você

A partir de hoje, quando alguém propuser SEO para a sua clínica, peça o mapa primeiro. Quem é a clínica? Quem atende em cada unidade? Quem responde por cada endereço?

Esse mapa precisa bater com o CNES e com o CRM. Onde não bate, a diferença aparece em todo lugar que a máquina consulta.

Comece pela consulta do CNES, com o nome de cada unidade e a folha ao lado.

Perguntas frequentes

A clínica e cada médico podem ter perfis separados no Google?

Podem. Quando vários profissionais atendem o público no mesmo local, a diretriz pede um perfil da organização para o local. Ele fica separado do perfil de cada profissional, que leva só o nome dele. 1

Uma especialidade da clínica pode ter perfil próprio no Google?

Só se funcionar como departamento independente, aberto ao público, com nome e categoria diferentes dos da clínica. Em geral, esse departamento tem entrada separada. 1 Um profissional também não deve ter vários perfis, um para cada especialização. 1

Posso marcar as avaliações do Google no schema da clínica?

A documentação do Google para negócio local recomenda a propriedade de nota média só para sites que reúnem avaliações sobre outros negócios locais. 12

Cada unidade precisa de registro próprio no CRM?

A Resolução CFM nº 1.980/2011 diz que a obrigação de registro abrange a filial, a sucursal e todas as unidades. 3 É leitura de quem monta página. O CRM do seu estado responde pelo seu caso.

Notas e fontes

  1. Ajuda do Perfil da Empresa no Google, “Guidelines for representing your business on Google” (em português, “Diretrizes para representar sua empresa no Google”), https://support.google.com/business/answer/3038177, versões em inglês e em português. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos da versão em português. Seção “Profissionais liberais”: “Um profissional liberal poderá criar um Perfil da empresa exclusivo se cumprir estes requisitos: Trabalha com o público. Equipes de suporte não devem criar perfis próprios. Pode ser contatado diretamente no local verificado durante o horário indicado”; “Um profissional liberal não deve ter vários perfis referentes a cada especialização”; com vários profissionais no mesmo local, “a organização precisa criar um Perfil da empresa para o local, independente do perfil do profissional liberal” e “o título do Perfil da empresa do profissional liberal deve incluir somente o nome dele, sem o nome da organização”. Seção “Departamentos em outras empresas, universidades ou instituições”: “Departamentos abertos ao público que operam como entidades independentes devem ter sua própria página. O nome exato de cada departamento precisa ser diferente do nome da empresa principal e de outros departamentos. Geralmente, esses departamentos têm uma entrada diferente para o cliente e cada um deve ter uma categoria distinta”, com “Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Casa de São Paulo” entre os aceitáveis e “A seção de produtos da Apple na Fast Shop” entre os não aceitáveis. Seção “Redes e marcas”: “Todos os locais da empresa no mesmo país precisam ter o mesmo nome”, com o exemplo “Leroy Merlin em São Paulo” recusado, e “Eles também precisam ter a mesma categoria se prestarem o mesmo serviço”. Seção “Site e telefone”: “Informe um número de telefone ou um site relacionado especificamente ao local da sua empresa”. Seção “Endereço”: “Não crie mais de uma página para cada local da sua empresa, mesmo em contas diferentes”. Na versão em inglês, a regra do profissional aparece como “An individual practitioner should create their own dedicated Business Profile if”.
  2. Ministério da Saúde, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), página “Institucional”, https://cnes.datasus.gov.br/pages/sobre/institucional.jsp, e “Consulta Estabelecimento”, https://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos da página institucional: “Cadastrar todos os Estabelecimentos de Saúde: Públicos, Conveniados e Privados, seja pessoa física ou jurídica, que realizam qualquer tipo de serviço de atenção à Saúde no Âmbito do território Nacional” e, sobre o que é estabelecimento de saúde, “Espaço físico, edificado ou móvel, privado ou público, onde são realizados ações e serviços de saúde, por pessoa física ou jurídica, e que possua responsável técnico, pessoal e infraestrutura compatível com a sua finalidade”. A consulta foi aberta no navegador: o campo de busca indica “Nome Fantasia/Nome Empresarial/CNES/CNPJ/CPF”, e a janela “Dados estabelecimento” traz, entre outros, os campos Nome, CNES, CNPJ, Nome Empresarial, endereço, Telefone, Tipo de Estabelecimento e Horário de funcionamento. A busca de teste por “HOSPITAL DAS CLINICAS” listou, em Marília (SP), números CNES distintos para o ambulatório de saúde mental, o hemocentro e a unidade materno-infantil ligados à faculdade de medicina local. Nenhum profissional foi consultado.
  3. Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 1.980/2011, “Fixa regras para cadastro, registro, responsabilidade técnica e cancelamento para as pessoas jurídicas”, publicada no Diário Oficial da União de 13 de dezembro de 2011, https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2011/1980_2011.pdf. Acesso em 14 de setembro de 2026. Dispositivos do anexo usados: art. 3º (registro das pessoas jurídicas de direito privado “nos conselhos regionais de medicina da jurisdição em que atuarem”); art. 4º (“A obrigatoriedade de cadastro ou registro abrange, ainda, a filial, a sucursal, a subsidiária e todas as unidades”); art. 6º, a, i e j (relação de médicos do corpo clínico, especialidades desenvolvidas, nome e CRM do médico responsável técnico); art. 7º (alteração comunicada em 30 dias); art. 8º, § 3º (“É obrigatória a disponibilização ao público em geral do Certificado de Inscrição de Empresa expedido pelos conselhos regionais de medicina, devidamente atualizado”); art. 9º (“O diretor técnico responde eticamente por todas as informações prestadas perante os conselhos federal e regionais de medicina”). Leitura de quem monta página, e não parecer jurídico.
  4. Sonda da SEO Genome em 14 de setembro de 2026. Semrush, base Brasil: “seo para clínica” com 30 buscas por mês e nenhum retrato de resultados guardado para o termo. Página de resultados do Google Brasil aberta no navegador, sem personalização: nove resultados orgânicos na primeira página, todos de clínica de saúde com paciente, e nenhum de clínica veterinária. Os quatro primeiros textos: Mais Laudo, https://maislaudo.com.br/blog/seo-para-clinicas-e-consultorios/; Tivita, https://tivita.com/conteudos/checklist-seo-local-clinicas; iClinic, https://iclinic.com.br/blog/evolucao-do-seo-para-clinicas/; e Santé, https://santeconsulting.com.br/o-que-e-seo-e-porque-e-fundamental-para-a-sua-clinica/. Acesso em 14 de setembro de 2026. Nenhum dos quatro menciona profissional liberal, departamento, unidade ou CNES. O rodapé do site da Mais Laudo traz o diretor técnico com CRM e o número de registro da empresa no CRM; o texto do artigo não trata disso.
  5. Google Search Central, “Creating helpful, reliable, people-first content”, https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/creating-helpful-content, página atualizada em 10 de dezembro de 2025. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “our systems give even more weight to content that aligns with strong E-E-A-T for topics that could significantly impact the health, financial stability, or safety of people” e “Of these aspects, trust is most important”.
  6. Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.336/2023, “Dispõe sobre publicidade e propaganda médicas”, publicada no Diário Oficial da União de 13 de setembro de 2023, https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2023/2336_2023.pdf. Acesso em 14 de setembro de 2026. Dispositivos usados: art. 4º, I e II (nome, CRM e especialidade com RQE); art. 5º, I, a e b (em peças de clínicas, “em ambiente físico ou virtual”, “o nome do estabelecimento com número de cadastro ou registro no CRM” e “o nome do Diretor Técnico-Médico com o respectivo número de inscrição no CRM e, onde for exigível, a especialidade com o RQE”); art. 5º, II (as placas internas de sinalização que identificam os médicos do corpo clínico “deverão ser mantidas atualizadas” e devem “conter os itens previstos nos incisos I e II do art. 4º”). Leitura de quem monta página, e não parecer jurídico.
  7. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 4, seção “As duas fichas do mesmo sujeito”. Saem daqui a imagem das duas fichas no balcão, os dois erros (“Errar para o lado de juntar demais cria uma coisa que não existe no mundo”; juntar de menos deixa a empresa “partida em três registros fracos”), a definição de reconciliação e a regra de que o dono controla o custo do trabalho: “Fontes que dizem a mesma coisa, com as mesmas palavras, baixam o custo. Fontes que se contradizem sobem o custo.”
  8. Daniel Sócrates, SEO de Entidade, 2026, capítulo 12. Saem daqui as duas colunas de ligações, a declarada e a confirmada, com o exemplo “O conselho registrar o seu responsável técnico” e a frase “A da esquerda guarda a relação declarada, e ela custa uma tarde. A da direita guarda a relação confirmada, e ela custa anos”; e o aviso sobre marcação: “Você declara para desambiguar, nunca como atalho de posição”.
  9. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Portal da Transparência, “Pesquisa de Empresas Médicas Registradas”, https://transparencia.cremesp.org.br/?siteAcao=pesquisar_empresas. Acesso em 14 de setembro de 2026. Campos de pesquisa: nome da empresa, CRM da empresa e cidade.
  10. Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 2.147/2016, “Estabelece normas sobre a responsabilidade, atribuições e direitos de diretores técnicos, diretores clínicos e chefias de serviço em ambientes médicos”, publicada no Diário Oficial da União de 27 de outubro de 2016, modificada pela Resolução CFM nº 2.448/2025, https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2016/2147_2016.pdf. Acesso em 14 de setembro de 2026. Dispositivos do anexo usados: art. 2º, caput (o diretor técnico “é o responsável perante os Conselhos Regionais de Medicina, autoridades sanitárias, Ministério Público, Judiciário e demais autoridades pelos aspectos formais do funcionamento do estabelecimento”); art. 2º, § 3º, IV (certificar-se da habilitação dos médicos e da “qualificação como especialista”) e XII (assegurar que as propagandas institucionais obedeçam à norma de publicidade médica); art. 8º e § 2º (direção técnica em até duas instituições, “mesmo quando tratar-se de filiais, subsidiárias ou sucursais da mesma instituição”, com a exceção prevista); art. 9º, § 1º (título de especialista, registrado no CRM, para quem supervisiona, coordena ou chefia serviço assistencial especializado). O PDF oficial marca dispositivos suspensos por decisão judicial no § 4º do art. 2º, que trata de planos de saúde e não foi usado. Leitura de quem monta página, e não parecer jurídico.
  11. Schema.org, versão 30.0 de 19 de março de 2026: “MedicalClinic”, https://schema.org/MedicalClinic; “IndividualPhysician”, https://schema.org/IndividualPhysician; “employee”, https://schema.org/employee; “member”, https://schema.org/member; “department”, https://schema.org/department; e “Person”, https://schema.org/Person. Acesso em 14 de setembro de 2026. MedicalClinic aparece nas hierarquias Organization > MedicalOrganization > MedicalClinic e Organization > LocalBusiness > MedicalBusiness > MedicalClinic. IndividualPhysician aparece em Organization > MedicalOrganization > Physician > IndividualPhysician, com a definição “An individual medical practitioner”, a propriedade practicesAt (“A MedicalOrganization where the IndividualPhysician practices”) e o campo usNPI, identificador de prestadores dos Estados Unidos. employee: “Someone working for this organization”, valor esperado Person. member: “A member of an Organization or a ProgramMembership”, valores Organization ou Person, propriedade inversa memberOf. department: “A relationship between an organization and a department of that organization, also described as an organization (allowing different urls, logos, opening hours)”. identifier, na página Person: “The identifier property represents any kind of identifier for any kind of Thing”. O schema.org é vocabulário público de marcação, e o texto não afirma que o Google usa cada um desses tipos.
  12. Google Search Central, “Local business (LocalBusiness) structured data”, https://developers.google.com/search/docs/appearance/structured-data/local-business, página atualizada em 8 de setembro de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trechos: “Define each local business location as a LocalBusiness type. Use the most specific LocalBusiness sub-type possible”; na propriedade url, “The fully-qualified URL of the specific business location”; na propriedade department, “A nested item for a single department” e “Include the store name with the department name in the following format: {store name} {department name}”; na propriedade aggregateRating, “This property is only recommended for sites that capture reviews about other local businesses”.
  13. Google Search Central, “What is URL canonicalization”, https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/canonicalization, página atualizada em 20 de agosto de 2026. Acesso em 14 de setembro de 2026. Trecho: “If Google finds multiple pages that seem to be the same or the primary content very similar, it clusters them together. Google then chooses the page that, based on the factors (or signals) the indexing process collected, is objectively the most complete and useful for search users, and marks it as the canonical”.

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Daniel Sócrates

Fundador e CEO da SEO Genome

Autor de SEO de Entidade. Escreve sobre o que a casa aplica em cliente.

danielsocrates.com.br

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Uma conversa de diagnóstico, sem apresentação de slides. Você traz o endereço do seu site. A gente traz o que o Google e as IAs já sabem sobre ele hoje.

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